sexta-feira, 29 de junho de 2012

Papa reconhece milagre de Nhá Chica e abre caminho para a beatificação

A cidade de Baependi (MG) acordou com um telefonema muito especial na manhã desta quinta-feira: era o postulador da causa de beatificação da Venerável Nhá Chica, Paolo Villotta. Da Itália, ele avisava que o Papa havia autorizado a promulgação do decreto que reconhece o milagre recebido por Ana Lúcia Meirelles por intercessão de Nhá Chica e a certeza de que a mineira de São João del Rei em breve será proclamada Beata.
Em entrevista à Rádio Vaticano, irmã Gertudres das Candeias, vice-diretora da Associação Beneficente Nhá Chica, descreveu o momento logo após receber a notícia:
“Eu estava fora de casa, hoje pela manhã, e as pessoas na rua começaram a me abraçar. Eu escutava foguetes, sinos. Quando eu cheguei em casa me disseram que foi um telefonema do postulador e a Igreja já estava cheia de gente. Então, nós começamos a agradecer, a rezar, a chorar, todos juntos na mesma alegria e emoção”.
Ana Lúcia Meirelles estava duplamente feliz já que a notícia do reconhecimento do seu milagre aconteceu justamente no dia de seu aniversário, comemorado dia 28 de junho.
“É uma emoção muito grande já que tudo isso acontece no dia do meu aniversário, mas principalmente pela nossa santa. Para mim, no meu coração, ela sempre foi santa”.
O Milagre
“Eu estava péssima, com hipertensão pulmonar. Tive uma isquemia na vista que me impossibilitou enxergar por alguns momentos. Uma isquemia transitória. Era um defeito congênito no coração que eu teria que operar por causa da hipertensão pulmonar e por causa do sangue que passava errado pelo coração. Então, a cirurgia foi marcada mas três dias antes eu tive febre e acabei não fazendo. Isso tudo, sob a proteção de Nhá Chica. Passados sete dias eu notei que eu só melhorava. Seis meses depois, por pressão dos médicos, eu voltei a fazer os exames pré-operatórios. E qual não foi minha alegria ao constatarem por um exame transesofágico que eu estava curada, sem hipertensão pulmonar e que já não havia mais aquela passagem de sangue que causava a hipertensão. Estou aqui há 17 anos, completamente curada, sem problema nenhum. Tudo isso sob a bênção da minha santa Nhá Chica”.
Bento XVI autoriza publicação de novos decretos da Congregação das Causas dos Santos
O papa recebeu em audiência privada, nesta quinta-feira, o prefeito da Congregação das Causa dos Santos, cardeal Angelo Amato. Durante o encontro, Bento XVI autorizou a Congregação a promulgar 18 decretos.
Além do reconhecimento do milagre de Nhá Chica, também foi reconhecido o milagre do venerável Luca Passi, fundador da Congregação das Irmãs Mestres de Santa Doroteia. Em breve, as datas das beatificações de ambos devem ser divulgadas.
Martírios
O papa reconheceu os seguintes martírios:
- Dos servos de Deus Emanuele Borras Ferre, bispo auxiliar de Tarragona e Agapito Modesto, do Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs e 145 companheiros mortos por motivo de ódio à Fé, na Espanha, entre 1936 e 1939.
- Do servo de Deus Giuseppe Puglisi, sacerdote diocesano, nascido em Palermo (Itália) e morto, por motivo de ódio à Fé, em 1993.
- Do servo de Deus Ermenegildo da Assunção e cinco companheiros da Ordem da Santíssima Trindade mortos por motivo de ódio à Fé, em 1936 na Espanha.
- Da serva de Deus Vitória de Jesus, religiosa do Instituto Pio Calasanziano da Divina Pastora, morta em 1937, na Espanha, por motivo de ódio à Fé.
- Do servo de Deus Devasahayam Pillai, leigo indiano morto por motivo de ódio à Fé em 1752.
Virtudes Heróicas
O papa reconheceu ainda as seguintes virtudes heróicas:
- Do servo de Deus Sisto Riario Sforza, arcebispo de Nápoles, cardeal da Santa Romana Igreja, morto em 29 de setembro de 1877.
- Do servo de Deus Fulton Sheen, arcebispo de Newport (EUA) morto em Nova Iorque em 1979.
- Do servo de Deus Álvaro del Portillo y Diez de Sollano, bispo de Vita e Prelado da Prelatura Pessoal da Santa Cruz e da Opus Dei, nascido em Madri e morto em Roma em 1994.
- Do servo de Deus Ludovico Tijssen, sacerdote diocesano, holândes, morto em Sittard (Holanda) em 1929.
- Do venerável servo de Deus Cristóvão de Santa Catarina, sacerdote, fundados da Congregação e o Hospital Jesus de Nazaré de Córdoba, morto na mesma cidade em 1690.
- Da serva de Deus Maria do Sagrado Coração (Maria Giuseppa Fitzbach), viúva, fundadora das Servas do Coração Imaculado de Maria, chamadas Irmãs do Bom Pastor de Québec, morta no Canadá em 1885.
- Da serva de Deus Maria Agelina Teresa, fundadora da Congregação das Irmãs Carmelitanas para os idosos e enfermos, nascida na Irlanda do Norte e morta nos EUA em 1984.
- Da serva de Deus Maria Margherita (Adelaide Bogner). Monja professa da Ordem das Visitações, nascida e morta na Hungria em 1933.
- Da serva de Deus Ferdinanda Riva, irmã professa do Instituto das Filhas da Caridade, nascida na Itália e morta na Índia em 1956.
Em 10 de maio, Bento XVI havia autorizado a Congregação das Causas dos Santos a promulgar o Decreto sobre o martírio do Servo de Deus Giovanni Huguet y Cardona, Sacerdote Diocesano, nascido na Espanha e morto, por motivo de ódio à Fé, na Espanha em 1936.

Bispos e Grupos de Trabalho debatem a animação bíblico-catequética e a iniciação à vida cristã


Acontece em Brasília (DF), de 27 a 30 de junho, na Casa de Formação e de Retiros Filippo Smaldone, o primeiro encontro dos bispos referenciais e demais grupos ligados a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética da CNBB. Ao todo são 37 participantes, de todos os 17 Regionais da CNBB.
Estão reunidos bispos referenciais de catequese em seus Regionais; o Grupo de Reflexão Bíblico-Catequética (GREBICAT); Coordenações Regionais da Animação Bíblico-Catequética; Catequetas; Representantes da catequese junto às pessoas com deficiência e catequese com indígenas, além da presidência e assessores da Comissão Bíblico-catequética da CNBB debatendo os caminhos que se deve seguir a animação bíblico-catequética no país.
Segundo dom Jacinto Bergmann, presidente da Comissão e bispo de Pelotas (RS), esta reunião serve para lançar um olhar em conjunto. “Foi uma ótima ideia nos reunirmos para definir, em conjunto, as linhas gerais de trabalho que a animação bíblico-catequética e a iniciação à vida cristã, tomarão no Brasil”, disse.
reuniabliblicocatequeticajunho20121O assessor nacional da Comissão, padre Décil José Walker, falou sobre a metodologia do encontro. “Os bispos referenciais se reuniram no dia 27, para traçar os objetivos da reunião, e nos dias seguintes todos nós debatemos os tópicos e tentamos traçar os melhores caminhos para a catequese e a iniciação à vida cristã. Foi apresentada ainda a realidade da catequese nos Regionais e na Igreja no mundo para revermos os desafios de nossa missão. Então, nossa prioridade é encontrar um itinerário de iniciação à vida cristã para a catequese no Brasil”, explicou o assessor.
Já a assessora da mesma Comissão, Cecília Rover, disse que a reunião quer reafirmar o compromisso da Comissão com a animação bíblico de toda pastoral e não só para a catequese, “no sentido de articulação, organização e implementação de projetos e cursos”.
Lançamento
reuniabliblicocatequeticajunho20122Em um dos momentos foi aberto o espaço para o secretário de Comunicação e Ação Social da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), reverendo Erní Walter Seibert, que fez o lançamento da Bíblia Sagrada para o programa Lectionautas.
Segundo o reverendo, a bíblia é completa, têm indicações para a leitura orante e textos baseados nas leituras dominicais. “Nossa intenção é que o jovem leia de forma orante a bíblia e que em seguida compartilhe, forme comunidades de estudo e debate, seja virtual, na internet, ou presencial”.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Exploração sexual e terceirização da mão de obra estimulam tráfico de pessoas no Brasil, dizem especialistas


A ligação entre exploração sexual, tráfico de drogas e trabalho escravo; a falta de tipificação legal para o aliciamento de estrangeiros; e a terceirização de mão de obra são fatores que estimulam o tráfico de pessoas no Brasil. A conclusão é de especialistas que participaram de uma audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas no Brasil, realizada na Câmara dos Deputados, no dia 26 de junho.
De acordo com a coordenadora da Comissão de Justiça e Paz, do Regional Norte 2 da CNBB (Amapá e Pará), irmã Maria Henriqueta Cavalcante, a desigualdade social e a falta de políticas públicas oferecem poucas alternativas de trabalho para jovens e adolescentes nos estados do Pará e do Amapá.
Nos dois estados, há altos índices de tráfico de pessoas para as capitais da Guiana Francesa e do Suriname – Caiena e Paramaribo, respectivamente. Em muitos casos, essas pessoas trabalham em condição análoga à escravidão, informou a coordenadora.
“O tráfico acontece ao nosso lado e não sabemos identificar”, disse a religiosa, que é ameaçada de morte e vive acompanhada de escolta policial. Parte do depoimento da irmã Henriqueta sobre a rede de tráfico foi feita a portas fechadas, por razões de segurança.
Para o coordenador-geral da Comissão de Erradicação do Trabalho Escravo da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), José Armando Guerra, não há na legislação brasileira a tipificação de tráfico internacional de pessoas. De acordo com o Código Penal, só há previsão de punição para aliciamento de brasileiros para trabalho em condições análogas à escravidão.
“Essas pessoas não conseguem se inserir no mercado de trabalho e são potenciais vítimas de trabalho escravo. O primeiro registro civil que esses trabalhadores têm é, muitas vezes, a carteira de trabalho recebida na hora da libertação”, explicou o coordenador.
O subsecretário de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, Renato Bignami, informou ainda que a terceirização do trabalho é um canal para o tráfico de pessoas no Brasil. Segundo ele, na maior parte das situações degradantes encontradas pela fiscalização do ministério, os trabalhadores estão em regime de subcontratação.

Papa nomeia dois novos bispos para o Brasil


O Santo Padre, o papa Bento XVI nomeou na manhã de hoje, 27 de junho, dois novos bispos para o Brasil.
O primeiro deles é o padre José Eudes Campos do Nascimento, atual vigário episcopal na arquidiocese de Mariana (MG) e pároco da paróquia Santa Efigênia, em Ouro Preto (MG), que assumirá a diocese vacante de Leopoldina (MG). O segundo é o padre Sérgio de Deus Borges, atualmente é reitor do Seminário Menor Diocesano “Menino Deus” e presidente do Tribunal Eclesiástico de Londrina (PR), nomeado bispo auxiliar para a arquidiocese de São Paulo (SP).
Monsenhor José Eudes
Pe._Jos_Eudes_-_LeopoldinaNasceu em Barbacena, Minas Gerais, em abril de 1966. Cursou Filosofia no Instituto Santo Tomás de Aquino, em Belo Horizonte (MG) e Teologia no Seminário São José, em Mariana (MG). Foi ordenado padre no dia 22 de abril de 1995, em sua cidade natal. Atuou como pároco da paróquia São Gonçalo do Amarante, em Catas Altas da Noruega (MG); Assessor da Pastoral da Juventude; pároco da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Rio Pomba (MG) e finalmente pároco da paróquia Santa Efigênia, em Ouro Preto, desde 2009.
Monsenhor José Eudes sucederá a dom frei Dario Campos, transferido para a diocese de Cachoeiro do Itapemirim (ES), em 27 de abril de 2011. Desde então, a diocese de Leopoldina está vacante, sendo administrada pelo monsenhor Alexandre dos Santos Ferraz.
Monsenhor Sérgio de Deus
Pe._BorgesNasceu em Alfredo Wagner, Santa Catarina, em setembro de 1966. Realizou seus estudos em Filosofia com os freis Capuchinhos, em Ponta Grossa (PR), e Teologia, no Instituto Teológico Paulo VI, em Londrina. Além disso, é licenciado em Pedagogia e especialização em Gestão do Ambiente Escolar, pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA). Fez mestrado em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense e especialização em Matrimônio e Família pela Pontifícia Universidade Santa Cruz. Atualmente cursa o doutorado pela Pontifícia Universidade Católica Argentina.
Antes disso, monsenhor Sérgio foi ordenado presbítero em fevereiro de 1993 e incardinado na diocese de Cornélio Procópio (PR), onde exerceu as funções de pároco da paróquia São Miguel e São Francisco, membro do Conselho Presbiteral e Colégio de Consultores, assessor da Pastoral da Juventude, assessor da Pastoral do Dízimo, administrador paroquial da paróquia Nossa Senhora da Conceição, assessor da Pastoral Familiar, pároco da paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Jataizinho (PR), desde 2011, e presidente da Sociedade Brasileira de Canonistas.

Saudação ao novo bispo auxiliar de São Paulo (SP)


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebe com alegria ao monsenhor Sérgio de Deus Borges, do clero de Cornélio Procópio (PR), nomeado hoje pelo papa Bento XVI como bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo (SP). Esta nomeação atende um pedido feito pelo cardeal Odilo Pedro Scherer de poder contar com a colaboração de um auxiliar.
Monsenhor Sérgio de Deus é do município de Alfredo Wagner, em Santa Catarina e tem currículo com muitos títulos acadêmicos: mestre em Pedagogia e especialização em gestão do ambiente escolar; licenciado em Direito Canônico e doutorando na mesma área e é, atualmente, presidente da Sociedade Brasileira de Canonistas. Além disso, percorreu itinerário pastoral como pároco, formador e assessor da Pastoral Familiar e da Juventude.
Em oração, agradecemos à diocese de Cornpelio Procópio que oferece esse seu filho para o anúncio do Reino de Deus em outra Igreja Particular. Cumprimentamos ao Monsenhor Sérgio de Deus, com o desejo de que ele se sinta feliz e entusiasmado com a nova missão que lhe foi confiada na Arquidiocese de São Paulo.
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

terça-feira, 26 de junho de 2012

Eleita nova diretoria da Coordenadoria Ecumênica de Serviços


Nos dias 14 e 15 de junho aconteceu a Assembleia da Coordenadoria Ecumênica de Serviços (CESE). A CESE foi criada em 1973, e tem cinco Igrejas membro e uma aliança de Igrejas Batistas. A CNBB, membro fundador da CESE, enviou como delegados para a Assembleia o bispo da diocese de Rui Barbosa (BA), dom André de Witte; o bispo auxiliar de Salvador (BA), dom Gilson Andrade da Silva; irmã Judite Meyer e o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso, padre Elias Wolff, como membro da Comissão de Eleições da CESE, 2012-2015.
A Assembleia contou com a presença de cerca de 40 participantes, delegados e representantes das Igrejas membro e convidados representantes de organismos ecumênicos nacionais.
“O nosso encontro foi um momento privilegiado para o fortalecimento institucional da CESE, da convicção ecumênica e da análise da caminhada ecumênica que essa organização está construindo à 39 anos. Percebe-se que a CESE é uma forte expressão social do ecumenismo no Brasil, uma vez que seus projetos são voltados basicamente para questões sociais”, destacou o padre Elias Wolff.
No ano de 2011 foram apoiados mais de 300 projetos, que favoreceram o fortalecimento da vida para mais de 200 mil pessoas. O total dos projetos realizados somam um investimento de mais de dois milhões de reais.
Dentre as fragilidades constatadas na Assembleia, está o fato que algumas agências econômicas estão deixando de enviar recursos para a CESE; a baixa contribuição econômica das igrejas membro; a necessidade de fortalecer a relação da CESE com as presidências das igrejas membro. Estas são metas as serem alcançadas no ano de 2012.
A programação da Assembleia contemplou o debate sobre O Movimento Ecumênico face aos desafios do contexto atua, com participação de Jorge Atílio Iulianelli, do pastor Djalma Rosa Torres e de Raquel Lima Catalani, da Rede Ecumênica da Juventude; A apresentação do relatório das atividades e do relatório econômico da CESE sobre ao no de 2011; A apresentação de alguns projetos específicos apoiados pela CESE, como o trabalho com os moradores de rua de Salvador e com os povos indígenas; Uma reflexão sobre a relação das igrejas com a CESE e a Eleição da nova Diretoria da CESE, 2012-2015.
A nova diretoria ficou assim definida: Presidente, presbítera Eleni Rodrigues Mender – Igreja presbiteriana Independente; Vice-presidente, pastora Cibele Kuss – Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil; 1º Tesoureiro, pastor Guilherme Lieven – Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil; 2º Tesoureiro, dom Gilson Andrade da Silva – Igreja Católica; 1ª Secretária, Sandra Maria Correia – Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e 2ª Secretaria, presbítera Girlaine Gomes Santos – Igreja Presbiteriana Unida.

CPI do Tráfico de Pessoas tem audiência pública marcada para hoje



A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas no Brasil realiza hoje, 26 de junho, audiência pública para ouvir representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), do Ministério do Trabalho e Emprego, e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
Segundo o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), a irmã Henriqueta Cavalcante, coordenadora da Comissão de Justiça e Paz (CJP) do Regional Norte 2 da CNBB (Amapá e Pará), foi convidada porque contribuiu para os trabalhos da CPI da Pedofilia da Assembleia Legislativa do Pará e por causa do trabalho desenvolvido encontra-se jurada de morte.
Para a deputada Janete Capiberibe (PSB-AP), que requisitou a realização da audiência, o "tráfico de pessoas é causa e consequência da violação dos direitos humanos, é uma ofensa, porque explora a pessoa humana, e degrada sua dignidade, limitando o direito de ir e vir".
Além da irmã Henriqueta Cavalcante, foram convidados a secretária de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, Vera Lúcia Ribeiro de Albuquerque; o coordenador-geral da Comissão de Erradicação do Trabalho Escravo, da Secretaria de Direitos Humanos-PR, José Armando Fraga Diniz Guerra.

Secretário Geral da CNBB celebra a missa de encerramento da Semana do Migrante


Várias atividades marcaram a celebração da Semana do Migrante e o Dia Mundial do Refugiado, em Brasília (DF). Uma parte foi composta de atividades de lazer e integração social, como, por exemplo, o passeio ciclístico na cidade de Brasília, do qual participou o bloco dos refugiados, ganhando inclusive as bicicletas. Outra parte da celebração foi o Seminário “Migrações: a Pastoral do Migrante frente aos apelos da Igreja”, realizado dia 16 de junho, promovido pela Pastoral do Migrante da arquidiocese de Brasília, em parceria com o Instituto Migrações e Direitos Humanos e o Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios, contando com o apoio da Cáritas Arquidiocesana de Brasília. Esta atividade marcou a abertura da celebração do Dia Mundial do Refugiado e da Semana Nacional do Migrante, cujo tema é “Migração e Saúde” e o lema “Conquistar direitos é defender a vida”.
Estiveram reunidos agentes da pastoral, pastorais sociais e parceiros na causa das migrações, para refletirem o fenômeno das migrações no Distrito Federal, bem como a questão dos refugiados e a atenção aos haitianos que buscam em nosso País oportunidades de reconstruir sua vida.
O Seminário contou com a presença do arcebispo de Brasília, dom Sérgio da Rocha, que fez a abertura, sublinhando a importância de acolher o migrante em nossas comunidades, sermos solidários e testemunhas do amor de Cristo para com eles.
“A reflexão sobre o fenômeno das migrações enfocou o rosto da migração do DF e, sobretudo, qual é a missão da Pastoral do Migrante frente a todos os apelos das diversas faces da migração e dos refugiados.  A missão da Pastoral é ser presença solidária e compassiva na vida de cada migrante, de cada refugiado e refugiada. Outro aspecto em destaque foi a particularidade do migrante haitiano, como um novo rosto que está marcando presença em Brasília. O desafio para a Pastoral do Migrante em Brasília é descobrir novas formas e modos concretos de atuação junto a estes que o Senhor nos confiou”, disse a coordenadora da Pastoral do Migrante de Brasília, irmã Rosita Milesi.
Encerrando a semana, no dia 24 de junho, dom Leonardo Steiner, secretário geral da CNBB e bispo auxiliar de Brasília, presidiu a missa na paróquia Nossa Senhora Mãe dos Migrantes, no Lago Oeste, Brasília (DF).
Em sua homilia, dom Leonardo aprofundou a reflexão em torno do constante movimento migratório de pessoas, tanto interno quanto internacional, e a importância de se defender sempre os direitos destas pessoas que muitas vezes migram por uma necessidade premente de tratamento de saúde, em busca de trabalho ou mesmo forçadas devido a questões ambientais, desastres naturais ou violência.
Padre Virgilio Leite Uchoa, pároco da paróquia Nossa Senhor Mãe dos Migrantes, agradeceu a visita de dom Leonardo e a presença de representantes de várias outras paróquias, além de diversas capelas e comunidades. Padre Virgílio disse que a Pastoral do Migrante tem um importante e valioso papel a cumprir em sua missão, na defesa dos pequenos, dos humildes, dos pobres, aqueles e aquelas que, com especial carinho, a Mãe dos Migrantes protege e abençoa como o demonstra a imagem, esculpida pelos Monges Beneditinos.

Globalização da solidariedade


Em entrevista exclusiva ao jornal Testemunho de Fé, o arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer, legado pontifício e chefe da delegação da Santa Sé na Conferência Rio+20, apresentou alguns dos principais posicionamentos defendidos pela Igreja Católica, para um verdadeiro desenvolvimento sustentável da humanidade, em que a vida humana tem primazia.
Testemunho de Fé – Quais foram os principais pontos defendidos pela Igreja na Rio+20?
Dom Odilo Pedro Scherer – Que a pessoa humana está no centro das preocupações ecológicas. Que não basta pensar num desenvolvimento sustentável, do ponto de vista ambiental, mas que é preciso, sobretudo, fazer um desenvolvimento em benefício do ser humano, do bem estar social. Portanto, uma primeira meta deveria ser a erradicação da pobreza, porque não se pode fazer verdadeiramente um discurso ecológico ambiental sem a proteção da vida humana. Proteger todas as formas de vida sem proteger antes de tudo a vida humana é um discurso contraditório. É errada a tendência de querer fazer uma redução da população mundial, através de programas radicais de controle de natalidade. É preciso fazer a multiplicação de bens para distribuir e globalizar a solidariedade.
TF – Por que a Santa Sé insistiu que o princípio de “defesa dos direitos reprodutivos da mulher”, que constava no documento da Rio+20, fere a dignidade da pessoa humana?
Dom Odilo – Não só a Santa Sé defendeu, porque só o voto da Santa Sé não faria tirar nem uma vírgula da declaração. Houve um grande consenso, de muitos países que apoiaram essa posição defendida pelo Vaticano. Porque atrás do conceito de direitos reprodutivos está embutido o conceito de direito ao aborto, como se o aborto fosse um direito natural, um direito da mulher de eliminar uma vida. Foi por isso que houve todo um esforço para que esta afirmação não fosse incluída na declaração final, porque ela é ambígua. Não se pode pretender fazer uma ecologia voltada só para a natureza, sem incluir também o ser humano. O bebê antes de nascer já é um ser humano existente. Como o Papa Bento XVI afirmou, e João Paulo II já tinha afirmado, é preciso pensar antes de tudo numa autêntica ecologia humana.
TF – O senhor acredita que os pobres estão verdadeiramente contemplados no documento final da conferência?
Dom Odilo – Esta é uma lacuna certamente da Rio+20, e que está sendo muito criticada. A conferência ousou pouco neste sentido e não conseguiu afirmar na prática uma política efetiva de ajuda aos países mais pobres para poderem preservar mais o meio ambiente e fazerem políticas econômicas boas e equilibradas em termos ambientais. Ficou faltando a criação de um fundo. Não se chegou a um consenso sobre isso porque havia forte resistência dos países que mais deveriam contribuir, e que são também aqueles que mais poluíram e mais poluem. É preciso ajudar a promover políticas econômicas ambientalmente sadias, a chamada economia “verde”.
TF – O que precisa mudar para se chegar à economia “verde”?
Dom Odilo – Na encíclica Caridade e Verdade (Caritas in Veritate), o Papa Bento XVI, afirma que é essencial fazer mudanças no estilo de vida, para que ele seja mais sóbrio e menos depredador do meio ambiente. Ele aponta o que deveria ser uma economia “verde”, ambientalmente correta e respeitosa. Não se trata de transformar a natureza ainda mais em mercadoria.
Só com a superação do atual sistema energético básico, que é o uso de combustíveis fósseis – petróleo e carvão – nós estaríamos fazendo uma limpeza na economia enorme, tornando-a sustentável. Mas, para não se usar mais petróleo ou carvão é preciso achar outras formas de energia, os técnicos devem trabalhar para a tecnologia avançar. É preciso também, e isso já foi dito muitas vezes, ceder tecnologia, não vender a altíssimo preço essas tecnologias que já existem, mas acabam não sendo empregadas por interesses de usar ainda o atual sistema energético, que é baseado nos combustíveis fósseis. A conta dos investimentos na economia “verde” não deve ser passada aos países pobres, aos países em desenvolvimento que, porém, não têm recursos, não têm possibilidade, por si só, de chegar a essas economias “verdes”.
TF – Como cada pessoa pode fazer a sua parte?
Dom Odilo  A sociedade de consumo do bem estar gera atitudes ambientalmente pouco saudáveis. A economia “verde” supõe diminuir o consumo desnecessário, levar um estilo de vida mais sóbrio, procurar colocar realmente o sentido da vida, o significado da felicidade, não apenas no consumo de bens, na busca de bens materiais, de acúmulo de riquezas e assim por diante, porque tudo isso finalmente leva a natureza a pagar um altíssimo preço.
É necessário mudar os modos de produção e o estilo de consumo que o sistema econômico atual está implementando, impondo como sendo praticamente ideal. Esse sistema de consumo não é sóbrio, mas depredador e desperdiçador. Ele pressiona sempre mais a busca por recursos naturais e, evidentemente, causa a degradação do meio ambiente.
TF – O que significa a posição do Vaticano como observador das Nações Unidas?
Dom Odilo – Na ONU, a Santa Sé está na qualidade de observador permanente, isso por escolha da própria Santa Sé, para ter maior autonomia e liberdade de sua presença e acompanhamento das questões das Nações Unidas. Na Rio+20, porém, o Vaticano não estava como observador, mas sim como estado-membro, porque o Vaticano é um país. Mas, ainda que fosse na qualidade de observador na ONU, teria a possibilidade e o direito de compartilhar convicções e posições com os países membros.

Arquidiocese de Belo Horizonte lança site da Semana Missionária


Entre 16 e 21 de julho de 2013, Belo Horizonte (MG) vai receber milhares de jovens para participar da Semana Missionária, evento que antecede a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Rio de Janeiro. Para ninguém perder o evento, a arquidiocese de Belo Horizonte acaba de lançar um site com várias informações importantes.
A Semana proporciona aos jovens peregrinos a possibilidade de conhecer a vivência cristã, o trabalho social, cultural, trocar experiências e enriquecer a fé, conhecendo os costumes locais em uma região considerada “um tesouro no coração católico do Brasil”.
O site traz informações sobre a capital de Minas Gerais e notícias sobre a preparação para a Semana Missionária.  Na seção “Perguntas Frequentes” os participantes encontram as informações necessárias para participar do evento e se inscrever como voluntário.

Eleito o administrador para a arquidiocese de Ribeirão Preto


Conforme prescreve as normas do Código de Direito Canônico, por ocasião do falecimento de dom Joviano de Lima Júnior, no dia 21 de junho e a vacância da Sé Metropolitana de Ribeirão Preto, o Colégio de Consultores se reuniu no dia 25 de junho, na Cúria Metropolitana, e elegeu o padre Nasser Kehdy Netto, administrador arquidiocesano da arquidiocese de Ribeirão Preto. Ele administrará a arquidiocese até que o Santo Padre, o papa Bento XVI, nomeie o novo arcebispo Metropolitano.
Padre Nasser Kehdy nasceu em maio de 1941 e é natural de Nova Granada (SP). Cursou Filosofia entre os anos de 1958 a 1960 no Seminário Central do Ipiranga, em São Paulo, e no Seminário de Filosofia, de Aparecida (SP). A partir de setembro de 1960 ingressou no Colégio Pio Brasileiro, em Roma (Itália), e conclui em 1964 o bacharelato em Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana. Foi ordenado presbítero em 14 de março de 1964, pelas mãos de dom Eugênio de Araújo Sales, em Roma.
Na arquidiocese de Ribeirão Preto exerceu as seguintes atividades: Pastoral Vocacional; Grupos de Garotos Perseverança: de 1966-1969; 1974-1984; Seminário Menor: 1969-1973; Seminário Maior: 1979-1983; Coordenador de Pastoral: 1990-1998; Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Brodowski, primeiro como Vigário Paroquial de  1974-2000, e pároco de 1974-1983; Pároco de São Lourenço, em Pontal, desde 1984 (atual); Membro do Cabido Metropolitano; Juiz Auditor na Câmara Eclesiástica de Ribeirão Preto e Juiz do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano (RP-1).

Clero de Ribeirão Preto lembra de dom Joviano de Lima Júnior


“Nas mãos amorosas de Deus!”, este é o título do artigo escrito pelo padre Marcelo Luiz de Sousa, representante do clero de Ribeirão Preto (SP), sobre a vida e obra de dom Joviano de Lima Júnior, arcebispo de Ribeirão Preto (SP), falecido no último dia 21 de junho.
“Diante da vida e da morte, diante dos sobressaltos porque passamos em nossos dias, diante de tanto sofrimento e de tantas fadigas do homem de hoje, não podemos dizer nem confessar outra coisa, a não ser: ‘Eu sei que o meu Redentor, Jesus Cristo, vive!’. Esta é a grande certeza da nossa fé, do cristianismo e de seu humanismo. Esta profissão de fé transforma a nossa vida, enche-a de felicidade e de alegria, abre-a à esperança e  faz o homem caminhar na luz da verdade”, destaca um trecho do artigo.
Leia abaixo a íntegra da mensagem:
Nas mãos amorosas de Deus!
Diante da profunda tristeza que a impactante notícia da morte de Dom Joviano nos causou, queremos abrir nossos corações à esperança que somente o Pai Eterno nos pode dar.
Damos graças a Deus por Dom Joviano, pelo dom de sua vida entre nós. E desejamos tributar também ao ilustre irmão, amigo, sacerdote, bispo e pastor, neste momento, todo o nosso reconhecimento e gratidão. Mas não o fazemos apenas com as nossas próprias forças, que, aliás, são mínimas, mas com a graça e a força de Jesus Cristo que se oferece e se faz presente no mistério da Eucaristia.
A Palavra de Deus ilumina a vida deste nosso irmão, da mesma forma que conforta e edifica a nossa vida.
Dom Joviano, bem poderia proclamar para nós, hoje, com a mesma força e contundência, com a mesma precisão e fogosidade, as palavras do livro de Jó ”Eu sei que o meu Redentor está vivo!”.
Diante da vida e da morte, diante dos sobressaltos porque passamos em nossos dias, diante de tanto sofrimento e de tantas fadigas do homem de hoje, não podemos dizer nem confessar outra coisa, a não ser: “Eu sei que o meu Redentor, Jesus Cristo, vive!”. Esta é a grande certeza da nossa fé, do cristianismo e de seu humanismo.Esta profissão de fé transforma a nossa vida, enche-a de felicidade e de alegria, abre-a à esperança e  faz o homem caminhar na luz da verdade.
A Palavra nos diz:“Felizes os servos que o Senhor, ao chegar, encontrar acordados” (Lc 12,37).
Dom Joviano faz parte dessa imensa legião de homens e mulheres que viveram neste mundo em permanente vigília, sempre com as antenas ligadas, e que se deixaram apaixonar por Jesus Cristo. Toda a sua rica existência, existência operosa e cheia de méritos, foi marcada por uma profunda fé e uma entrega total ao serviço do Reino de Deus.
Sabemos que o amor de Deus traz sempre consigo a alegria, a serenidade e a paz. Lembra-nos o salmo 111: "Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua lei!"
"Ele é correto, generoso e compassivo como luz brilha nas trevas para os justos". Dom Joviano brilhou entre nós como pessoa serena, alegre e pacífica. Extremamente discreto amante do silêncio e da oração, culto, porém simples, humilde. Ao tratar de coisa séria sabia fazer brincadeira. Destacava-se pela sua pontualidade.
A vida não se justifica apenas pela sua duração, nem pela lembrança, nem pelo aplauso dos outros, mas pela sua harmonia intrínseca, sobretudo pela capacidade de amar.
Perpassando a biografia de Dom Joviano, percebemos que ao chegar à nossa arquidiocese encontrou muitos desafios, contudo conseguiu realizar muitas coisas entre nós. Recordemos algumas delas: Criou várias paróquias, ordenou dezesseis padres e dois diáconos. Fundou a Escola Diaconal. Anunciou um ano missionário para comemorar o Centenário da Arquidiocese com o lançamento do Projeto SIM - Ser Igreja em Missão; anunciou em janeiro de 2008 a 13ª Assembleia Arquidiocesana de Pastoral.
Dom Joviano foi também membro do Conselho Episcopal da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Presidente do Conselho Episcopal para a Liturgia; membro do Conselho Econômico da CNBB e membro efetivo da Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos.
Hoje, sobretudo, consternados pela morte de nosso pastor queremos dar graças ao bom Deus pelo ministério sacerdotal que o Senhor lhe confiou e que ele exerceu com fidelidade e zelo até à hora de sua morte.
Pastor conforme o coração de Deus amou intensamente seu povo, em benefício do qual não poupou esforços nem sacrifícios, nos vários lugares em que exerceu seu ministério pastoral: Na Congregação dos Padres Sacramentinos, pelo mundo afora,e conosco nesta Arquidiocese como Arcebispo, durante este curto período nos mostrou que se faz necessário dilatar o coração de Jesus no mundo e como fiel discípulo de S.Pedro Julião Eymard , é preciso amar verdadeiramente a Eucaristia.
Coração inquieto, como Santa Teresa “nada te perturbe” e Santo Agostinho, amou e buscou apaixonadamente a suprema sabedoria, a Verdade e a beleza de Deus.
Irmãos a vida do homem sobre a terra é uma busca constante da plenitude de Deus. Esta plenitude que de alguma forma, misteriosamente, se oculta em nossas vicissitudes humanas. A este respeito Santo Agostinho dizia: “Fizeste-nos para ti Senhor, e o nosso coração estará inquieto até que não repousa em ti”.
"Deus é a razão perfeita, o fim último e a felicidade suprema do sábio" (Sócrates). Dom Joviano encontrou-o definitivamente e pôde receber o amoroso abraço do Pai no perene encontro, aguardado durante toda a sua vida, porém deixa-nos envoltos em sentimentos de profunda gratidão, de esperança e de saudade, pois sempre "no tempo da vida que passa... há sinais de esperança que ficam". Obrigado, Dom Joviano, mais uma vez, pelo testemunho de sua vida!
Querido Pai e amigo, hoje encerraste teu peregrinar entre nós. Muito obrigado por teu sim ao Senhor na vocação sacerdotal; obrigado por ter vivido com alegria teu ministério sacerdotal; obrigado por tua entrega generosa e desinteressada; obrigado por tua inocência e jovialidade; obrigado por ter partilhado conosco teus dons de mente e de coração. Que tua vida oferecida por amor desperte muitas e santas vocações nesta Arquidiocese e em toda a Igreja.
Dos umbrais da casa de Deus, Dom Joviano, olhai por nós!
Padre Marcelo Luiz de Sousa
Representante dos Presbíteros

Reunião em Belo Horizonte traça novos capítulos para o subsídio do Setor Universidades


Os integrantes do Setor Universidades da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se reuniram em Belo Horizonte (MG), de 20 a 22 de junho, na casa das Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora, para dar continuidade à elaboração do subsidio das Linhas Gerais da Ação Evangelizadora nas Instituições de Ensino Superior.
Em 2006, sendo bispo referencial do Setor, dom Eduardo Benes de Sales, arcebispo de Sorocaba (SP), preparou um pequeno texto intitulado: “Ação Evangelizadora no meio Universitário”, na qual se recolhiam as experiências existentes no meio universitário e se apontavam, como eixos desta ação, o serviço, o diálogo, o anúncio e testemunho de comunhão eclesial. O texto foi publicado pelas Edições CNBB, no subsídio “Pastoral Universitária”, por motivo do 1º Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos (EBRUC), que aconteceu em Belo Horizonte, de 10 a 12 de outubro de 2010.
“Na caminhada de aproximação e diálogo com as diferentes expressões da ação evangelizadora no meio universitário, surgiu a necessidade de construir juntos umas linhas gerais, umas pistas de atuação que ajudassem a todos a identificar e fosse um subsídio para  aqueles que iniciam uma ação evangelizadora na Universidade”, explicou a assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e Educação, da CNBB, irmã Maria Eugênia Lloris Aguado.
setoruniversidadesjunho20122Na reunião desta Comissão, em 2009, um pequeno grupo traçou os elementos fundamentais, esquema prévio com os elementos fundamentais que deveriam ser tratados e que eram consenso de todos. Com um primeiro texto, publicado em fevereiro de 2011, na cidade de Curitiba (PR), 40 representantes das Pastorais Universitárias debateram e foi traçado um programa de trabalho chegando à segunda versão do texto: “Linhas Gerais da Ação Evangelizadora nas Instituições de Ensino Superior”.
Neste final de semana, 23 e 24 de junho, dando continuidade ao processo de construção a Comissão decidiu que os dois primeiros capítulos serão disponibilizados on-line.
O encontro contou com a presença do presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e Educação, dom Joaquim Giovani Mol Guimarães; do bispo referencial do Setor Universidades, dom Tarcísio Scaramussa; do bispo referencial para a Educação no Regional Centro-Oeste da CNBB, dom Waldemar Passini; e da assessora do Setor Universidades, Irmão Maria Eugênia, além dos colaborados do Setor e da Comissão.
Dom Tarcísio Scaramussa abriu o debate apresentando o plano para o Setor para os anos de 2011 a 2015. Já dom Joaquim Giovanni Mol participou na tarde do sábado, 23, nos debates, com contribuição de aproximação das urgências das diretrizes às Instituições de Ensino Superior, propondo a vivência de comunidades de fé em pequenos grupos de interesse.
“O mais importante neste processo é a comunhão que nasce a cada dia mais forte, o Espírito que anima os esforços de afinar a linguagem, e chegando a conceitos que são consenso e que permite a comunhão nas nossas diferenças. O Setor nasceu como espaço de comunhão e de dialogo confirmando a sua missão em experiências como estas, em espaços de reflexão e dialogo que contribuem para uma pastoral de conjunto. O Setor e as Pastorais tecem a sua história, entrelaçando as linhas da sua ação evangelizadora”, expressa a assessora do Setor, irmã Maria Eugenia.

Concílio Vaticano II será tema de Simpósio missiológico em Brasília


O Centro Cultural Missionário de Brasília (CCM) e a Rede Ecumênica Latino Americana de Missiólogos (RELAMI), promovem em Brasília, de 24 a 28 de setembro de 2012, o 1º Simpósio de Missiólogos no Brasil. O tema do evento será “Memória, recepção, perspectivas: a relevância do Vaticano II para a reflexão missiológica”.

De acordo com os organizadores, a proposta do simpósio é fruto de uma reflexão, que está no Documento de Aparecida (2007): “A Igreja é chamada a repensar profundamente e a relançar com fidelidade e audácia sua missão nas novas circunstâncias latino-americana e mundiais" (DAp 11).

O 1º Simpósio de Missiólog@s no Brasil será realizado na sede do CCM. Para participar, exige-se um dos seguintes requisitos: título de mestre ou doutor em missiologia; uma ou mais publicações em missiologia; lecionar a matéria em uma faculdade de teologia; ser docente e teólogo interessado a aprofundar temáticas missiológicas.

Mais informações podem ser obtidas no endereço eletrônico: www.ccm.org.br

Pastoral da Educação do Regional Leste 1 convoca mobilização


O bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ), dom Nelson Francelino, e referencial para a Pastoral da Educação no Regional Leste 1 da CNBB (Rio de Janeiro), em comunhão com os Coordenadores Diocesanos e Assessores Eclesiásticos das 11 dioceses e a Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianey(Campos) planejou ações e estratégias para convocação das pastorais ligadas a educação para uma grande mobilização em busca de uma educação cada vez com mais qualidade e, por  conseguinte, um Índice de  Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) crescendo cada vez mais.
A última reunião da Pastoral da Educação do Regional refletiu com grande preocupação a Identidade das Escolas Católicas criando estratégias para o seu fortalecimento.
A reunião com todos os Coordenadores de Pastorais ligadas à educação do Regional está convocada para o dia 10 de agosto.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Encontros Regionais reúnem alunos do Curso de Formação Política


A reflexão sobre as próximas eleições, com base na cartilha “Eleições Municipais 2012: cidadania para a democracia”; e os Cinquenta anos do Concílio Vaticano II, está na pauta dos encontros das turmas do Curso de Formação Política para Cristãos Leigos (CEFEP). O mais recente, nos dias 15 e 16 de junho, foi em Juazeiro do Norte (CE).

O evento, de caráter regional, reuniu 21 participantes de sete estados do nordeste brasileiro, que atuam como agentes de pastoral ou em movimentos sociais. Entre eles, três serão candidatos a vereador nas próximas eleições.

As dificuldades enfrentadas na realidade de cada região são parte importante do curso. De acordo com o membro da equipe de coordenação do CEFEP, Antônio Geraldo Aguiar, “a partilha possibilitou o conhecimento de como a política vem acontecendo em muitos estados, inclusive com muitos casos de corrupção”.

A iniciativa conta com a parceria da Coordenação Central de Educação a Distância (CCEAD), da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Nesta última edição, os alunos também discutiram os temas das monografias que serão entregues, com temáticas como ecumenismo e migração da juventude.

Estão previstos, ainda, mais três encontros regionais com os participantes do curso do CEFEP: 30/06 e 01 de julho, em Maringá, com os alunos de São Paulo, Paraná e Santa Catarina; 7 e 8 de julho, em Belo Horizonte, para os alunos de Minas Gerais e Espírito Santo; 21 e 22 de julho, em Goiânia, para os alunos de Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Distrito Federal.

CNBB escreve mensagem sobre a Conferência das Nações Unidas Rio+20


“A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) espera que, da Rio+20, brote o compromisso de construção de um ‘modelo de desenvolvimento alternativo, integral e solidário, baseado em uma ética que inclua a responsabilidade por uma autêntica ecologia natural e humana, que se fundamenta no evangelho da justiça, da solidariedade e do destino universal dos bens e que supere a lógica utilitarista e individualista, que não submete os poderes econômicos e tecnológicos a critérios éticos’” (V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e caribenho – Documento de Aparecida n474c).
Com essas palavras, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil emitiu hoje, 19 de junho, uma mensagem sobre a Conferência Rio+20, que acontece na cidade do Rio de Janeiro (RJ), de 13 a 22 de junho.
Segundo a CNBB, todos devem assumir, com coragem e determinação, o compromisso de rever caminhos e decisões que, ao longo da história, só têm excluído e condenado os pobres à miséria e à morte.
A Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, contribui para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas.
A proposta brasileira de sediar a Rio+20 foi aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em sua 64ª Sessão, em 2009.
O objetivo da Conferência é a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável, por meio da avaliação do progresso e das lacunas na implementação das decisões adotadas pelas principais cúpulas sobre o assunto e do tratamento de temas novos e emergentes.
Leia a mensagem abaixo:
Mensagem da CNBB sobre a Conferência Rio +20
“O Senhor Deus tomou o Homem e o colocou no jardim de Éden, para o cultivar e guardar” (Gn 2,15).
A Conferência das Nações Unidas Rio +20, sobre o desenvolvimento sustentável, acolhida pelo Brasil neste mês de junho, carrega consigo a irrenunciável responsabilidade de responder aos anseios e expectativas mundiais em relação à defesa e promoção de toda forma de vida, especialmente a humana, desde sua concepção até seu término natural.
A crise econômica, financeira e social por que passam as grandes potências da economia mundial, com graves consequências para as nações emergentes, emoldura a Rio +20. Considerada, por causa de sua profundidade e alcance, como uma crise de civilização, esta crise “interpela todos, pessoas e povos, a um profundo discernimento dos princípios e dos valores culturais e morais que estão na base da convivência social”. Entre suas múltiplas causas está “um liberalismo econômico sem regras e incontrolado” (Nota do Pontifício Conselho Justiça e Paz sobre o sistema financeiro).
É urgente repensar nossa relação com a natureza, que “nos precede, tendo-nos sido dada por Deus como ambiente de vida” e está à nossa disposição “não como um lixo espalhado ao acaso, mas como um dom do Criador” (Bento XVI – Caritas in Veritate, n. 48). Se, por um lado, como nos recorda o papa Bento XVI, é “lícito ao homem exercer um governo responsável sobre a natureza para guardá-la, fazê-la frutificar e cultivá-la, inclusive com formas novas e tecnologias avançadas, para que possa acolher e alimentar condignamente a população que a habita”, por outro, é preciso que “a comunidade internacional e os diversos governos saibam contrastar, de maneira eficaz, as modalidades de utilização do ambiente que sejam danosas para o mesmo” (Bento XVI – Caritas in Veritate, n. 50).
Os bispos da América Latina e Caribe, reunidos em Aparecida em 2007, já denunciavam: “com muita frequência se subordina a preservação da natureza ao desenvolvimento econômico, com danos à biodiversidade, com o esgotamento das reservas de água e de outros recursos naturais, com a contaminação do ar e a mudança climática” (V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe – Documento de Aparecida n. 66).
O cuidado com a natureza e com a vida, que nela brota e dela depende, passa pelo reconhecimento de que é dever de todos, especialmente dos dirigentes das nações, garantir a estas e às futuras gerações a casa comum – o Planeta Terra – livre de toda destruição. Essa meta só se alcançará com a subordinação do desenvolvimento econômico à justiça social, no respeito à pessoa, à natureza e aos povos. Para tanto, é necessário que todos, especialmente os dirigentes mundiais, assumam com coragem e determinação, o compromisso de rever caminhos e decisões que, ao longo da história, só têm excluído e condenado os pobres à miséria e à morte. Para a erradicação da fome e da miséria, "não se trata de diminuir o número dos convidados para o banquete da vida, mas de aumentar a comida na mesa”, como já nos alertou o Papa Paulo VI (cf. Homilia de João Paulo II em Puebla, 1979).
A Cúpula dos Povos, organizada pela sociedade civil e realizada concomitantemente à Rio +20, tem a importante tarefa de reafirmar a responsabilidade dos dirigentes das nações pelas graves consequências de uma opção equivocada, ao subjugar o desenvolvimento econômico ao domínio do mercado e do lucro, desconsiderando tanto a natureza quanto a vida e a cultura dos povos.
A Igreja no Brasil, especialmente através da Campanha da Fraternidade, tem chamado constantemente a atenção para a destruição da natureza provocada por um desenvolvimento econômico predatório, alimentado por um sistema produtivo e um estilo de vida consumista, muitas vezes, também predatórios. As consequências são, dentre outras, o desmatamento, a contaminação e escassez da água e as mudanças climáticas. Os que mais sofrem os impactos de tudo isso são os pobres e excluídos.
É imperioso que nos eduquemos para relações novas e éticas com o meio ambiente. Esta é uma meta imprescindível da Rio +20, que não deve desviar-se de sua real e concreta finalidade.
A Rio +20 indica uma resposta a essas questões com a chamada Economia verde. Se esta, em alguma medida, significa a privatização e a mercantilização dos bens naturais, como a água, os solos, o ar, as energias e a biodiversidade, então ela é eticamente inaceitável. Não podemos nos contentar com uma roupagem nova para proteger o insaciável mercado, que só tem olhos para o lucro, configurando-se como “lobo em pele de cordeiro” ao manter inalteradas as causas estruturais da crise ambiental.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB espera que, da Rio +20,  brote o compromisso  de construção de um “modelo de desenvolvimento alternativo, integral e solidário, baseado em uma ética que inclua a responsabilidade por uma autêntica ecologia natural e humana, que se fundamenta no evangelho da justiça, da solidariedade e do destino universal dos bens e que supere a lógica utilitarista e individualista, que não submete os poderes econômicos e tecnológicos a critérios éticos” (V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe – Documento de Aparecida n. 474c).
Esse compromisso deve ser assumido por todos. Os cristãos, de modo especial, movidos pela solidariedade, que gera fraternidade e comunhão, são convocados a trabalhar pela preservação do meio ambiente e a colaborar na construção de uma sociedade justa, ecologicamente sustentável.
Que Deus, o Criador de todas as coisas, se digne abençoar seus filhos e filhas nesta nobre missão de “cultivar e guardar” a terra, lugar de vida para todos (cf. Gn 2,15).
Brasília, 19 de junho de 2012
Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís do Maranhão
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

CCM e POM promovem curso de Espiritualidade Missionária para Seminaristas


O Centro Cultural Missionário de Brasília (CCM) e as Pontifícias Obras Missionárias (POM), promovem, de 1º a 7 de julho de 2012, o curso de Teologia e Espiritualidade Missionária para Seminaristas, aberto também a Presbíteros com menos de 10 anos de ordenação. O tema será "Para uma Igreja em estado permanente de Missão".

De acordo com os organizadores, o curso tem como finalidade redescobrir o ministério sacerdotal à luz da perspectiva missionária. “A iniciativa do CCM se situa como estímulo para que aconteça efetivamente uma formação missiológica e missionária mais aprofundada nos seminários do Brasil”, afirma dom Sérgio Braschi, bispo de Ponta Grossa (PR) e presidente do Conselho Missionário Nacional.

O conteúdo programático prevê um aprofundamento dos fundamentos bíblicos e teológicos da missão, uma leitura dos desafios missionários hoje, a relevância profética do diálogo ecumênico e inter-religioso, a memória missionária do Concílio Vaticano II e elementos para uma espiritualidade missionária.

Para esse curso todos os seminários e as escolas teológicas são convidados a enviar seus representantes, para que os futuros presbíteros sejam sempre mais capacitados a animar as comunidades a eles confiadas com autêntico espírito missionário.

As inscrições podem ser efetuadas pela internet através do site www.ccm.org.br.

Balanço positivo da Rio + 20, segundo Cardeal dom Odilo Scherer


O Legado do Papa Bento XVI para a Conferência Rio + 20, Cardeal dom Odilo Scherer, destaca ganho na discussão da Conferência da ONU mesmo fazendo ressalvas sobre lacunas no documento final como aquela que " não se chegou a estabelecer a contribuição dos países ricos, daqueles que mais poluem, para formar um fundo a partir do qual possa ser financiada a economia limpa, a economia verde que se quer promover".
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, será encerrada sexta-feira 22, com a divulgação do documento final, contendo 49 páginas, denominado “O Futuro Que Queremos”. O balanço dos dez dias de discussões divide opiniões. Autoridades brasileiras consideram um avanço a inclusão do desenvolvimento sustentável com erradicação da pobreza, enquanto movimentos sociais e alguns líderes estrangeiros condenam a falta de ousadia do texto.

Segundo a Agência Brasil, o tom de crítica deve predominar nesta sexta-feira, pois as organizações não-governamentais (ONGs) que promoveram vários protestos durante a conferência prometem manifestações.

Para o legado pontifício para a Cúpula, Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Scherer, além de algumas lacunas, como a não-criação do fundo de contribuições dos países ricos, a Conferência trouxe novidades, como a nova consideração de chefes de Estado e Governo em relação aos oceanos:

“Acredito que o resultado é bastante positivo, embora haja muitas observações críticas de que o resultado é menos do que o esperado e que não foi bastante ousado em estabelecer metas ou medidas concretas que deveriam ser assumidas. Temos que considerar que numa Cúpula internacional deste porte, com a presença de quase 190 nações não se pode esperar demais, no sentido de resultados concretos. A crítica é que, por exemplo, não se chegou a estabelecer a contribuição dos países ricos, daqueles que mais poluem, para formar um fundo a partir do qual possa ser financiada a economia limpa, a economia verde que se quer promover. É uma verdade que esta lacuna naturalmente deverá ser preenchida através de novas negociações, com iniciativas como a da França, que anunciou claramente que quer taxar as transações financeiras internacionais que passam pelo país, e aplicar esta taxa em uma economia mais limpa e promover a preservação do meio ambiente.

Existem certamente muitos pontos positivos a serem observados: a declaração, que foi concordada através de negociações, contém pontos relevantes, primeiro porque estabelece uma identificação do que se pode chamar de economia verde, economia sustentável, colocando três pilares fundamentais. Primeiramente, que o homem esteja ao centro, e portanto, que a economia sustentável deve ser socialmente sustentável. Depois, é claro, que a economia seja economicamente sustentável. Deve seguir as leis econômicas porque senão se torna um caos. O terceiro ponto, que a economia verde seja ecologicamente sustentável, que tenha sempre em consideração a dimensão ecológica da economia, do trabalho, da produção e do consumo. O que também é novo neste documento, com uma nova posição, é a preocupação com os oceanos, que até agora nos documentos anteriores estava ausente. Por isso já se está falando na Conferência que a economia sustentável, além de verde, deve ser também azul, em referência aos oceanos, às águas.

Outro apelo que vai aparecendo é que o modelo de economia não deve se basear simplesmente na produção e no consumo; o critério de desenvolvimento não devem ser simplesmente os índices econômicos: deve haver um conjunto de índices que apontem um modelo de desenvolvimento.

Enfim, acredito que o mais positivo de todas as contribuições que a Rio+20 está trazendo é uma nova tomada de consciência da comunidade internacional a respeito dos problemas da sustentabilidade da economia, dos problemas do clima e da urgente necessidade de todos de fazerem a sua parte; que não podemos protelar por mais tempo a tomada de decisões porque o clima, o planeta está reclamando: a sustentabilidade está ameaçada”.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Comissões da CNBB participam da Cúpula dos Povos


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está participando da Conferência da Cúpula dos Povos, que acontece no Rio de Janeiro (RJ), de 15 a 22 de junho de 2012, através das Comissões Episcopais Pastorais para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso, e a Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, bem como a Comissão Brasileira de Justiça e Paz, organismo vinculado à CNBB.
No interior da Cúpula dos Povos, existe o espaço “Religiões por Direitos”, no qual a CNBB participa através de uma coalizão ecumênica, de caráter internacional, que congrega diferentes igrejas, organizações cristãs e tradições religiosas.
Nesse espaço de “Religiões por Direitos”, a Comissão de Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso da CNBB coordenou uma celebração inter-religiosa, no dia 18, e uma mesa de diálogo dos líderes religiosos presentes na Cúpula dos Povos, no dia 19. Ambos os eventos foram realizados em parceria com a organização inter-religiosa internacional Religions for Peace.
A celebração contou com representação de judeus, cristãos, muçulmanos, tradições afro e indígenas, e teve como tema principal o desenvolvimento de uma “mística do cuidado da criação”. Cada líder religioso pode fazer uma breve meditação acerca do tema, seguida de momentos de silêncio, cantos e gestos.
A mesa de diálogo dos líderes religiosos contou com a participação de 10 representantes de diferentes tradições religiosas e teve como tema “A responsabilidade da religião com o cuidado da vida na terra”.
“Como resultado do diálogo de lideres religiosos, constatou-se que a agenda das religiões na atualidade deve incluir os elementos que traçam os projetos do ser humano na busca de realização da sua existência e afirmar compromissos efetivos com a defesa da vida no planeta.  Religiões, sociedade e meio ambiente não são realidades distanciadas, mas estreitamente correlatas.  As tradições religiosas contribuem para a ampliação da consciência dos seus seguidores sobre os valores fundamentais da vida, pessoal, social e ambiental, orientando para a convivência pacífica e respeitosa entre os povos, culturas e credos, e destes com toda a criação”, explicou o assessor da Comissão para o Diálogo Inter-religioso da CNBB, padre Elias Wolff.
A Cúpula dos Povos é um evento realizado por organizações da sociedade civil, em nível internacional e tem como finalidade discutir as questões socioambientais que afetam os povos do mundo inteiro. Esse evento acontece no contexto da Rio+20 e apresenta-se como uma reflexão crítica e alternativa aquela realizada pelos líderes de estado presentes no evento.