sexta-feira, 27 de julho de 2012

Diocese de Cruzeiro do Sul (AC) realiza seminário sobre a 5ª SSB

Em sintonia com a caminhada da Igreja no Brasil, a Diocese de Cruzeiro do Sul, no Acre, realizou um seminário sobre a temática da 5ª Semana Social Brasileira (SSB), entre os dias 24 e 25 de julho. O objetivo era conhecer melhor o tema e formas das lideranças.

Os participantes foram acolhidos por dom Mosé Pontelo, bispo de Cruzeiro do Sul, e pelo coordenador de pastoral da diocese, padre Cristiano. Estavam presentes 5O lideranças, entre padres, religiosas, seminaristas, leigos e leigas atuantes nas diversas pastorais. A assessoria do foi do padre Nelito Dornelas, assessor da 5ª Semana Social Brasileira, que animou os debates em torno das principais problemáticas vividas na região.

A reforma do Código Penal em andamento e os desafios da Pastoral Carcerária, considerando ser uma região de fronteira, ocuparam o centro dos debates. As lideranças presentes apontaram pistas de trabalhos da 5ª SSB em sintonia com a Jornada Mundial da Juventude, a Missão Continental, as Santas Missões Populares e o 13º Intereclesial de CEBs.

“A temática da 5ª SSB foi avaliada e assumida como um meio de conscientização e de engajamento social das lideranças cristãs, à luz da opção preferencial pelos pobres e da Doutrina Social da Igreja”, relata padre Nelito.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Comissão para Doutrina da Fé iniciará preparação do Subsídio Doutrinal


A Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) fará uma reunião ordinária neste dia 30 de julho. O encontro será na residência do arcebispo de Brasília, e presidente da Comissão, dom Sérgio da Rocha de dom Sérgio da Rocha. O tema central da reunião será a elaboração do Subsídio Doutrinal cujo título previsto é “As razões da fé na ação evangelizadora”.
Além da presença de dom Sérgio da Rocha, na ocasião, outros bispos também estarão presentes: o arcebispo de Salvador (BA), dom Murilo Sebastião Ramos Krieger; o bispo de Amparo (SP), dom Pedro Cipolini; o bispo Auxiliar do Rio de Janeiro (RJ), dom Paulo Cezar Costa. O assessor da comissão padre Antonio Luiz Catelan Ferreira, da Diocese de Umuarama (PR).
O objetivo da elaboração do Subsídio Doutrinal é contribuir para que os evangelizadores estejam em condições de apresentar a proposta de vida cristã e a doutrina eclesial de modo a responder adequadamente às principais dificuldades para crer e às objeções levantadas à fé no contexto atual. A preparação desse subsídio já estava prevista como contribuição específica da comissão, em vista do aprofundamento de um dos temas que mais se destacam nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora 2011-2015: o tema da fé.
No número 1 das Diretrizes se encontra a indicação de que se pretende nesse período favorecer uma volta “às fontes de fé”. Ao concluir o capítulo II, que trata das “marcas de nosso tempo”, afirma-se que “tempos de transformações tão radicais [...] são tempos propícios para volta às fontes e busca dos aspectos centrais da fé” (n. 24).
Novamente, ao introduzir as cinco urgências da Ação Evangelizadora, há a afirmação que elas “dizem respeito à busca e ao encontro de caminhos para a transmissão e sedimentação da fé, nesse período histórico de transformações profundas” (n. 28). Dessa maneira, a temática da fé une a análise da realidade atual às urgências pastorais e orienta a ação eclesial.
Por este motivo, a Comissão para a Doutrina da Fé propôs a elaboração de um subsídio em que se tratasse diretamente dessa questão. A celebração do Ano da Fé, convocado pelo papa Bento XVI, e a realização de uma Assembleia do Sínodo dos Bispos tendo por tema “A Nova Evangelização para a transmissão da fé”, iluminaram e reforçaram a proposta da comissão, que escolheu dedicar seus esforços até o próximo ano à elaboração desse subsídio.
A previsão é de que ele possa ser publicado na Assembleia Geral da CNBB do próximo ano (2013).

Bispos do Tocantins divulgam nota sobre eleições municipais


Os cinco bispos das dioceses do estado do Tocantins publicaram, no último dia 15 de julho, uma nota com orientações sobre as eleições municipais deste ano. No documento, os bispos partem da constatação de que existe “uma profunda indignação do povo diante da falta de ética na política, especialmente, da corrupção que agrava a miséria de tantas pessoas”.
Entretanto, tomando o voto como “um dos mais importantes atos de cidadania para as transformações sociais nos municípios e no país”, os bispos orientam os eleitores ao voto consciente. Já aos candidatos, afirmam que mais importante que as promessas feitas na campanha, está o compromisso com as causas e os anseios do povo.
A seguir, publicamos a íntegra da nota, que traz critérios para eleitores e candidatos, a partir da realidade do estado do Tocantins.
ELEIÇÕES 2012 - NOTA DOS BISPOS DO TOCANTINS
“Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus!” (Mt 22,21)
Nós, Bispos da Igreja Católica, no Estado do Tocantins, dirigimo-nos às comunidades eclesiais, aos eleitores, aos candidatos a prefeitos e a vereadores, e a todas as pessoas de boa vontade, com o que segue:
Estamos nos aproximando das eleições municipais, marcadas para o dia sete de outubro deste ano. Um tempo particularmente propício para a participação consciente e responsável de todos na vida política, seja como eleitor, seja como candidato, fazendo valer o slogan: “voto não tem preço, tem consequência!”.
A Igreja tem como missão, recebida de Jesus Cristo, iluminar a consciência das pessoas com a luz do Evangelho e dos valores do Reino de Deus, motivando-as ao exercício da plena cidadania. Neste sentido, o papa Bento XVI disse que “a política é mais do que uma simples técnica para a definição dos ordenamentos públicos: a sua origem e o seu objetivo estão precisamente na justiça, e esta é de natureza ética”. E ainda mais: “a Igreja não pode nem deve tomar nas suas próprias mãos a batalha política para realizar a sociedade mais justa possível. Mas também não pode nem deve ficar à margem na luta pela justiça” (Cf. Deus Caritas Est, 28).
A política, enquanto serviço para a construção, a garantia e o aprimoramento da cidadania, deve ser praticada como busca sincera do bem-comum, de modo a promover os direitos dos cidadãos, a começar do âmbito municipal, e não segundo os interesses particulares de candidatos, de indivíduos ou de grupos.
Constatamos uma profunda indignação do povo diante da falta de ética na política, especialmente, da corrupção que agrava a miséria de tantas pessoas. Em meio ao desinteresse de muitos pela política se faz necessário retomar e fortalecer o compromisso social dos cristãos, enquanto cidadãos, procurando conhecer os candidatos para votar bem nas eleições e depois, acompanhar e fiscalizar o desempenho dos eleitos, prefeitos e vereadores.
O exercício do voto é um dos mais importantes atos de cidadania para as transformações sociais nos municípios e no país. O eleitor consciente, sujeito ativo de mudanças na construção de uma nova sociedade, vota com as mãos, o coração e a cabeça. E isso só é possível quando ele se sentir corresponsável pelo bem comum e se comprometer a dar a sua contribuição para concretizá-lo. No momento do voto, o eleitor não de põe seus direitos nas mãos do candidato, mas o nomeia como seu representante, não somente porque o escolhe para defender os valores, nos quais acredita, mas porque antes da eleição procura conhecer o seu programa de governo e depois o acompanha, tanto para dar o seu apoio como para cobrar o cumprimento das promessas de campanha.
O bom candidato, independentemente do seu poder econômico, não é aquele que promete mais; é, ao contrário, aquele que é comprometido com as causas e os anseios do povo, sobretudo dos mais pobres; é aquele que não governa para os seus próprios interesses; é aquele que não vive trocando de partido, conforme sua conveniência, geralmente para o partido que está no poder.
“As eleições municipais, como as deste ano, tem características próprias em relação às demais por colocar em disputa os projetos que discutem sobre os problemas mais próximos do povo: educação, saúde, segurança, trabalho, transporte, moradia, ecologia, lazer. Isso torna ainda mais importante a missão de votar bem, ficando claro para o eleitor que seu voto, embora seja gesto pessoal e intransferível, tem conseqüências para a vida do povo e para o futuro do País.
As eleições são, portanto, momento propício para que se invista, coletivamente, na construção da cidadania, solidificando a cultura da participação e os valores que definem o perfil ideal dos candidatos. Estes devem ter seu histórico de coerência de vida e discurso político referendados pela honestidade, competência, transparência e vontade de servir ao bem comum. Os valores éticos devem ser o farol a orientar os eleitos, em contínuo diálogo entre o poder local e suas comunidades” (cf. Mensagem da CNBB sobre as eleições municipais de 2012).
No caso concreto do Estado do Tocantins, destacamos como critérios para a votação, os seguintes: o comportamento ético dos candidatos; a defesa da vida, da família, da educação e da saúde, de todos, principalmente dos pobres e das comunidades tradicionais: indígenas e quilombolas. As qualidades imprescindíveis de um bom candidato são a honestidade, a competência, a transparência e a vontade de servir ao bem comum, comprovadas por seu histórico de vida.
Independentemente do perfil do candidato, a Igreja do Tocantins não emprestará sua voz, nem servirá de palanque eleitoral para nenhum candidato, pensando em ser beneficiada posteriormente e atendida nas suas solicitações. Seu compromisso primeiro é a favor da ética na política, a defesa da Lei da Ficha Limpa, contra a corrupção eleitoral, a compra de votos e o poder econômico de candidatos e partidos e a compra de votos.
Afirmamos, igualmente, com base nos vários Documentos, que a missão da Igreja é evangelizadora e de natureza eminentemente pastoral. Por isso “ela não concorda com a militância político-partidária de membros do clero ou de religiosos” (CNBB, Doc. 22,5; Puebla 524), por duas razões principais: primeiro, porque “o vasto e complexo mundo da política, da realidade social e da economia é campo próprio dos leigos” (Evangelii Nuntiandi 70); segundo, porque “a missão do presbítero tem algo de específico, na sua configuração do Cristo Pastor, que não se coaduna com a partidarização política” (CNBB, Doc. 75, 41). Mais explicito ainda é o Código de  Direito Canônico: “os clérigos são
proibidos de assumir cargos públicos que implicam participação no exercício do poder civil” (CIC, c. 285 § 3° e c. 287 § 2°).
Portanto, com base nestes textos pastorais e legislativos, membros do clero do Tocantins que se candidatarem a cargos eletivos, deixarão os seus ofícios eclesiásticos e estarão sujeitos, durante a campanha eleitoral e o exercício de eventual mandato, a restrições e a suspensão do uso de ordem. Aos outros padres recomendamos que não subam em palanques, nem façam campanhas e nem propagandas partidárias para candidatos a cargos eletivos.
Apesar da Sagrada Ordenação nunca se tornar nula, quando algum padre é suspenso do uso de ordem, deve deixar de usar o título de “padre” ou “frei”, seja durante a campanha eleitoral ou no exercício de cargo eletivo.
Os leigos, membros de conselhos pastorais animadores de comunidade, ministros extraordinários, coordenadores de pastoral e de outras instâncias pastorais, ao se candidatarem a um mandato político, recomendamos o afastamento de suas funções durante o período eleitoral.
Por fim, incentivamos o empenho de todos na aplicação da Lei 9.840, de combate à corrupção eleitoral, bem como da Lei da Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de quem já foi condenado, em primeira instância, por um colegiado, ou que tenha renunciado a seu mandato para escapar de punições.
Deus abençoe e ilumine a todos, eleitores e candidatos, nas eleições municipais deste ano, para o bem do povo tocantinense e de todo o Brasil!
Palmas - TO, 15 de julho de 2012.
Dom Pedro Brito Guimarães
Arcebispo de Palmas
Dom Rodolfo Luís Weber
Bispo Prelado de Cristalândia
Dom Giovane Pereira de Melo
Bispo de Tocantinópolis
Dom Romualdo Matias Kujawski
Bispo de Porto Nacional
Dom Phillip Eduard Roger Dickmans
Bispo de Miracema do Tocantins

CBJP reúne representantes de Comissões de Justiça e Paz de todo paísCBJP reúne representantes de Comissões de Justiça e Paz de todo país


Começou nesta quarta-feira, 25 de julho, e termina na próxima sexta-feira em Brasília (DF) o 13º Encontro da Rede Brasileira de Comissões de Justiça e Paz. A promoção é da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), organismo vinculado à CNBB, e reúne os representantes destas comissões e entidades afins de todo o país.

“A ideia é que cada um retorne para o trabalho em suas comunidades, movimentos, dioceses e congregações, com ânimo renovado e mais articulados, já que aqui temos também a perspectiva de fortalecer a nossa integração em rede, trocando experiências”, explica o secretário-executivo da CBJP, Pedro Gontijo.

CBJPencontro1Na abertura do encontro, foi realizado um momento de resgate da mística sobre a tradição e o papel do leigo na Igreja, inspirado especialmente pela herança do Concílio Vaticano II, como explica Pedro. “Percebemos que a Igreja tem que ser fermento na massa, sal da terra, e a gente tem que olhar o mundo com um olhar mais positivo, na perspectiva da missão, da Igreja como Povo de Deus, que participa. Resgatar o Concílio é trazer toda esta vibração para a Igreja no mundo inteiro”.

Os participantes acompanham na tarde e noite desta quarta-feira uma análise da conjuntura social e eclesial, e realizam discussões em grupo. Na quinta-feira, será a vez de ouvir o comunicado das comissões sobre o trabalho realizado, a fim de montar um painel sobre as ações das Comissões pelo país.

“Nossas Comissões tem um histórico de luta contra a corrupção eleitoral, e vamos avaliar a nossa articulação neste momento”, afirma Pedro, recordando a conquista da Lei da Ficha Limpa. “Este é o primeiro ano de uma efetiva aplicação desta lei, portanto um momento importante de avaliar tudo isso também na perspectiva das nossas comunidades”.

Na quinta-feira, haverá a discussão do tema da 5ª Semana Social Brasileira, organizado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Caridade, Justiça e Paz da CNBB. “A principal missão das nossas Comissões é promover a participação: nós, como Igreja, como leigos, devemos participar dos processos de acompanhamento, de gestão do Estado, do Legislativo e do Judiciário”, recorda o secretário da CBJP.

Elaboradores de Folhetos Litúrgicos se reúnem em Campos do Jordão


Desde o dia 24 até o dia 26 de julho está acontecendo, em Campos do Jordão (SP), o Encontro Anual dos Responsáveis por Folhetos Litúrgicos no Brasil Promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A proposta do encontro é proporcionar aos participantes a partilha de ideias, que contribuam com o aperfeiçoamento no serviço que os folhetos prestam à Igreja no Brasil.
O encontro, que acontece na Vila Dom Bosco, hotel e casa de encontros, conta com a presença dos assessores da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia, padre José Carlos Sala e padre Hernaldo Pinto Farias. Além dos assessores, o evento reuniu representantes de folhetos litúrgicos de todo Brasil. Ao todo, estão presentes 15 pessoas, representantes de dez folhetos Litúrgicos.
Este ano, além da tradicional partilha da caminhada de cada um, haverá o estudo sobre a Oração Eucarística, sua teologia e critérios de escolha para as celebrações. Já no campo da música ritual, haverá o estudo sobre a importância do canto das partes fixas do Ordinário da Missa, trabalhando mais especificamente, o ato penitencial.
Segundo padre Hernaldo, o encontro é uma oportunidade para se avançar no serviço que os folhetos prestam à liturgia no Brasil, procurando aperfeiçoar este serviço e, enquanto CNBB e os responsáveis pelos folhetos, “trabalhar na mesma meta e seguir os mesmos passos, falando a mesma linguagem, aprofundando e buscando caminhos comuns”, disse.

Ceris e Promocat alertam sobre golpe aplicado em diversas paróquias de todo país


O Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (CERIS), órgão vinculado à CNBB e responsável pelo Anuário Católico do Brasil, divulgou nota conjunta com a empresa Promocat Marketing Integrado sobre a cobrança indevida de serviços junto a paróquias de todo o país. A empresa, que é a única autorizada a realizar o Censo Anual da Igreja Católica do Brasil, esclarece que não está executando cobrança em cartório de nenhuma paróquia ou outra entidade da Igreja no Brasil.

“Assim como ocorreu em outra ocasião, empresas não autorizadas que se passam por cartório de títulos e protestos, estão ligando para as paróquias, dioceses e casas religiosas que constam no Anuário Católico dizendo que as mesmas estão em débito com o CERIS por terem adquirido o Anuário, e que tais débitos se não pagos imediatamente, serão protestados. Esta ação criminosa trata-se de golpe aplicado por empresas e pessoas más intencionadas com o único objetivo de ludibriar as pessoas relacionadas no Anuário”.

A seguir, a íntegra da nota publicada pelas entidades.

NOTA DO CERIS E DA PROMOCAT SOBRE COBRANÇA INDEVIDA DO ANUÁRIO CATÓLICO

O CERIS – Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais, órgão oficial da Igreja responsável pelo Anuário Católico do Brasil e a Promocat Marketing Integrado, única empresa autorizada pelo CERIS e pela CNBB para a realização do Censo Anual da Igreja Católica do Brasil e para a publicação do Anuário, vem esclarecer que não estão executando cobrança em cartório de nenhuma paróquia ou outra entidade da Igreja no Brasil.

Assim como ocorreu em outra ocasião, empresas não autorizadas que se passam por cartório de títulos e protestos, estão ligando para as paróquias, dioceses e casas religiosas que constam no Anuário Católico dizendo que as mesmas estão em débito com o CERIS por terem adquirido o Anuário, e que tais débitos se não pagos imediatamente, serão protestados. Esta ação criminosa trata-se de golpe aplicado por empresas e pessoas más intencionadas com o único objetivo de ludibriar as pessoas relacionadas no Anuário.

O CERIS e a Promocat esclarecem ainda que não cobram, em hipótese alguma, pela publicação dos dados oficiais da Igreja publicados no Anuário. Tal publicação é gratuita e tem como base o Censo Oficial da Igreja no Brasil. Somente a venda do livro impresso - “Anuário Católico” - é cobrado de quem o adquire.

Nesse sentido, reafirmamos que selamos o compromisso de seriedade e o zelo para com o Censo da Igreja, além de confirmar que não existem protestos de nenhuma razão relacionados ao Anuário Católico do Brasil e não há empresas autorizadas a falar em nome do CERIS ou da Promocat. Aproveitamos para pedir que divulguem essa nota para evitar que pessoas de bem, caiam no golpe que estão tentando aplicar.

Desse modo, quando alguém ligar em sua paróquia, comunidade ou diocese, imediatamente desligue o telefone, e entre em contato conosco.

Na unidade da Igreja,

CERIS / Promocat

www.ceris.org.br
www.promocat.com.br
cadastro@promocat.com.br
(11) 2099 6688

terça-feira, 24 de julho de 2012

Comissão para a Vida e Família lança 2ª edição do subsídio “Hora da Vida”


Com objetivo de colaborar na preparação e na realização da Semana Nacional da Vida e no Dia do Nascituro, a Comissão para a Vida e Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Comissão Nacional da Pastoral Familiar lançaram a segunda edição do subsídio “Hora da Vida”. A publicação já pode ser solicitada para todo o Brasil.
Tendo sido elaborado pela primeira vez no ano passado, o subsídio “Hora da Vida” traz o tema “Vida, saúde e dignidade: direito e responsabilidade de todos” dividido em sete encontros e uma celebração da vida. Os encontros vão desde a acolhida da vida, passando por uma conscientização de comportamentos de risco que ameaçam a vida, até chegar ao cuidado com as pessoas na fase final da vida.
Os encontros são: ‘1º-Qual o meu papel?’; ‘2º-Acolhida à vida nascente’; ‘3º-Transmissão da vida: qual a missão do casal?’; ‘4º-Hábitos e comportamentos de risco’; ‘5º-Saúde e equilíbrio do homem’; ‘6º-Dignidade e qualidade de vida’; e, por fim, ‘7º-O sentido do entardecer da vida’.
Dentro de cada um dos encontros supracitados, inúmeros assuntos serão abordados, todos relacionados à defesa da vida. É possível citar, por exemplo, os sub-itens ‘responsabilidade consigo mesmo, com a família e com a sociedade’, ‘compromisso com a vida’, ‘aborto, gravidez de risco, eugenia’, ‘sexualidade e afetividade’, ‘pais como participantes da paternidade de Deus’, ‘drogas lícitas e ilícitas’, ‘promiscuidade’, ‘consumismo’, ‘eutanásia’, dentre outros.
De acordo com o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para Vida e Família, padre Rafael Fornasier, o subsídio propõe os sete roteiros de encontros apenas como sugestões. “Pode-se adaptar o material a cada realidade, bem como acrescentar outros temas afins”, explica.
Vários bispos colaboraram na elaboração do subsídio. Dom João Carlos Petrini, presidente da Comissão E. P. para Vida e Família escreve uma mensagem sugerindo a criação de Comissões de Respeito, Promoção e Defesa da Vida nas dioceses e, quando possível, nas paróquias. A apresentação da publicação foi feita pelo bispo auxiliar do Rio e membro da Comissão Episcopal Pastoral para Vida e Família, dom Antônio Augusto. O arcebispo de Belém, dom Alberto Taveira foi o autor da introdução.
Sob a coordenação do padre Rafael Fornasier, vários organismos também colaboraram na produção do “Hora da Vida”. Colaboraram: a Pastoral Familiar do Regional Norte 2 da CNBB; o Centro de Bioética da Amazônia (CBAm); a Comissão de Defesa da Vida da Arquidiocese de Belém; a Comunidade de Nazaré (PA).
Assim como o subsídio “Hora da Família”, o “Hora da Vida” pode ser adquirido junto aos casais coordenadores da Pastoral Familiar de todo o Brasil, ou diretamente na SECREN (Secretariado Nacional da Pastoral Familiar) pelo telefone: (61) 34432900; por e-mail: secren@cnpf.org.br
Semana Nacional da Vida e Dia do Nascituro
Com o tema “Vida, saúde e dignidade: direito e responsabilidade de todos”, a Igreja no Brasil realiza a Semana Nacional da Vida, nos dias 1 a 7 de outubro, culminando com o Dia do Nascituro, no dia 8. Neste período, as dioceses são convidadas a desenvolver atividades em torno do tema, focando sempre o direito à vida e à preservação da dignidade humana.
A Semana Nacional da Vida foi instituída em 2005 pela 43ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
O Dia do Nascituro é um dia em homenagem ao novo ser humano, à criança que ainda vive dentro da barriga da mãe. A data celebra o direito à proteção de sua vida e saúde, à alimentação, ao respeito e a um nascimento sadio. O objetivo é suscitar nas consciências, nas famílias e na sociedade, o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos.

Museu da Liturgia é inaugurado em Tiradentes (MG) exibindo acervo tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional


Foi inaugurado no mês de abril na cidade de Tiradentes, em Minas Gerais, o primeiro Museu da Liturgia da América Latina. Desejo antigo do historiador Olinto Rodrigues, do Padre Ademir Longatti e de toda a comunidade tiradentina, que ansiava por um local adequado e seguro para o armazenamento e exposição do rico acervo pertencente à Paróquia de Santo Antônio, a construção do espaço se tornou possível por meio do apoio direto e não incentivado de R$ 8,8 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O Banco investirá, ainda, R$ 1,7 milhão para a manutenção da instituição em seus quinze primeiros meses de funcionamento, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Concebido, coordenado e implantado pelo Santa Rosa Bureau Cultural, o projeto contemplou a recuperação de mais de 430 peças dos séculos XVIII a XX, entre pinturas, prataria, ex-votos, esculturas, imagens, objetos em metal e madeira, paramentos, missais e outros artigos religiosos de diversas tipologias. Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o conjunto permaneceu guardado em sacristias durante longo período, estando em acentuado estado de deterioração.Museu_mg2
Para abrigar o Museu da Liturgia, seu histórico prédio também foi restaurado. A edificação, construída para uso residencial no começo do século XVIII, foi doada para a Paróquia de Santo Antônio em 1893, se tornando Casa Paroquial. Para a instalação do museu, todos os elementos característicos da construção (que sofreu três acréscimos durante o século XX, totalizando 553 m2) foram mantidos ou recuperados, incluindo suas cores originais. Um novo anexo, com 185 m2, foi levantado ao fundo para abrigar a reserva técnica e o espaço educativo.
O projeto museográfico criou um espaço de linguagem e ambiência contemporâneas, com belas e sensíveis instalações audiovisuais que dialogam com os objetos expostos. “O anseio do museu é proporcionar um outro tipo de experiência frente a um acervo estático. É criar uma atmosfera para que o visitante seja transportado para um outro universo e viva um momento de imersão cultural e transcendência, independente de sua crença ou religião”, afirma Eleonora Santa Rosa, diretora do Santa Rosa Bureau Cultural e ex- Secretária de Estado de Cultura de Minas Gerais (2005-2008), responsável pela concepção da iniciativa.
Diretora geral do projeto de implantação, Eleonora convidou para equipe técnica de conceituação do museu o designer Ronaldo Barbosa (responsável pelo projeto museográfico, visual e concepção arquitetônica), o filósofo Carlos Antonio Leite Brandão (responsável pelo conteúdo e textos de base), o Padre Lauro Palú e o Padre Marco Antonio Morais Lima (assessores litúrgicos) e reuniu uma equipe multidisciplinar que gerou 380 empregos diretos e indiretos. Desde sua abertura, a direção do museu está a cargo de Maria Cristina Seabra de Miranda, arquiteta e especialista em preservação do patrimônio histórico.
Percurso Museográfico: Uma visita ao museu da liturgia
museu_mg3O pátio externo, uma área de cerca de 260 m2 aberta ao público, é um espaço de acolhimento e reflexão, uma ruptura com o mundo cotidiano. O muro de pedra teve sua extensão original recuperada e ganhou um painel com símbolos que são reconhecidos durante a visita ao museu. Sete totens, inspirados em antigos confessionários, reproduzem salmos, provérbios, trechos do Genesis, Eclesiastes e a trilha sonora do museu composta com exclusividade por Marco Antonio Guimarães, fundador e diretor do grupo de música instrumental Uakti, reconhecido internacionalmente.
O piso de cimento liso tem intervenções em mármore e granito, compondo tapetes em pedra que lembram estruturas encontradas no Vaticano e estão posicionadas aos pés dos bancos, instalados sob as copas das árvores. Uma mesa com treze assentos dispostos de um único lado faz referência à Santa Ceia, mas é usada como suporte para a linha do tempo, que traz informações sobre a cidade e o museu. Ao fundo, uma espiral de pedras sobre o chão cimentado, inspirada no labirinto da Catedral de Chartres, convida o visitante a uma pequena caminhada de meditação e busca interior.
Museu4O hall de entrada estabelece uma relação entre a liturgia, a cultura e a comunidade civil, prestando uma homenagem à população tiradentina. O mosaico no chão representa os tradicionais tapetes de serragem confeccionados para festejos culturais e religiosos da cidade e a “tela trilho” – conjunto de monitores dispostos verticalmente na parede – exibe imagens de celebrações filmadas durante o ano passado em igrejas e nas ruas de Tiradentes e região.
De pé direito alto, o hall é o único espaço que liga a parte térrea (o antigo porão da Casa Paroquial), onde estão as salas ‘Liturgia da Palavra’ e ‘Eucaristia e Páscoa’, ao piso superior do museu, com as salas ‘Sacramentos e Sacramentais’, ‘Devoção Popular’ e ‘Gestos Litúrgicos’.
A sala ‘Liturgia da Palavra’ é dedicada aos ensinamentos e aos que difundiram a palavra divina. Reúne elementos diretamente ligados à leitura e ao conhecimento, como os missais (livro de orações e textos utilizados nas missas durante o período de um ano) e suas estantes de apoio, e artigos que compõe o ambiente adequado para a transmissão da palavra, como os paramentos (vestes oficiais do clero nas funções do culto divino). Destaque para a ‘Estola de veludo com galões e franjas’ (séc. XIX), produzida com fios de ouro, e o ‘Missal romano’ (1721, Bélgica), uma das peças mais antigas do acervo e a que demandou maior esforço de recuperação.
Seguindo o percurso, o visitante chega à sala ‘Eucaristia e Páscoa’ (o principal sacramento e o mais importante ciclo litúrgico), que exibe as paredes de pedra originais da casa e teve o cimento liso do piso também empregado nas bases e suporte das peças, dando amplitude ao espaço e foco nos objetos expostos. Duas grandes bancadas envidraçadas ocupam a maior parte da sala. Uma reúne 30 castiçais e dois pares de candelabros em prata e a outra, 18 castiçais de estanho e 18 castiçais mais três tocheiros em madeira, todos dos séculos XVIII e XIX.
Entre cálices, turíbulos (ou incensórios), galheteiros e navetas (para guardar incenso), há uma trabalhada ‘Urna do Santíssimo ou dos pré-santificados’ (séc. XVIII), em madeira recortada e entalhada, que tem fechadura à chave para o armazenamento das hóstias da missa de Sexta-feira da Paixão, e um raríssimo conjunto de três ‘Palmas de altar’ (séc. XVIII e XIX), de papel, madeira e malacacheta, que são as únicas restantes em Minas Gerais.
Museu5No pavimento superior, a sala ‘Sacramentos e Sacramentais’ abre espaço para o dia-a-dia da fé. Apresenta peças usadas nos ritos dos sete sacramentos, como uma concha de batismo, um confessionário e os frascos dos Santos Óleos, e nas práticas cotidianas de comunhão com o divino, como a pia de água benta, crucifixos e imagens de Cristo, como a escultura ‘Senhor da Coluna’ (séc. XVIII), de João Ferreira Sampaio, que representa a flagelação de Cristo, despido de suas vestes e atado à coluna do palácio.
A sala ‘Devoção Popular’ representa as muitas celebrações religiosas de Tiradentes. Todos os itens expostos no Museu da Liturgia podem ser solicitados para o uso da comunidade nestes festejos, como as lanternas e cruzes processionais ou as imagens de santos cultuados na cidade, como Santana Maestra, padroeira dos mineradores, carpinteiros, marceneiros e dos lares.
Entre as imagens, há diferentes exemplares de roca, produzidas em estruturas de madeira e vestidas com trajes de tecidos, que transmitem realismo e são usadas em procissões. Destaque para a escultura de ‘São Jorge’ com escudo de centurião (séc. XVIII), de Antônio da Costa Santeiro, que, esculpida em escala humana e com articulações nas pernas, saía na procissão de Corpus Christi montada em cavalos.
Este espaço apresenta ainda três pinturas do artista tiradentino Manoel Victor de Jesus, como ‘Nossa Senhora do Desterro’ (1788), uma extensa vitrine com 43 resplendores e seis diademas, que adornam as cabeças de santos e santas, respectivamente, e um conjunto de nove pinturas de ex-votos, acompanhadas por uma bancada com 26 mãos de imagens de roca.
museu6A última sala do museu foi destinada aos ‘Gestos Litúrgicos’. O ambiente, especialmente iluminado e com a trilha sonora mais presente, é um convite para que o visitante, no final do percurso, se sente e assista ao vídeo, e se integre às belíssimas imagens exibidas em um mosaico com onze monitores, que retrata sinais simples, mas cheios de significados, como juntar as mãos, erguê-las aos céus, ajoelhar-se ou simplesmente inclinar a cabeça. “Queríamos proporcionar uma culminância no percurso museográfico possibilitando um sentimento de paz e tranquilidade ao término da visita e optamos por este impacto silencioso”, explica Eleonora Santa Rosa.
Projeto educativo e multimídia ampliando o conhecimento
Com a proposta de explorar as relações entre o passado e o presente e entre o patrimônio material e imaterial a partir de peças do acervo, o projeto educativo do Museu da Liturgia foi especialmente concebido de maneira a atender aos diferentes interesses de grupos, sejam eles moradores de Tiradentes ou turistas, jovens ou adultos, religiosos ou não religiosos. Para as crianças, marionetes e jogos lúdicos possibilitam trabalhar e ampliar os conteúdos de forma divertida. Um livreto informativo e monitores treinados presentes nas salas expositivas auxiliam o visitante independente.
O Museu da Liturgia conta com dois terminais multimídia (um na sala ‘Sacramentos e Sacramentais’ e outra na sala do educativo) com tecnologia touchscreen e um grande volume de imagens, vídeos, textos explicativos, documentos históricos, mapeamento da edificação e fotos referentes ao acervo. Também disponível em versão resumida no site www.museudaliturgia.com.br, esse conteúdo permite a análise dos eixos temáticos abordados no museu e o aprofundamento no universo litúrgico.
Para entender mais sobre o projeto de restauro do acervo e a construção do Museu da Liturgia, acesse o link http://vimeo.com/44340154 e assista ao vídeo.


Diocese de Goiás e PUC- GO promovem Pós-Graduação em pedagogia catequética


curso de Pós-Graduação em Pedagogia Catequética.
Em busca de uma formação catequética norteada pelos eixos teológico, pedagógico e propriamente catequético, o curso visa alcançar o incentivo da pesquisa, o fortalecimento da caminhada e a dinamização da missão evangelizadora da Igreja. Catequistas de todo o Brasil se fazem presentes na busca do saber e de mais experiências de catequese.
O curso neste mês de julho conta com a direção geral do bispo de Goiás, dom Eugênio Rixen, e a coordenação do professor Valdivino José Ferreira. O Corpo docente terá os professores Ivone A. Pereira (PUC-GO); o assessor da comissão para a Animação Bíblico-catequética, padre Décio José Walker (CNBB-Nacional); frei Paulo Sérgio C. Ferreira (Diocese de Goiás), irmã Maria Aparecida Barboza (Rio de Janeiro) e padre Luiz Alves de Lima (São Paulo).
“Ensina-me o bom senso e o saber” (Sl 119, 66), cita dom Eugênio Rixen. “Nós catequistas das várias Dioceses dos vários regionais estamos reunidos em Goiás, comungando da mesma palavra e rogando ao Deus da Vida que nos cumule de sabedoria nos ajudando a compreender para vivenciar a evangelização da boa nova catequética”, declarou o bispo.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Ainda há vagas para o encontro da PASCOM em Aparecida


Com o tema “Identidade e Missão”, a Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB promove entre os dias 19 e 22 de julho o 3º Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação (PASCOM). O evento será realizado nas dependências do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP). Há vagas e os interessados podem fazer as inscrições no local do encontro. O custo da inscrição é de R$ 395,00 com direito a 3 diárias no hotel, almoço, jantar e café. Se não necessitar de hospedagem, o valor da inscrição é de R$ 30,00.

“A todos os que se inscreveram, sejam bem vindos para este momento especial em que vamos desenvolver uma intensa programação, que quer e deseja criar a cultura da comunicação na Igreja no Brasil”, declara a Irmã Élide Fogolari, assessora da Comissão e uma das organizadoras do evento.
Recordando o beato João Paulo II, Élide lembra a necessidade de levar a mensagem do Evangelho nesta nova cultura gerada pelos Meios de Comunicação Social. “Eles constituem parte central do grande ‘areópago’ no qual se partilham ideias e se formam os valores e comportamentos”.

A Comissão Organizadora recebeu um grande número de inscrições, e lembra que àqueles que não a fizeram antecipadamente, poderão fazê-la antes do início do evento em Aparecida, efetuando o pagamento da taxa no valor de 30 reais. Neste caso, no entanto, a hospedagem fica por conta de cada participante.

Confira a programação:

Dia 19 de julho - Quinta feira
16h Credenciamento
19h - Cerimônia de abertura
Lançamento do Hino e da Logo da Pascom
20h - Conferencia de abertura
Comunicação e informação: Igreja e sociedade
Carlos Alberto DI Franco – Prof. Jornalista e diretor Internacional de Ciências Sociais da Universidade de Navarra

Dia 20 de julho - Sexta feira
07h30 - Celebração Eucarística
Dom Dimas Lara Barbosa, Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB
8h45 - Mesa Redonda – PASCOM: Identidade e Missão
10h30 - Intervalo
11h - Plenária
12h - Almoço
Das 14h às 18h - Seminário por interesse
20h - Programação Cultural (TV Aparecida)

Dia 21 de julho - Sábado
07h30 - Leitura Orante da Bíblia na ótica da comunicação
08h30 - Mesa Redonda - PASCOM e a pessoa digital: Possibilidades e contradições
10h30 - Plenária
12h - Almoço
Das 14h às 18h - Seminário por interesse
20h - Noite Julhina

Dia 22 de julho - Domingo
08h - Celebração Eucarística no Santuário de Aparecida
Preside – Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, Presidente da CNBB
09h30 - 5 grupos por Regiões.
10h30 Plenário
11h30 - Solenidade de encerramento com envio dos discípulos missionários da comunicação

Encerramento do 3. Congresso Missionário Nacional


O Congresso Missionário Nacional que  teve início no dia 12 de julho, encerra-se na manhã deste domingo com uma celebração eucarística presidida pelo arcebispo de Palmas, Dom Pedro Brito Guimarães e concelebrada pelo secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e bispo auxiliar de Brasília, Dom Leonardo Steiner.
Foram quatro dias de intensa atividade marcada por palestras, depoimentos e testemunhos de representantes dos conselhos missionários, instituições e organismos missionários ligados à CNBB e às Pontifícias Obras Missionárias (POM), ambas responsáveis por projetos de evangelização no país.

Além de painéis temáticos que refletiram o tema central do Congresso, discipulado missionário: do Brasil para um mundo secularizado e pluricultural, à luz do Vaticano II, o evento deu voz às crianças e jovens, aos leigos, à vida religiosa consagrada e aos ministros ordenados que são os protagonistas da evangelização em frentes missionárias no Brasil e além-fronteiras.

Estes grupos se reuniram em mutirão para partilhar a caminhada feita até agora, reafirmar a vocação de enviados e refletir o ser discípulo missionário. A Infância e a Adolescência Missionária puderam relatar suas experiências aos cerca dos 600 participantes e pôr em evidência a Jornada Mundial da Juventude e o Ano da Infância Missionária, a serem realizados em 2013. 

Muitos testemunhos puderam ser partilhados na tarde da sexta-feira, emocionando os participantes diante da atuação de leigos e religiosos que atuam na missão ad gentes (além-fronteiras), enfrentando desafios na evangelização dos povos. São muitas realidades desconhecidas, frentes missionárias que necessitam de anunciadores da palavra de Deus, sobretudo em lugares como a Amazônia, África e Haiti. 

O Padre Wellington Alves, missionário comboniano, apresentou sua experiência de missão no Sudão do Sul, na África; irmã Lourdes Hummes, misisonária Serva do Espírito Santo, falou sobre a missão na Oceania; irmã Antônia Mendes, das Irmãs de Nossa Senora do Calvário, apresentou o projeto missionário da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) no Haiti; Teone Pereira dos Santos, leiga missionária, contou sua experiência no Moçambique; Padre Renato Trevisan, missionário xaveriano, apresentou experiência com povos indígenas na Amazônia; Irmã Izabel Patuzzo, da Congregação das Missionárias da Imaculada – PIME, falou sobre a missão em Hong Kong; Padre Gervásio Fernandes de Queiroga, falou  sobre  os 20 anos dedicados à assessoria da CNBB e sobre a Sociedade Missionária para a Evangelização dos Pobres; Luane Lira, leiga missionária, contou sua experiência no Paraguai; Lúcia de Fátima Cardoso, leiga missionária, discípula de Emaús, discorreu sobre a missão no Timor Leste e Argentina e Padre Francisco Gomes, do Pontifício Instituto das Missões no Exterior (PIME), sobre as atividades no Japão.

O dia foi encerrado com missas celebradas nas 17 paróquias da arquidiocese que acolheram os congressistas. 
Por Jaqueline de Freitas e Rosinha Martins, da Assessoria de Imprensa 3º CMN

Encontro de Jovens marca celebração do Jubileu de Ouro da RCC


Cerca de 5 mil jovens de 120 países participaram, entre os dias 10 e 15 de julho, em Foz do Iguaçu (PR) do Encontro Mundial de Jovens e do XXX Congresso Nacional da Renovação Carismática Católica (RCC). O evento foi organizado pelos conselhos nacional e internacional da RCC, e marca o início das celebrações do Jubileu de Ouro do movimento, que será em 2017.

A programação incluiu momentos de oração, lazer e cultura. Na manhã deste domingo, 15 de julho, o clima foi de partilha, agradecimentos e o envio dos participantes. O padre Emmanuel Tussimi, da RCC de Uganda, reforçou o chamado dos jovens à santidade e lembrou a experiência feita em seu país. “Até 1992 eram três Grupos de Oração, hoje são mais de 500 e isso aconteceu a partir dos jovens que descobriram Jesus e decidiram anunciá-lo para outras pessoas,” testemunhou.

Também estiveram presentes no evento o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro, e o assessor para a Juventude da entidade, padre Carlos Sávio. “Quando a juventude é acolhida pela Igreja ela responde de maneira alegre e comprometedora com Deus e com a sociedade também”, destacou dom Eduardo.

O papa Bento XVI enviou mensagem para os participantes do Encontro Mundial dos Jovens da RCC, através do Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone. Ele destacou a importância do evento na preparação para a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro em 2013.

A celebração eucarística de encerramento foi presidida pelo arcebispo de Belém (PA) e assessor espiritual da RCC no Brasil, dom Alberto Taveira. O presidente do Conselho Nacional da RCC Brasil, Marcos Volcan, fez um balanço positivo do encontro. “Temos a graça de ver o que muitas gerações não viram, estamos alcançando o mundo com um despertar de uma juventude extremamente vigorosa. Foram dias em que Deus consolidou em nossos corações o que Ele vinha preparando em nós há muito tempo, esta geração irá antecipar a vinda do Senhor Jesus”.

Jovens colhem pistas para ações práticas em defesa da vida


Terminou neste domingo, 15 de julho, o Seminário Nacional Juventude e Bioética, promovido pelas Comissões Episcopais Vida e Família e de Juventude da CNBB. O ponto de partida das atividades foi a palestra do assessor da Comissão para a Vida e Família, padre Rafael Fornasier.

O assessor apresentou ressaltou a necessidade do protagonismo leigo e de ações efetivas na defesa da vida, como a cobrança juntos aos Três Poderes para que atuem em favor da vida e da família. “Nem tudo o que a lei diz para fazer é moralmente lícito”, ressaltou Rafael, que indicou algumas pistas de ação pastoral.

Entre as indicações de ações está a coleta de assinaturas para aprovação do Estatuto do Nascituro. Um outro ponto de destaque que ele recomendou que seja  empreendido pelos jovens é a formação contínua, através de documentos e do Catecismo da Igreja, além de grupos de estudo e discussão destas temáticas.

Após a palestra, os jovens participantes tiveram um momento final de perguntas e respostas, com a presença de dom Fernando Chomali, da Pontifícia Academia para a Vida da Santa Sé, e demais palestrantes do seminário. O Seminário foi encerrado com a Santa Missa, presidida pelo presidente da Comissão Episcopal para a Juventude, dom Eduardo Pinheiro. Em sua homilia, dom Eduardo deu uma benção os jovens, para que em suas dioceses, movimentos, pastorais e comunidades possam disseminar o conteúdo estudado neste final de semana.

"Que esse Congresso realmente ajude a nossa Igreja a ser mais aberta para a missão em todos os âmbitos”, diz dom Leonardo em Palmas


A segunda coletiva de imprensa do 3º Congresso Missionário Nacional, que acontece em Palmas (TO) até amanhã, 15, contou com a participação do secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner.
Em suas colocações, dom Leonardo fez seu apelo para que a Igreja seja mais missionária e falou sobre alguns eventos da Igreja que contemplam a dimensão missionária, entre eles, o Concílio Vaticano II, tema do 3º CMN; o Ano da Fé proclamado pelo papa Bento XVI, que acontece de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013, Solenidade de nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo; e o Sínodo sobre a Nova Evangelização que se celebrará em Roma, em outubro próximo.
Segundo dom Leonardo, o 3º CMN, por ter uma relação estreita com esses importantes eventos missionários da Igreja no mundo, colabora para divulgá-los. “Estamos nos preparando para iniciar o Ano da Fé, em 7 de outubro, e o Sínodo sobre a Nova Evangelização que acontece de 7 a 28 de outubro desse ano, portanto, são elementos todos que começam a repercutir dentro deste Congresso que faz a repercussão para fora”.
Dom Leonardo lembrou os participantes do Congresso Missionário de Palmas, justificativa elementar para que o Congresso seja um evento que contribui significativamente com a dimensão missionária da Igreja no Brasil. “Aqui temos pessoas de muitas dioceses, prelazias, paróquias; temos padres, religiosos, leigos, jovens, bispos, e nós esperamos que esse Congresso realmente ajude a nossa Igreja a ser mais aberta para a missão em todos os âmbitos”, sublinhou.
A abertura missionária que o secretário da CNBB se refere é aquela com horizontes fixos na evangelização que perpassa todas as pastorais da Igreja: “aberta para a Amazônia, para a Pastoral Urbana, para a missão na periferia. Essa é a missão de todos nós, de sermos anunciadores de Jesus ou outra expressão muito bonita: testemunhas de Jesus crucificado e ressuscitado”.
O bispo auxiliar de Brasília também realçou algumas graças, frutos da disposição missionária da Igreja. “É uma graça muito grande podermos anunciar um Deus no meio de nós, como nós. Podermos anunciar o filho de Maria, o filho do Pai eterno que está no meio de nós, que dá sentido e horizonte às nossas vidas. Essa tarefa e missão é grandiosa e certamente esse Congresso ajudará todos nós nessa vocação e missão de todos os batizados”.
Dom Leornado, ainda em sua fala, voltou a comentar a importância do Concílio Vaticano II para o despertar e crescimento das atividades missionárias da Igreja no mundo. “Nós viemos já desde o Concílio Vaticano II lembrando a missionariedade na Igreja. O Concílio nos abriu outra perspectiva não mais pensando somente na Missão Ad Gentes (para os povos que ainda não tinham ouvido falar de Jesus), mas também foi devagar despertando para a missionariedade interna, de criarmos esse espírito de missão. Com o passar do tempo, os documentos latino-americanos, especialmente o último, o Documento de Aparecida (DAp), falam que todo batizado participa do envio de Jesus. Todo homem e toda mulher que recebeu a graça do batismo, deve testemunhar Jesus. Essa grandeza, creio que aparece em nosso Congresso”, concluiu.
Participaram ainda da coletiva o secretário nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé, padre Marcelo Gualberto; o secretário nacional da Infância e Adolescência Missionária (IAM), padre André Luiz de Negreiros; a assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB e secretária executiva do Conselho Missionário Nacional (Comina), irmã Dirce Gomes; e a coordenadora estadual da IAM do Regional  Nordeste 1 da CNBB (Ceará) Arlane Markely.
Por Fúlvio Costa, da Assessoria de Imprensa do 3º CMN

Jovens debatem a defesa da vida


Os participantes do Seminário Nacional Juventude e Bioética, promovido este final de semana pela CNBB em Brasília (DF), focaram suas discussões na defesa da vida. Um religioso, uma médica e um advogado participaram de uma mesa redonda, em que conclamaram a juventude católica a promover o diálogo e o estudo sobre a vida humana.

Os debatedores foram o presidente da Editora Vozes, Frei Antônio Moser; a pesquisadora de células troncos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Cláudia Batista; e o professor doutor Paulo de Tarso Ribeiro. Também esteve presente a presidente do movimento Brasil Sem Aborto, Lenise Garcia, que disse que o encontro é muito  importante para mostrar como os valores atuais da sociedade estão pautados entre a felicidade e o sofrimento e não mais entre certo e errado.

Durante todo o evento, foram lembrados diferentes exemplos de como a sociedade tem mudado seus parâmetros de avaliação para buscar o mínimo de sofrimento e o máximo do prazer. Um deles foi o julgamento no Supremo Tribunal Federal do aborto de fetos anencefálos. Lenise lembrou que a argumentação pela liberação do aborto nesses casos foi baseada “no sentimento das mães, no sofrimento, na dor”.

Em sua exposição, o presidente da Comissão Episcopal Família e Vida da CNBB, dom João Carlos Petrini, apontou as contradições da racionalidade moderna, baseada no positivismo, com grandes avanços técnicos. “A razão atual não se compara com as exigências de justiça e de paz, mas com poder e lucro”, afirmou.

Para dom Petrini, a solução é o jovem cristão viver a dinâmica da doação, buscar fazer o bem ao outro, fruto da natureza de Deus. “O maior desafio é viver cem vezes mais, cem vezes mais capaz de inteligência, de amar, realizar-se, abraçando quem ninguém quer abraçar.”

Neste domingo, a última etapa do encontro terá uma sessão de perguntas e respostas entre os jovens participantes e os palestrantes. A missa de encerramento será celebrada ao meio-dia, no Santuário Dom Bosco.

Religiosos convocam congressitas a se empenharem na luta pela erradicação do tráfico de seres humanos


Um dos mutirões do 3. Congresso Nacional que se realiza neste final de semana em Palmas (TO), aquele formado por membros de várias congregações religiosas discute, neste sábado, o grave problema do tráfico de pessoas.
De acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNDOC), a rede do tráfico de pessoas é altamente lucrativa e ocupa o terceiro lugar na economia mercadológica do crime organizado, perdendo apenas para o tráfico de armas e drogas.  Atinge cerca de 2,5 milhões de vítimas e movimenta aproximadamente, 32 bilhões de dólares por ano. Estima-se que 700 mil mulheres e crianças passam todos os anos pelas fronteiras internacionais do tráfico humano. Isso sem contabilizar o tráfico interno, que no País é alarmante.
“Nosso maior sonho é a erradicação do Tráfico de Seres Humanos”, disse Irmã Eurides de Oliveira, ICM, coordenadora da rede Um Grito pela Vida da CRB, em sua partilha. Dentre as experiências foi feita partilha da caminhada missionária da rede Um Grito pela Vida, formada por Congregações Religiosas, que se empenha na luta pela erradicação do Tráfico de Seres Humanos.
De acordo com Irmã Eurides o tráfico de pessoas, sobretudo de mulheres e crianças, que são as vítimas em potencial deste ilícito negócio, é hoje um dos mais urgentes apelos históricos para a sociedade
“Faz parte das afirmações fundamentais da teologia cristã recusar qualquer tipo de violência como expressão da violação de direitos humanos, a ela se opor, denunciá-la é contribuir para sua superação” disse. 
Em sua colocação Irmã Eurides destacou a realidade do Tráfico de Pessoas e a resposta da Vida Religiosa Consagrada frente a essa realidade. 
A pobreza, o desemprego, bem como a ausência de educação e de acesso aos recursos constituem as causas subjacentes ao Tráfico de Seres Humanos. As mulheres são particularmente vulneráveis ao tráfico de seres humanos devido à feminização da pobreza, à cultura de discriminação e desigualdade entre homens e mulheres, à falta de possibilidades de educação e de emprego, a cultura hedonista que transforma o corpo da mulher em objeto de desejo e cobiça.

A resposta da Vida Religiosa Consagrada
Segundo a religiosa, é pela força do Carisma a da missão de seguir Jesus no caminho dos pobres, que a Vida Religiosa Consagrada, num movimento dinâmico de fé e solidariedade se sente convocada a viver a Consagração-Missão nas periferias e fronteiras das causas humanas, ouvindo as interpelações de Deus no hoje da história. 
“A rede Um Grito pela Vida foi a resposta da Vida Religiosa por meio da União das Superioras Gerais das Congregações, reunidas em Assembleia internacional, com o objetivo de sensibilizar e socializar informações sobre o Tráfico de Seres Humanos; capacitar multiplicadores, multiplicadoras para ações educativas de prevenção e assistência  e intensificar a luta por políticas públicas de enfrentamento desta realidade. A rede tem assumido esta tarefa desde 2006. É Intercongregacional, constituída por religiosas de diversas Regionais e Congregações e se torna um espaço de articulação e ação solidária da Vida Religiosa Consagrada do Brasil. É parte constitutiva da CRB Nacional, relatou.
Os Religiosos e Religiosas promovem e participam de atividades e processos de prevenção, assistência as vítimas e intervenção política que contribuam para instruir e instrumentalizar a sociedade, e coibir o crescimento da inserção de vítimas neste mercado do crime.
“A rede é um caminho que possibilita ensaiar passos de encarnação em novos espaços sociais, políticos e teológicos para incidirmos nesse fenômeno, que cresce de maneira assustadora. Sutil e vorazmente vai ceifando os sonhos e a vida das crianças e adolescentes, juventudes e mulheres de nossas comunidades”, disse a Irmã.
Disse ainda que a importância deste tema no Congresso missionário está no fato de a dimensão missionária ser essencialmente o anúncio da vida pela Palavra, pela prática de solidariedade e do cuidado e defesa com essa vida. O tráfico de pessoas fere a dignidade das pessoas e consequentemente fere o próprio Deus. Não é possível conceber uma ação missionária que não tenha um olhar e coração sensível a essa realidade e que não a tome como sua como fez Jesus na sua época olhando para os rostos e para as situações de pobreza do seu tempo.
Irmã Eurides fez um apelo à Vida Consagrada. “Que a Vida Religiosa leve esta reflexão para as suas instituições e revisite a fonte de seu carisma, que com certeza encontrará nele o clamor das vítimas do tráfico de pessoas que tem os seus direitos violados” Pediu também que assumam o trabalho em rede de forma articulada nos núcleos Regionais.

Por Rosinha Martins, da Assessoria de Imprensa do 3º CMN 

Juventude Missionária no Congresso Missionário Nacional


Neste sábado, 14 de julho, Dia da Partilha no 3º Congresso Missionário Nacional, as atividades do evento continuaram com a dinâmica dos mutirões. No mutirão da Infância, Adolescência e Juventude Missionária, a parte da manhã foi dedicada às novidades esperadas para os próximos dois anos.
No primeiro momento, os dez grupos de trabalho puderam apresentar suas considerações a respeito dos temas discutidos na sexta-feira, 13. “Houve uma unanimidade de pensamentos no nosso grupo. Todos concordaram que a paróquias devem dar mais confiança ao trabalho desenvolvido pela Infância e Adolescência Missionária (IAM) nas comunidades”, relatou Daniel Moreira, seminarista da Arquidiocese de Mariana – MG. Em seguida, foi lida a mensagem do mutirão da IAJM a partir da síntese da partilha destes grupos de trabalho.
Para enriquecer a experiência do mutirão, Arlane Markely, da diocese de Crato – CE, pôde dar seu testemunho missionário. “A coleta que fazemos com o cofrinho é para a missão além-fronteiras. Não podemos destinar estes recursos às necessidades paroquiais, mesmo que o padre exija”, contou a missionária sobre um episódio ocorrido em sua paróquia.
Também foi discutido no mutirão o relacionamento entre a IAM e a catequese paroquial. “A IAM é o agir da catequese. Na catequese aprendemos a amar a Igreja, e a IAM nos ajuda a sair em missão por amor a esta Igreja. Portanto, catequese e IAM não são rivais, são irmãs”, explicou padre Andre Luiz Negreiros, secretário nacional da IAM. Em seguida, padre Andre convidou os padres João (ex-diretor da POM), Camilo (diretor atual da POM no Brasil) e Oswaldo (diretor da POM na Argentina) para proferirem suas mensagens aos participantes. “A IAJM é a nossa esperança para a evangelização. Mas ela só existe porque há pessoas comprometidas atuando como assessores”, disse padre Camilo.
Novidades
Padre André continuou sua exposição apresentando o ano da IAM no Brasil, que será celebrado de maio de 2013 a maio de 2014. “Propusemos este ano aos Bispos do Brasil em comemoração aos 170 da fundação da IAM. Queremos mobilizar os 30 mil grupos existentes no Brasil para fazer uma grande festa”, afirmou o secretário nacional. Como parte da comemoração, haverá uma Jornada Nacional da IAM no mês de maio, mini congressos para crianças, Congresso Americano para Assessores da IAM em Aparecida – SP e a confecção de novos materiais de apoio e divulgação.
Por fim, padre Marcelo Gualberto, secretário nacional da Obra da Propagação da Fé, apresentou o plano de participação da Juventude Missionária (JM) na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acontecerá no Rio de Janeiro de 23 a 28 de julho de 2013. “Cada setor da Igreja que trabalha com juventude terá momentos específicos, e a JM não vai ficar de fora”, contou o padre. A JM ocupará os seguintes espaços na JMJ: inserção ativa na Semana Missionária que antecede a JMJ, de 16 a 20 de julho; participação na Feira Vocacional dentro da Expo-Católica Rio, de 23 a 26 de julho; e a Sede Missionária na paróquia São Domingos, na Arquidiocese de Niterói – RJ, onde acontecerá o Encontro Mundial da JM no dia 23.

Por João Paulo Veloso, da Assessoria de Imprensa do 3º CMN

Seminário Juventude e Bioética trata dos desafios da defesa da vida


Os desafios da Bioética e o protagonismo do jovem católico são os temas do Seminário Nacional Juventude e Bioética, promovido pela CNBB desde ontem, 13 de julho, até o próximo domingo. As Comissões Episcopais para a Vida e Família e para a Juventude organizaram o evento nas dependências dos colégios Dom Bosco e Maria Imaculada, em Brasília.

Durante a solenidade de abertura, o presidente da Comissão para a Juventude, dom Eduardo Pinheiro da Silva, explicou que o seminário foi pensando no contexto de preparação para a Jornada Mundial da Juventude e para a Campanha da Fraternidade de 2013. “Acreditamos que todos nós sairemos daqui bastante entusiasmados em propagar aquilo que Deus for nos inspirando. Para que a vida seja cada vez mais defendida, resgatada através do protagonismo da juventude”, afirmou o bispo.

Também fizeram parte da solenidade de abertura o presidente da Comissão para a Vida e Família, dom João Carlos Petrini; o representante da Pontifícia Academia para a Vida da Santa Sé, dom Fernando Chomali; dom Antonio Augusto Dias Duarte, da Comissão para a Vida e Família e da Comissão de Bioética do Conselho Episcopal Latinoamericano (Celam); a professora Lenise Garcia, doutora em Microbiologia e Professora do Instituto de Biologia da Universidade de Brasília; e o assessor nacional para a Juventude, padre Carlos Sávio.

DomChomaliApós a solenidade, dom Chomali apresentou a primeira palestra, sobre os desafios da bioética. O bispo chileno conclamou os jovens ao estudo, e lembrou que defender os princípios cristãos no campo da bioética é, na verdade, defender o óbvio, já que a vida começa na concepção e de que a natureza criou homem e mulher como complementares um ao outro.  Porém, ele advertiu que defender tais ideias hoje é difícil e demanda coragem.

“Quando a ciência prossegue com o método adequado, não apresenta problemas, ao contrário, se torna uma ajuda ao homem. O problema está quando se converte em fonte de poder dos mais fortes contra o mais fracos”, declarou dom Chomali. Entre os novos desafios colocados pela ciência, o arcebispo chileno citou os dilemas que se relacionam ao princípio e ao fim da vida, como as possibilidades de manipulação e seleção genética, de aborto e de eutanásia.

“Que vida vale a pena ser vivida?”, perguntou ele aos jovens presentes, dizendo que essa pergunta está no cerne dos argumentos a favor do aborto e da seleção genética. “Hoje nossas sociedades são pistas atléticas onde todos vamos correndo.  Essa pista precisa se converter numa grande mesa onde possamos nos ver uns aos outros. Temos que romper com a cultura da competência e começar com a cultura da partilha”.