segunda-feira, 30 de abril de 2012

Dom Geraldo Lyrio destaca a importância das Assembleias Gerais para a Igreja no Brasil

O arcebispo de Mariana (MG), dom Geraldo Lyrio Rocha, destacou a importância das Assembleias Gerais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no cenário atual e, ao longo da história do Brasil, durante a entrevista coletiva de imprensa, realizada nesta quinta-feira, 19.
“São 50 Assembleias ao longo dos 60 anos da CNBB. Todas tiveram muita importância tanto para a Igreja quanto para a sociedade”, afirmou dom Geraldo, que foi de 2007 a 2010, presidente da Conferência dos Bispos do Brasil.
domgeraldolyrioO arcebispo completou afirmando que a CNBB tem se posicionado com clareza e prontidão diante das várias questões apresentadas pela sociedade atual.
Dom Geraldo ressaltou que, durante a Ditadura Militar brasileira, muitas vozes da sociedade eram silenciadas e uma das poucas a se pronunciar era a Igreja Católica.
Dom Geraldo explicou ainda aos jornalistas que nos primeiros anos da CNBB as Assembleias não eram realizadas anualmente.
“Nos anos 60, por ocasião do Concílio Ecumênico Vaticano II não se realizaram Assembleias, com exceção de uma Assembleia eletiva. Cada sessão do Concílio durava cerca de quatro meses e ocupada a atenção dos bispos”, acrescentou.
O ex-presidente da CNBB mencionou que celebrar a 50ª Assembleia é motivo de júbilo. “Hoje comemoramos e conseguimos perceber os marcos do quanto estes encontros representaram para nós, pastores da Igreja, e para todo o povo de Deus”, completou.
Missão Continental
“A Igreja se coloca em estado permanente de missão”, afirmou dom Geraldo ao ser questionado sobre os trabalhos da Igreja diante dos desafios de evangelização no Brasil e na América Latina.
Dom Geraldo citou a 5ª Conferência da América Latina e Caribe, realizada em Aparecida, em 2007, que em sua conclusão demonstrou que todos precisam ser discípulos e missionários de Jesus e que esta proposta precisa sempre prosseguir como grande Missão Continental.
“A Missão Continental é um estado de espírito que deve perpassar a todas as dimensões da Igreja”, concluiu.
Missal Romano
dombucciol50agDom Geraldo Lyrio Rocha comentou os trabalhos da Comissão Episcopal para a Tradução dos Textos Litúrgicos (Cetel) na revisão do Missal Romano.
“A revisão tem que ser fiel a tradução do latim. Este é um trabalho demorado pela sua exigência na fidelidade dos textos e riqueza em detalhes”, acrescentou.
Dom Geraldo destacou que é importante reconhecer a necessidade da formação litúrgica mais intensa e mais profunda para favorecer uma participação mais ativa, mais consciente e proveitosa como ensinou o Concílio Vaticano II.
A Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia é responsável por fazer a revisão dos textos litúrgicos. Seu presidente, dom Armando Bucciol, comentou as palavras de dom Geraldo. Segundo dom Bucciol, a revisão da tradução do Missal Romano ainda deve durar alguns anos e é realizada com o auxilio de especialistas.
“Trata-se de uma revisão e adaptação da linguagem que evolui através dos anos e devemos acompanhar essas modificações. A Igreja reza como crê. A oração da Igreja reflete a sua fé, por isso é importante rever e avaliar bem a revisão da tradução do Missal Romano”, completou.

Bispos do Brasil já refletem o Tema Central desta 50ª Assembleia Geral

Os bispos reunidos neste 2º dia da Assembleia Geral dos Bispos da CNBB, realizada no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP), começaram a discutir o tema central deste ano: “A Palavra de Deus na Vida e Missão da Igreja”.
Para dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador (BA), explicou que os mais de 300 bispos reunidos na Assembleia começaram a debater o tema central. “Esse tema central já tinha sido apresentado em 2010, pois, em 2008 aconteceu o Sínodo dos Bispos sobre esse assunto. O documento não ficou pronto a tempo de ser refletido na Assembleia daquele ano. Deixamos para 2011, mas foi ano de eleição na CNBB e não houve tempo hábil para as discussões”, disse.
Dom Murilo informou que o texto foi refletido hoje pelos grupos já que a intenção é fazer uma síntese sobre a Palavra de Deus de forma prática e objetiva. “Os documentos da CNBB não representam apenas a opinião de grupos de bispos, mas de todo o episcopado, pois, todos dão a sua contribuição”.
O arcebispo de Salvador também comentou sobre a Campanha da Evangelização. Segundo dom Murilo, apesar da campanha ser nova (começou em 2008) tem apresentado muitos frutos. “O importante é deixar claro para nossos leigos que a Igreja deve ser missionária”.
Dom Murilo Krieger participou da segunda coletiva de imprensa da Assembleia Geral da CNBB.

Bispos falam sobre os trabalhos do segundo dia da 50ª AG

Durante entrevista coletiva realizada na tarde desta quinta-feira, 19/04, os bispos apresentaram um resumo das atividades realizadas neste dia na 50ª Assembleia Geral (AG). Participaram da coletiva o arcebispo de Mariana (MG), dom Geraldo Lyrio Rocha, atual delegado da CNBB junto ao Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM); o arcebispo de Salvador (BA), dom Murilo Sebastião Ramos Krieger e dom Armando Bucciol, bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA).
Cada bispo fez uma breve exposição sobre os temas discutidos hoje na AG. O tema central, “A Palavra de Deus na vida e missão da Igreja”; o trabalho da Comissão Episcopal dos Textos Litúrgicos (CETEL), que hoje fez a exposição do andamento da revisão do texto do Missal Romano; e também a celebração do Jubileu das Assembleias Gerais da CNBB.
Jubileu das Assembleias Gerais
O destaque foi a importância da contribuição das Assembleias para a caminhada da Igreja no Brasil, que será lembrado na sessão solene no início da noite de hoje. “A reunião deste grupo cria vínculos de amizade, de fraternidade, de pastores conscientes da responsabilidade com a caminhada da Igreja no Brasil”, lembrou dom Murilo. “Os marcos luminosos das contribuições das AG representam muito para todos nós”, afirmou dom Geraldo.
Palavra de Deus
Em relação ao tema central desta 50ª AG, dom Murilo lembrou que este tema já foi abordado em 2010, inspirado pelo Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus, convocado pelo papa Bento XVI em 2008. “Estamos refletindo como a Palavra pode iluminar a pastoral. Creio que a parte final do documento que estamos estudando dará orientações muito práticas para as comunidades”, disse o arcebispo de Salvador.
Ele detalhou o processo de construção do documento final, destacando que ele é feito no espírito da colegialidade. “Todos são convidados a dar a sua contribuição neste texto, que deve ser aprovado e apresentado nos próximos dias”, disse dom Murilo.
Textos litúrgicos
A respeito da revisão do texto do Missal Romano, dom Armando foi questionado sobre o andamento do trabalho. Ele deixou claro que se trata de um trabalho longo e demorado. “Ainda vai demorar muitos anos, pois já fizemos a revisão do texto das orações do Tempo Comum. Agora estamos na revisão dos prefácios”. De acordo com ele, o trabalho deve ser concluindo em cerca de dois anos.
Sobre o mesmo assunto, dom Geraldo recordou o principal desafio do trabalho que é feito atualmente pela CETEL é verificar a fidelidade da tradução ao texto latino. “Estão verificando se o texto em português diz a mesma que o original em latim”. Ele esclareceu que até o final deste trabalho, a versão atual continua valendo.
Missão Continental
Ao questionamento sobre a importância da Campanha da Evangelização, realizada pela CNBB no período do Advento, dom Murilo explicou que a participação neste projeto tem melhorado a cada ano. “O mais importante é criar a consciência de que toda a Igreja é missionária, e que é preciso colaborar. Mas sabemos que este processo é demorado”.
Sobre este espírito, dom Geraldo recordou a contribuição da V Conferência Geral do Episcopado Latino Americano, realizada em Aparecida (SP) em 2007. “Ser católico é ser discípulo missionário de Jesus. E a Missão Continental não é a realização de eventos, mas um espírito presente na ação da Igreja, em estado permanente de Missão”.

CIMI: 40 anos de luta a favor dos povos indígenas

A presença da Igreja nas aldeias juntos aos povos indígenas, em uma perspectiva de solidariedade, de doação, de respeito e de generosa aceitação das culturas. Esta é a missão do Conselho Indiginista Missionário (CIMI), conforme afirmou o bispo da Prelazia de Xingu (PA) e presidente do CIMI, Dom Erwin Krautler.

“Precisamos sensibilizar a sociedade, pois só envolvendo as pessoas com os sofrimentos desse povo vamos conseguir conscientizar que temos uma grande dívida com os povos indígenas”, afirmou o bispo.

Fundado em 1972, o CIMI celebra neste ano 40 anos de lutas a favor dos povos indígenas. De acordo com Dom Erwin o que mais marcou a luta do CIMI ao longo destes anos foi o sangue derramado de seus mártires. “Acredito que não exista uma pastoral que tenha gerado tantos mártires quanto esta. O sangue derramado dos mártires é a semente dessa luta pela ressurreição dos povos indígenas”, acrescentou.

Dom Erwin destacou que o atual cenário dos povos indígenas não é favorável à suas lutas. “A política indigenista oficial não é favorável aos povos indígenas. Lamentamos que embora os índios estejam ancorados pela lei, ela não seja respeitada”, concluiu.

Dom Édson Damian: “Temos uma dívida social imensa com os povos indígenas”

“Temos uma dívida social imensa com os povos indígenas pelos massacres, genocídios, inomináveis crueldades e injustiças praticadas ao longo destes 512 anos de invasão e extermínio”, disse dom Édson Tasquetto Damian, bispo de São Gabriel da Cachoeira (AM), presidente da celebração eucarística realizada no Santuário Nacional de Aparecido neste segundo dia da 50a. Assembleia dos Bispos da CNBB.
Dom Damian é bispo na diocese onde 90% da população é formada por povos indígenas e trabalha em profunda sintonia com o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), um dos organismos vinculados à CNBB com atuação reconhecida na história recente do Brasil. Ele lembrou da fundação do Conselho e destacou: “o seu início, é marcada pelo testemunho dos mártires. Lembro apenas alguns: Pe Rodolfo Lukenbein, Simão Bororo,  Pe João Bosco Penido Burnier, Ângelo Pereira Xavier, cacique Pancaré, Ângelo Kretã, líder dos Kaingang, Marçal Tupã-y, líder Guarani que saudou o papa João Paulo II quando visitou o Brasil em 1980, Ir Cleusa Rody Coelho, Pe Ezechiel Ramin, Ir Jesuíta Vicente Cañas. Xicão Xucuru, Galdino de Jesus, queimado vivo por um bando de jovens em Brasília, Cacique Nísio Gomes Guarani Kaiowá, o último que foi assassinado, em novembro do ano passado, no Mato Grosso do Sul”.
O CIMI tem 40 anos de existência que foram comparados por dom Damian, durante a homilia, como “o tempo em que o povo hebreu andou pelo deserto rumo à Terra Prometida e ajudam a manter viva a esperança dos povos indígenas que aguardam o processo de demarcação de 335 territórios e de outros 348 que ainda estão em fase de reivindicação”. O bispo de São Gabriel da Cachoeira manifestou seu apreço pelas comunidades indígenas “Sempre me encanto com estes irmãos. Apesar de uma vida dura e penosa nunca perdem a alegria e a fé que se expressam no sorriso límpido, espontâneo, cativante. Quando adoecem demoram até uma semana, nas frágeis embarcações com motor de ‘rabeta’, para serem transportados a São Gabriel, debaixo de sol abrasador ou de chuva torrencial. Dizia-me um médico que muitos chegam tão debilitados que se torna muito difícil ou até impossível o tratamento”.
Dom Damian, diante dos mais de 340 bispos reunidos em Aparecida, compartilhou uma experiência vivida com o Papa Bento XVI. Ele contou que na visita “ad limina”de 2010, ficou surpreso com duas perguntas feitas pelo Papa. A primeira: “O povo da sua região está destruindo a floresta?” Dom Damian disse que teve a alegria de informá-lo “que na bacia do Rio Negro apenas 4% das florestas foram derrubadas, ao passo que em alguns Estados da Amazônia elas já foram totalmente destruídas pela ganância avassaladora das madeireiras, do agronegócio e das hidrelétricas. D. Erwin Kräutler, nosso presidente do CIMI, não se cansa de denunciar a grande destruição  e os minguados resultados da faraônica hidrelétrica de Belo Monte. Os índios são nossos mestres na preservação ambiental e no desenvolvimento sustentável. “Nossa vida depende da vida da floresta”, costumava dizer nossa mártir Ir Doroty Stang.
A segunda pergunta feita por Bento XVI foi: “Os índios são bons católicos. Eles se confessam?” Dom Damian respondeu: “Todos, se confessam, desde as crianças que há pouco fizeram a Eucaristia até aos mais idosos. E com um detalhe original. A maioria começa dizendo: ‘Agora vou me confessar na minha língua’. Continua contando dom Damian dizendo que o Papa reagiu e o indagou: “E você entende todas as línguas?” E o bispo respondeu: “De que jeito, respondi. São 18 línguas e tão diferentes umas das outras. Mas quem perdoa é o Pai que criou todos os povos e culturas e Ele se entende muito bom com seus filhos prediletos. Assim a boa nova das culturas indígenas acolhe a Boa nova de Jesus”.
Antes de terminar a homilia, o bispo de Sao Gabriel da Cachoeira fez um agradecimento: “Agradeço, de coração, a todos os que, com generosidade e abnegação, se dedicam à causa indígena como uma causa do Reino, às missionárias e missionários do CIMI, às dioceses e seus agentes de pastoral, às congregações religiosas,  enfim, a todos os que vivem ‘em estado de missão inculturada e se empenham para que nossa Igreja se  torne realmente morada de povos irmãos e, assim também, casa dos povos indígenas”.
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A íntegra da homilia cedida por Dom Edson Tasqueto Damian, bispo de São Gabriel da Cachoeira (AM):
“Devemos obedecer antes a Deus do que aos homens. O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós matastes, pregando-o numa cruz. Disso nós somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus concedeu àqueles que lhe obedecem” (At 5 30 e 32).
Estas palavras do Apóstolo Pedro fazem ecoar a verdade que o Senhor nos diz Evangelho: “Aquele que vem do Alto, dá testemunho daquilo que viu e ouviu. Quem aceita o seu testemunho atesta que Deus é verdadeiro. Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna” (Jo 3, 31-32 e 36).
“O Espírito Santo e nós”, congregados nesta jubilosa 50ª Assembléia da CNBB, acima de tudo, expressamos nosso vigoroso testemunho no Bom Pastor Ressuscitado, fundamento de nossa fé e razão de nossa esperança. Ele está vivo no meio de nós. Queremos ser testemunhas dele no seio da  Igreja e no coração mundo.
Na luz e na força do Espírito do Ressuscitado somos hoje convidados a rezar pelos queridos povos indígenas no dia que lhes é dedicado. Queremos também testemunhar e  reder graças a Deus pelos 40 anos de atuação profética do CIMI – Conselho Indigenista  Missionário.
Depois de 20 anos de convivência das Irmãzinhas de Jesus de Charles de Foucuald com o povo Tapirapé, no rio Araguaia, no oitavo ano da ditadura militar, cinco anos depois da extinção do SPI – Serviço de Proteção ao Índio - por corrupção, sadismo e massacres a dinamite e metralhadoras, 10 anos depois início do Vaticano II, quatro anos depois da Conferência de Medellín, no período mais repressivo da história do Brasil, nosso amado e saudoso Dom Ivo Lorscheiter, então secretário geral da CNBB, no dia 23 de abril de 1972, reuniu em Brasília um pequeno grupo de missionários para discutir o projeto de Lei n. 2328 que tramitava na Câmara e dispunha sobre o Estatuto do Índio.
Quem fez parte deste grupo? Além de Dom Ivo, lá estavam D. Henrique Froehlich, D. Geraldo Sigaud, D.Eurico Kräutler, D. Pedro Casaldáliga. D. Tomás Balduíno, D. Estevão Avelar, e os missionários Luís Gomes de Arruda, Tomás de Aquino e Sílvia Wewering.  Estes irmãos da primeira hora foram seguidos por uma multidão de testemunhas “da grande tribulação” (cf Ap 7,14). Temos uma dívida histórica e social imensa com os povos indígenas pelos massacres, genocídios, inomináveis crueldades e injustiças praticadas ao longo destes 512 anos de invasão e extermínio. Os missionários do CIMI desencadearam uma marcha de solidariedade fraterna. Lançaram sementes de esperança e forjaram a possibilidade de sobrevivência através das demarcações de territórios e abertura de novos horizontes.
A história do CIMI, desde o seu início, é marcada pelo testemunho dos mártires. Lembro apenas alguns missionários e indígenas: Pe Rodolfo Lukenbein, Simão Bororo e Pe João Bosco Penido Burnier, Ângelo Pereira Xavier, cacique Pancaré, Ângelo Kretã, líder dos Kaingang, Marçal Tupã-y, líder Guarani que saudou o papa João Paulo II quando visitou o Brasil em 1980. Ir Cleusa Rody Coelho, Pe Ezechiel Ramin, Ir Jesuíta Vicente Cañas. Xicão Xucuru, Galdino de Jesus, queimado vivo por um bando de jovens em Brasília, Cacique Nísio Gomes Guarani Kaiowá, o último que foi assassinado e seu corpo seqüestrado, em novembro do ano passado, no Mato Grosso do Sul.
Os 40 anos de caminhada do CIMI recordam os 40 anos que o povo hebreu andou pelo deserto rumo à Terra Prometida e ajudam a manter viva a esperança dos povos indígenas que aguardam o processo de demarcação de 335 territórios e de outros 348 que ainda estão em fase de reivindicação. Como não lembrar neste momento os 30 anos de luta sofrida e paciente dos índios de Roraima para se apropiarem  da TI Raposa Serra do Sol? Eu era administrador diocesano quando o secretário da presidência da república encarregou-me de comunicar ao presidente do CIR - Conselho Indígena de Roraima - que naquele dia, 15 de abril de 2005, o presidente assinaria o decreto da homologação. Chorando de alegria, o tuchaua Jacir José de Souza, grande líder Macuxi, pronunciou estas palavras inesquecíveis: “Assim como o povo da Bíblia e nós cristãos celebramos todos os anos a festa da Páscoa, o dia 15 de abril será por nós lembrado para sempre como o dia  da libertação da TI Raposa Serra do Sol”. Oxalá todos os índios que vivem acampados nas margens das estradas ou confinados em exíguos espaços, possam um dia reaver a terra que lhes pertence e ter  reconhecidos os direitos consignados pela Constituição Federal.
Agora, Deus me concede a imerecida graça de conviver com povos indígenas de 23 etnias, que falam 18 línguas diferentes e constituem mais de 90% da população na longínqua e pobre Igreja de São Gabriel da Cachoeira, na fronteira com a Colômbia e a Venezuela. Em 2014, celebraremos com gratidão os 100 anos de presença evangelizadora dos missionários salesianos e salesianas na imensa bacia do Rio Negro, que abrange 293.000 Km2.
Um dia recebi a visita da sábia antropóloga indigenista, Manuela Carneiro da Cunha. Dom Erwin me segredou que ela varava madrugadas com a equipe de trabalho a fim de encontrar os termos exatos para formular os direitos indígenas na Constituição de 88. Ela estava em São Gabriel para colaborar com outros pesquisadores que haviam descoberto que os índios cultivavam mais de 300 espécies de mandioca. Inclusive sabiam  cruzar as  diferentes espécies. Constataram também que a parte mais importante do enxoval que uma noiva indígena levava para a aldeia do seu futuro marido eram as manivas, isto é, as ramas de mandioca que ela havia aprendido a cultivar com sua mãe. Os casamentos da região são sempre interétnicos. Um indígena sempre se casa com uma jovem de uma etnia diferente. Por isso, a noiva ao mudar-se para a nova aldeia leva consigo as espécies de mandioca que ela aprendeu a cultivar na sua casa paterna.
Quando visito as aldeias espalhadas ao longo dos rios, depois de cansativas jornadas de “voadeira”, todos correm até a beira para receber o bispo e o tuchaua me saúda chamando-me de “excelência nosso pastor”. “Excelências são vocês”, respondo-lhes, que moram tão isolados e vivem desprovidos dos mínimos os recursos. O Rio Negro, apesar de ser o maior afluente do Amazonas, devido às numerosas cachoeiras e à acidez de suas águas, é chamado de “rio da fome”, pois não fornece peixes nem para saciar a fome dos seus ribeirinhos.
Sempre me encanto com estes irmãos. Apesar de uma vida dura e penosa nunca perdem a alegria e a fé que se expressam no sorriso límpido, espontâneo, cativante. Quando adoecem demoram até uma semana, nas frágeis embarcações com motor de “rabeta”, para serem transportados a São Gabriel, debaixo de sol abrasador ou de chuva torrencial. Dizia-me um médico que muitos chegam tão debilitados que se torna muito difícil ou até impossível o tratamento.
Na audiência particular com o Papa Bento, durante a “visita ad limina”de 2010, fiquei surpreso com a primeira pergunta que me fez: “O povo da sua região está destruindo a floresta?” Tive alegria de informá-lo de que na bacia do Rio Negro apenas 4% das florestas foram derrubadas, ao passo que em alguns Estados da Amazônia elas já foram totalmente destruídas pela ganância avassaladora das madeireiras, do agronegócio e das hidrelétricas. D. Erwin Kräutler, nosso presidente do CIMI, não se cansa de denunciar a grande destruição  e os minguados resultados da faraônica hidrelétrica de Belo Monte. Os índios são nossos mestres na preservação ambiental e no desenvolvimento sustentável. “A morte da floresta é o fim da nossa vida”, costumava dizer nossa mártir Ir Doroty Stang.
Papa também me perguntou: “Os índios são bons católicos. Eles se confessam?” Todos, se confessam, respondi-lhe, desde as crianças que há pouco fizeram a Eucaristia até aos mais idosos. E com um detalhe original. A maioria começa dizendo: “Agora vou me confessar na minha língua”. E o Papa reagiu: “E você entende todas as línguas?” De que jeito, respondi. São 18 línguas e tão diferentes umas das outras. Mas quem perdoa é o Pi que criou todos os povos e culturas e Ele se entende muito bom com seus filhos prediletos”. Assim a boa nova das culturas indígenas acolhe a Boa nova de Jesus.
Muitas vezes, no meio dos povos indígenas, sentimos a presença de Deus e a verdade profética da palavra de S. Paulo (cf. Is 52,15): “Vê-lo-ão aqueles a quem não foi anunciado e haverão de conhecê-lo aqueles que dele não ouviram falar” ( Rm 15,21). Ao defender os projetos históricos dos povos indígenas, redescobrimos o Deus da Bíblia, que faz aliança com os pobres. O Deus, cuja justiça favorece as vítimas; o Deus do despojamento e da gratuidade, da proximidade e da libertação.
Agradeço, de coração, a todos os que, com generosidade e abnegação, se dedicam à causa indígena como uma causa do Reino, às missionárias e missionários do CIMI, às dioceses, prelazias e seus agentes de pastoral, às congregações religiosas,  enfim, a todos os que vivem “em estado de missão inculturada (DAp, n.213) e se empenham para que nossa Igreja se  torne realmente morada de povos irmãos e, assim também, casa dos povos indígenas (cf DAp, n.8).
Permitam-me, por fim, que diga um “bom dia” aos meus diocesanos nas três línguas indígenas que, em São Gabriel da Cachoeira, são consideradas oficiais, além do português:
“Puranga ara” – “Puraga”( Nheengatu ou Língua Geral)
“Hekoapi waikaa”  - “Waikaa”(Baniwa)
“Wã’kati, masã” – “Wã’ká” (Tukano).
Um cordial abraço aos primeiros integrantes da Fazenda da Esperança de S. Gabriel, inaugurada no dia 24 de março, com as bênçãos do Cardeal Dom Cláudio Hummes, presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia.
Divino e adorável Bom Pastor Ressuscitado, querida Mãe Aparecida, abençoai e acompanhai com carinho nossas irmãs e irmãos  indígenas. Dai força e coragem às heróicas missionárias e missionários que convivem com eles e lutam para ajudá-los na conquista dos seus direitos. Respeitadas as nossas diferenças e enriquecidos por elas, somos todos iguais, porque somos todos irmãos no amor do Pai, no abraço Redentor do Filho, na comunhão do Espírito Santo.
Dom Edson Tasquetto Damian
Bispo de São Gabriel da Cachoeira (AM)

Sessões da 50a Assembleia Geral abertas para a imprensa

Além das costumeiras sessões de abertura e encerramento, este ano, a assembleia dos bispos abrirá as portas para a imprensa em outras ocasiões. Os jornalistas terão livre à arena multiuso do Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho de Almeida e ao auditório da TV Aparecida para os eventos.

Nesta quarta-feira, 19 de abril, a sessão das 18 hs, em homenagem ao aniversário de 50 assembleias da Conferência; segunda-feira, 23 de abril, também as 18 hs, a sessão solene pelo jubileu de 50 anos do início do Concílio Vaticano II; na quarta feira, 25 de abril, na sessão das 11.15 quando serão apresentados informes sobre a Jornada Mundial da Juventude.

Na sexta-feira, dia 20 de abril, as 20.30hs, no auditório da TV Aparecida, serão entregues os prêmios de comunicação da CNBB: “Margarida de Prata” (cinema), “Clara de Assis”(TV); “Microfone de Prata”(Rádio) e “Dom Helder Câmara” (Imprensa).

Coletiva de Imprensa desta quinta-feira

Nesta quinta-feira, 19, segundo dia da 50ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB, haverá também a segunda coletiva de imprensa desta Assembleia Geral. Os bispos presentes serão o ex-presidente da CNBB e arcebispo de Mariana (MG), dom Geraldo Lyrio Rocha, atual delegado da CNBB junto ao Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM). Também estarão presentes o arcebispo de Salvador (BA), dom Murilo Sebastião Ramos Krieger e dom Armando Bucciol, bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA).
Dom Geraldo Lyrio Rocha
Dom Geraldo Lyrio é capixaba de Fundão. Estudou Filosofia no Seminário Coração Eucarístico de Jesus, em Belo Horizonte e Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma. Fez mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Santo Tomás de Aquino, em Roma. Especializou-se em Liturgia, pelo Pontifício Instituto Santo Anselmo, também em Roma. Ordenou-se padre no dia 15 de agosto de 1967, em sua cidade natal. Foi bispo auxiliar de Vitória (1984-1990); Vice-presidente do Regional Leste 2 da CNBB; Delegado à Assembléia Especial do Sínodo dos Bispos para a América por eleição da Assembléia da CNBB e confirmado pelo papa João Paulo II (1997); Primeiro bispo de Colatina, Espírito Santo (1990-2002); Primeiro arcebispo metropolitano de Vitória da Conquista (BA) (2002 - 2007); Vice-presidente do CELAM (2003-2007), ex-presidente da CNBB e atual delegado da CNBB junto ao CELAM.
Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger
Dom Murilo Krieger é catarinense de Brusque. Estudou Filosofia em Brusque (1964 a 1965) e Teologia no Instituto Teológico Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, em Taubaté (SP) (1966 a 1969). Frequentou cursos de espiritualidade em Universidades Pontifícias de Roma, em 1980. Após um ano de noviciado, ingressou na Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, professando os votos religiosos a 2 de fevereiro de 1964. A 7 de dezembro de 1969 foi ordenado sacerdote em Brusque, Santa Catarina. Em 1985, o papa João Paulo II o nomeou bispo auxiliar de Florianópolis (SC), tendo sido ordenado bispo em sua cidade natal, no dia 28 de abril de 1985. Em 1991 foi nomeado bispo de Ponta Grossa (PR). Em 1997 o Papa João Paulo II o nomeou arcebispo de Maringá e em 2002, tornou-se arcebispo de Florianópolis. Aos 12 de janeiro de 2011, o papa Bento XVI o nomeou arcebispo de São Salvador da Bahia. Atualmente membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Campanha para a Evangelização da CNBB.
Dom Armando Bucciol
Armando Bucciol nasceu em Villanova de Motta de Livenza (Província de Treviso – Itália), Em 1960, entrou no Seminário diocesano de Vittorio Veneto, onde cursou o 2º grau, Filosofia e Teologia. Foi ordenado sacerdote aos 12 de setembro de 1971, na diocese de Vittorio Veneto. Depois da ordenação, cursou Teologia Pastoral e especializou-se como professor de Ensino Religioso em Perdenone (1973-1975). De 1977 a 1979 estudou Liturgia Pastoral, no Mosteiro Beneditino Santa Justina, em Pádua. Fez o curso de Doutorado na faculdade de Santo Anselmo, em Roma (1979-1980), e, em Pádua, concluiu (1982) com a licenciatura (1993) Doutorado em Sagrada Teologia, com especialização em Liturgia Pastoral. Participou do curso de preparação para missionário no CUM em Verona (Itália) e de inculturação no CENFI, em Brasília. Em 1991 veio ao Brasil como Fidei Donum, atuando na diocese de Caetité (BA), Riacho de Santana (BA), Matina (BA) e Licínio de Almeida (BA). Atualmente é presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB.

Palavra de Deus na pauta do segundo dia da Assembleia dos Bispos

Nesta quinta-feira, 19/04, o segundo dia da 50ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil (AG) vai focalizar o tema central deste encontro. A reflexão sobre “A Palavra de Deus na vida e missão da Igreja” será feita em harmonia com o documento final do Sínodo dos Bispos sobre o tema, realizado em 2010, bem como continuar a reflexão iniciada pelos bispos brasileiros na AG de 2010.

O tema vai ocupar boa parte da manhã do encontro, que será apresentado aos bispos e na seguida discutido nos grupos dos regionais. A coordenação será feita por Dom Jacinto Bergmann, arcebispo de Pelotas (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética.

A parte da tarde será reservada para discussões de assuntos internos. Às 18 horas, será realizada a Sessão Jubilar da 50ª Assembleia Geral da CNBB. Esta solenidade será aberta à imprensa.

Reflexão sobre a conjuntura eclesial

Depois de um debate sobre a análise de conjuntura social, os bispos que participam da 50ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP), realizaram na tarde desta quarta-feira, 18/04, uma reflexão sobre a conjuntura eclesial. Para este momento, foi convidado para assessorar o professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Frei Luís Carlos Susin.
O teólogo inspirou-se nas celebrações do cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II. A respeito da pluralidade de interpretações de como se passou a entender o catolicismo mostra como o Concílio não foi uma ruptura, mas a busca de uma resposta ao desmoronamento de um paradigma cultural: a dissociação entre fé e cultura. “Ele tirou a Igreja do gueto cultural insustentável”. Reafirmou também a importância de se recuperar este espírito pós-conciliar para as novas gerações.
Frei Susin também destacou como tem crescido a valorização da Bíblia na vida da Igreja, citando como exemplo também a leitura orante da Palavra de Deus. Neste sentido, mostrou a importância da formação dos leigos e a direção da Igreja na interpretação da Palavra. “O clero sozinho não dá conta da evangelização”, afirmou.
Durante a sua exposição, Susin enfatizou o amadurecimento da colegialidade e da participação na Igreja, mas lembrou que é preciso avançar mais. O teólogo também percebe um crescente risco de voltar a uma sacralidade ainda pré-cristã, e como a Igreja deve estar atenta aos sinais dos tempos, respondendo ao desafio da ética e da secularidade.

Bispos participam de coletiva de imprensa no primeiro dia da 50ª AG

Hoje, 18, primeiro dia da 50ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), houve, às 15h, uma coletiva de imprensa. Na ocasião, estiveram presentes o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Familia da CNBB, dom João Carlos Petrini (bispo de Camaçari, BA), o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação e Cultura, dom Joaquim Giovani Mol Guimarães (bispo auxiliar de Belo Horizonte), e dom Antônio Augusto Dias Duarte (bispo auxiliar do Rio de Janeiro).
A coletiva teve cerca de 30 minutos de duração e, além do tema geral da assembleia – “A palavra de Deus na vida e missão da Igreja” –, mencionou diversos assuntos, como o jubileu das Assembleias Gerais; as premiações CNBB; e os preparativos do Encontro Mundial de Universidades Católicas – que, este ano, será realizado no Brasil, em Belo Horizonte –; a Jornada Mundial da Juventude (JMJ); as eleições municipais; dentre outros temas.
Dom Joaquim Geovani Mol foi questionado quanto à lei que torna obrigatório o ensino religioso nas escolas públicas do Brasil. O bispo explicou o mecanismo da lei, que não se aplica apenas à religião católica. “O aluno em uma sociedade plural, como a nossa, tem direito de ter conhecimentos sobre a sua própria religião, dentro da escola. Quem é católico, conhecimentos da religião católica, quem é evangélico, conhecimentos da religião evangélica, e assim por diante”, esclareceu.
Outro tema, que entrou na pauta, foi a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que aprovou o aborto de fetos anencéfalos. Os ministros entenderam que esses bebês são indivíduos natimortos, com morte cerebral. Os bispos presentes reafirmaram a posição da CNBB, ao argumentarem de forma contrária à decisão do supremo.
“Uma cultura que vê na morte a solução de problemas, é uma cultura decadente”, disse dom Petrini. Sobre o mesmo assunto, o porta-voz da AG, dom Dimas, afirmou que a deliberação do STF “não alterou em nada a posição da CNBB”, e que os ministros tiveram uma “visão limitada da pessoa humana.”, concluiu.

Centro de Eventos Padre Vitor Coelho é alterado para receber a 50ª AG

Organizar um evento com as dimensões da Assembleia Geral da conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) não é tarefa simples. Com a Cidade do Romeiro, em Aparecida (SP) – complexo que abrigará todas as próximas Assembleias Gerais da CNBB –, em plena construção, o Centro de Convenções Padre Vítor Coelho de Almeida, também em Aparecida, teve que passar por uma série de adaptações, convencionadas pela CNBB, para melhorar as condições da Assembleia Geral, em termos estruturais e logísticos.
De acordo com o reitor do Santuário Nacional, padre Darci José Nicioli, para adaptar o espaço às exigências do colegiado dos bispos do Brasil, ao todo, foram investidos 19 milhões de reais. “Desde o fim da assembleia de 2011, engenheiros do Santuário, juntamente com a CNBB, começaram a elaborar o projeto para a assembleia deste ano. Tivemos que disponibilizar redes de internet, salas, estacionamento, dentre muitas outras alterações no centro de eventos”, afirma o reitor.
Com o projeto pronto, as alterações estruturais no centro de eventos começaram a ser feitas com vinte dias de antecedência da assembleia. Cerca de 100 pessoas dentre equipes de arquitetos, engenheiros, montadores de divisórias, eletricistas, serviços gerais, e outros, foram envolvidas na montagem da estrutura.
O projeto possui três diferentes níveis: subsolo, parte superior (onde fica o plenário), boulervard (no hall de entrada), e as salas suspensas. A maior alteração foi feita no subsolo, onde foram construídas 11 salas, que foram subdivididas em 20 salas menores para atender aos Regionais. Como o centro é multiuso, e também sediará outros tipos de eventos, como esportivos, por exemplo, ainda no subsolo, foram construídos três camarins, que, para a assembleia, serão utilizados como sala dos advogados, sala de votações e escrutínios e coordenação geral.
Na parte superior, foi projetado um espaço de convivência, formado por um amplo salão, com sofás, que servirá como sala de estar e local onde será servido o café para bispos, assessores e outros convidados.
Logo na entrada do centro de eventos, foi projetada a recepção e o café. No mesmo nível à direita, foram montadas 22 lojas de produtos religiosos, uma sala de atendimento individual, um espaço de convivência, e uma sala para Jornada Mundial da Juventude (JMJ). À esquerda, foram montados cinco estúdios fixos para veículos de comunicação, dentre rádio e televisão.
De acordo com a organização, o plenário foi cercado por cortinas, para que fosse diminuída a amplitude do ginásio, com as arquibancadas. Ao todo, foram colocadas à disposição, 215 mesas e 430 cadeiras. Na área por trás do plenário, foram alocadas as salas de apoio como secretariado, copiadora, assessoria canônica e Lan House.
No nível mais alto, chamado de salas suspensas, ficaram a assessoria de imprensa, sala de informática, Assessoria jurídica, Comunicação social, secretaria da Nunciatura, sala do Núncio Apostólico, tesouraria, Colégio Pio Brasileiro, secretaria da presidência e sala da presidência.

Cidade do Romeiro
Em plena construção, a Cidade do Romeiro será um complexo para a realização de encontros, convenções, retiros, com segurança, privacidade e conforto. “A Cidade dos Romeiros é uma estrutura que acolherá melhor os romeiros, as congregações, o povo de Deus, para convenções religiosas e leigas. Tudo graças à campanha dos devotos”, disse o padre Darci.
A Cidade do Romeiro fica localizada a 900 metros do Santuário Nacional, e contará com praças lagos, jardins, capela, hotéis, centro de convenções, área comercial. Toda estrutura será distribuída em uma área de, aproximadamente, 180.000 m². De acordo com o reitor do santuário, o investimento será de 42 milhões de reais.

Bispos participam de reflexão sobre Estado Laico

Uma reflexão sobre a laicidade do Estado esteve na pauta de trabalho dos bispos reunidos na 50ª Assembleia Geral, que ocorre em Aparecida/SP de hoje (18) até 26/04. Para assessorar esta tema, os bispos convidaram o professor Fábio Comparato, doutor em Direito Internacional pela Universidade de Sorbone, na França.
Em sua apresentação, Comparato fez uma distinção entre fé e ética. Para ele a fé é uma atitude de confiança, que fala de verdades sobrenaturais, eternas e imutáveis. Já a ética trata de um conjunto de normas, usos e costumes vigentes em uma sociedade.
Desta forma, o estudioso afirmou que a Igreja faz parte da sociedade política, e como todos os grupos religiosos, tem o direito de viver em igualdade de condições. “Entendo que o conceito de Estado laico é este”, afirmou o professor.
Para ele, a Igreja, tem duas missões fundamentais neste tipo de Estado. “Trabalhar pela livre conversão das almas à fé cristã, e de outro lado, lutar pela adoção dos preceitos adotados pela ética, predominantemente aceita como Direitos Humanos”. Tais direitos, segundo Comparato, se fundam “na iminente dignidade do ser criado, segundo à fé bíblica, à imagem e semelhança de Deus”. Após a apresentação, os bispos realizaram intervenções para aprofundamento do tema.

Encontro vai reunir universidades católicas em preparação para a JMJ

A Comissão Episcopal para a Educação e Cultura da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) está preparando para julho de 2013 o Encontro Mundial das Universidades Católicas, que será realizado em Belo Horizonte na Pontifícia Universidade de Minas Gerais.
dommolprimeirodiaSegundo o presidente da comissão e bispo auxiliar de Belo Horizonte, dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, a intenção é reunir cerca de 5 mil pessoas entre dirigentes, professores e alunos no encontro. “Esse será um encontro de preparação para a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro”.
Dom Mol explicou que esse encontro está sendo preparado em parceria com a Associação Nacional de Educação Católica. “A finalidade é refletir sobre esses novos tempos que estamos vivendo e qual o sentido que podemos dar a essa nova realidade”.
A intenção é reunir universidades católicas dos cinco continentes, dom Joaquim Giovani Mol Guimarães participou da primeira coletiva de imprensa da 50ª Assembleia Geral da CNBB.

Dom Petrini reintera posição da CNBB sobre aborto de fetos anencéfalos

A decisão do Superior Tribunal Federal (STF) sobre a legalização do aborto de fetos com anencefalia fez parte das discussões da primeira coletiva de Imprensa da 50ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nesta quarta-feira, 18.
O bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal para Vida e Família da CNBB, dom João Carlos Petrini, reiterou a posição da Igreja Católica a favor da vida. “Mesmo após da decisão do STF, a Igreja continua com o seu trabalho de conscientização e defesa dos princípios morais e éticos”, acrescentou o bispo.
Dom Petrini afirmou que ao defender o direito à vida dos anencéfalos, a Igreja se fundamenta numa visão antropológica do ser humano, baseando-se em argumencitos teológicos éticos, científicos e jurídicos.
O bispo de Camaçari também mencionou que o STF decidiu pela legalização do aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais. “Considerar este feto como ‘não pessoa’ é o mesmo que destituí-lo do direito fundamental à vida e descartar um ser humano frágil e indefeso”, acrescentou.
O bispo ressaltou que a gestação de uma criança com anencefalia é um drama para a família, especialmente para a mãe, porém a mulher que decidir levar adiante a gestação necessita de assistência de órgãos de saúde.
“Precisamos questionar se os profissionais de saúde que se recusarem a fazer o aborto serão respeitados em sua liberdade de consciência. O STF não pensou nas demandas que essa decisão pode acarretar”, concluiu.

Imprensa acompanha abertura da 50ª Assembleia da CNBB

Jornalistas de veículos católicos e seculares participaram da abertura da 50ª Assembleia Geral  da CNBB (Conferência  Nacional dos Bispos do Brasil), que está acontecendo no Centro de Eventos do Santuário Nacional em Aparecida.
Estavam presentes representantes das redes Aparecida de Comunicação, Vida, Milícia da Imaculada, Canção Nova, Bandeirantes; a Rádios Vaticano, além de vários portais de internet. Jornalistas dos jornais Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e O Vale também marcaram presença.
As redes Aparecida de Comunicação e Milícia da Imaculada montaram stands para transmissões ao vivo durante todo o evento. A Rádio Vaticano também possui stand próprio e faz transmissões diárias para o Programa Brasileiro.
A Rádio Aparecida  e a Rede Católica de Rádio transmitiram ao vivo a missa de abertura  da assembleia, que teve a presidência do Cardeal Arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis.

"Temas abordados na assembleia dos bispos repercutem no cenário nacional", diz presidente da CNBB

Começou nesta quarta-feira, 18, a 50ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB. O encontro que acontece no Centro de Eventos Pe. Vitor Coelho de Almeida, ao lado do Santuário Nacional, em Aparecida (SP), reúne 309 bispos, sendo 29 deles eméritos.
De acordo com o cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, dom Raymundo Damasceno Assis, no pronunciamento que fez na abertura dos trabalhos, as discussões realizadas durante as Assembleias da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) sempre repercutiram no cenário nacional.
O tema central da reunião é ‘A Palavra de Deus na vida e missão da Igreja’. Para o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner o tema deve também ser refletido nas Igrejas particulares.
“Queremos que a Palavra de Deus seja assumida e proclamada em todas as nossas comunidades, paróquias e dioceses”, afirmou o secretário geral.
Dom Leonardo ainda ressaltou que devido a grande extensão territorial do Brasil este momento em que todo o episcopado se reúne é também propicio para a troca de ideias, partilha e aconselhamentos dos Bispos do Brasil.
50ª Assembleia
Neste ano serão eleitos os delegados que representarão o episcopado brasileiro no próximo Sínodo dos Bispos que abordará assuntos referentes à Nova Evangelização.
Outro assunto que será discutir durante a 50ª Assembleia será o Ano da Fé, que tem início em outubro. Todos os bispos continuam reunidos em Assembleia até o dia 26 de abril.

Manhã de trabalhos na 50ª AG da CNBB


Aprovada a pauta da 50ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, no final da manhã desta quarta-feira, os bispos tiveram a primeira reunião de grupos contando com o auxílio dos secretários executivos dos 17 regionais da CNBB. Dom Leonardo Steiner, secretário geral da Conferência, nos encaminhamentos gerais, lembrou que este ano, o encontro tem um dia a menos em comparação com a reunião do ano de 2011 e, desse modo, o tempo de discussão será mais apertado e exigente.
Oficialmente, segundo informações da secretaria da assembleia, o grupo dos participantes e das equipes de serviço está composto do seguinte modo: bispos na ativa - 309; bispos eméritos -29; secretários executivos dos regionais - 17; assessores da Conferência - 13; funcionários e apoio - 11; convidados - 10. Deste modo, 348 bispos participam da assembleia e 72 pessoas compõem os grupos de apoio, totalizando 410 presentes no encontro.
A estrutura preparada para receber o evento é coordenada pelo Santuário Nacional de Aparecida. Pe. Darci Nicioli, na exposição que fez aos bispos na cerimônia de abertura, mostrou todas providências tomadas para que a assembleia fosse realizada com conforto e eficiência. O atendimento à imprensa foi particularmente considerado de modo que os profissionais contam com ampla sala de apoio e um ambiente exclusivo para as entrevistas coletivas.
Os bispos presentes na 50ª Assembleia em Aparecida representam as seguintes circunscrições da Igreja no Brasil: Arquidioceses - 44; Dioceses - 212; Eparquias - 3; Prelazias - 12; Exarcado - 1; Ordinariado para os fiéis de Rito Oriental sem Ordinário próprio - 1; Ordinariado Militar - 1; Administração Apostólico Pessoal - 1.

Cerimônia de Abertura da 50ª AG

A cerimônia de abertura solene da 50ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil (AG), na área do plenário do centro de eventos padre Vítor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP), realizada na manhã desta quarta-feira, 18 de abril, teve convidados que tomaram a palavra: o prefeito de Aparecida, Antônio Márcio Siqueira, e o reitor do Santuário Nacional, padre Darci Nicioli.
O cardeal Raymundo Damasceno, arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, fez a saudação e lembrou o primeiro encontro do episcopado em Belém (PA), no mês de agosto de 1954. Discorreu sobre o caminho trilhado nessas últimas décadas, agradeceu a todos que prepararam o encontro e pediu a luz do Espírito Santo para a realização do encontro. O prefeito da cidade falou da importância da presença do peregrino que vem à Aparecida e acolheu a todos que participam da 50ª AG. Manifestou a honra da cidade em receber os bispos e reafirmou o respeito que o povo tem pela Igreja em todo o Brasil. Pe. Darci Nicioli, reitor do Santuário, além de suas palavras de acolhimento apresentou as dependências do Centro de Eventos que hospeda a assembleia.
Depois da cerimônia, começaram os trabalhos com a memória da última assembleia, apresentação das comissões e a apresentação da pauta d encontro. O tema central da AG é "A Palavra de Deus na vida e missão da Igreja". Uma comissão especialmente formada para este fim, preparou o instrumento de trabalho considerando a reflexão feita na 48ª Assembleia Geral em Brasília, em 2009, e a Exortação Apostólica do papa Bento XVI publicada depois do Sínodo dos Bispos sobre a Palavra realizado em 2008, no Vaticano.
Nesta assembleia estarão em pauta vários outros assuntos relevantes para a Igreja no Brasil. Alguns outros momentos solenes também serão realizados nos nove dias do encontro. Destaques: 50 anos do início dos trabalhos do Concílio Vaticano II e os preparativos para a Jornada Mundial da Juventude que será realizada em julho de 2013.

Coletiva de Imprensa da 50ª AG

Nesta quarta-feira, 18, início dos trabalhos da 50ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB, marcará também a primeira coletiva de imprensa desta Assembleia Geral. Os bispos presentes serão o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, dom João Carlos Petrini, que é bispo de Camaçari (BA); dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, bispo auxiliar de Belo Horizonte e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação e Cultura, e, por fim, o bispo auxiliar do Rio de Janeiro, dom Antônio Augusto Dias Duarte. A coletiva tem início às 15h, no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, ao lado do Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida (SP).
Dom João Carlos Petrini
O atual presidente da Comissão para a Vida e a Família da CNBB e bispo de Camaçari (BA), dom João Carlos Petrini nasceu em Fermo (Itália), em 1945. Já atuou como diretor do Pontifício Instituto João Paulo II para os estudos sobre Matrimônio e Família em Salvador (BA) e professor de Sociologia Geral no Instituto Teológico São Bento. Além disso, foi coordenador do mestrado em Família na Sociedade Contemporânea da Universidade Católica de Salvador.
Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães
Bispo auxiliar de Belo Horizonte, dom Joaquim é natural de Ponte Nova (MG), nasceu no dia 6 de janeiro de 1960. Foi ordenado em 25 de março de 2006 em Belo Horizonte. Estudou Filosofia e Teologia na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas) e se especializou em Teologia no Centro de Estudos Superiores da Companhia de Jesus, com a tese “O individualismo cultural e a vivência da fé cristã”. Atualmente é presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação e a Cultura, da CNBB, e reitor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.
Dom Antônio Augusto Dias Duarte
Bispo Auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro, dom Antônio Augusto, 64 anos, é natural de Santo André (SP). Estudou Filosofia e Teologia na “Stadium Generale” da Prelazia do Opus Dei. Fez Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (SP), especialização em Pediatria. Cursou doutorado em Teologia Moral, na Universidade de Navarra (Espanha).
Contatos da Assessoria de Imprensa da CNBB
•    Pe. Rafael Vieira, Assessor de Imprensa - (12) 3104-2582 / (61) 8119-3762 ( imprensa@cnbb.org.br )
•    Rodrigo Eneas, Jornalista - (12) 3104-2582 ( imprensa2@cnbb.org.br )
•    Thaís Sprovieri, Jornalista - (12) 3104-2582 ( imprensa4@cnbb.org.br )

Missa de abertura da 50a AG da CNBB

A celebração da Eucaristia, realizada na manhã desta quarta-feira, 18 de abril, no Santuário Nacional de Aparecida (SP) marca o início da 50a. Assembleia  Geral dos Bispos do Brasil. Presidida pelo Cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, a celebração conta com a participação dos 335 bispos que participam do encontro jubilar da Conferência.
O evangelho proclamado pelo Pe. Ernane Pinheiro, durante a celebração litúrgica de abertura da 50a. Assembleia da CNBB, trata do motivo da paixão, morte e ressurreição de Cristo: o amor infinito de Deus, ilustrado no episódio do encontro de Jesus com Nicodemos. O Cardeal Raymundo Damasceno, arcebispo de Aparecida (SP), pediu que todos dirijam as preces a Deus para que o Espírito conduza a assembleia geral dos bispos. Saudou o aniversário de 85 anos do Papa Bento XVI e lembrou também da celebração do 7o. Ano do seu pontificado que será celebrado no dia 24 de abril.
Dom Damasceno realçou as comemorações especiais lembrados nesse evento: 60 anos da CNBB, no próximo dia 14 de outubro; jubileu do início dos trabalhos do Concílio Vaticano II; 20 anos da promulgação do catecismo da Igreja Católica. O Cradeal lembrou ainda o “Ano da Fé”e o Sínodo dos Bispos que terão início no próximo mês de outubro.
O Tempo Litúrgico da Páscoa é o pano de fundo da realização da 50a. Assembleia, lembrou o arcebispo, e o tema geral “A Palavra de Deus na vida e missão da Igreja” vai nortear os trabalhos e a reflexão. “É pela fé que se participa da vida de Jesus”, disse dom Damasceno.,“e é o amor de Deus deve fortalecer o compromisso de todos com a objetivo de evangelizar, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção prefe-rencial pelos pobres, para que todos tenham vida (cf. Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo.”, concluiu.

Confira as cidades que acolheram as reuniões dos bispos

A primeira assembleia geral da CNBB foi realizada em 1953, na cidade de Belém (PA). Daquele encontro até chegar à 50a. assembleia em Aparecida (SP), que tem início nesta quarta-feira, dia 18 de abril, os bispos fizeram suas reuniões quase 40 vezes em Itaici (SP) e em outras cidades incluindo Roma e 6 capitais capitais brasileiras.

A lista completa dos lugares onde foram realizadas as assembleias gerais:

1a. AG:  Belém (PA) - 1953

2a. AG: Aparecida (SP) - 1954

3a. AG: Serra Negra (SP) - 1958

4a. AG: Goiânia (GO) - 1959

5a AG: Rio de Janeiro (RJ) - 1962

6a. AG: Roma (Itália) - 1964

7a. AG:  Roma (Itália) - 1965

8a. AG: Aparecida (SP) - 1967

9a. AG: Rio de Janeiro (RJ) - 1968

10a. AG:  São Paulo (SP) - 1969

11a. AG: Brasília (DF) - 1970

12a. AG:  Belo Horizonte (MG) - 1971

13a. AG: São Paulo (SP) - 1973

14a. AG: Itaici (SP) - 1974

15a - 37a. AG: Itaici (SP) - 1977 a 1999

38a. AG:  Porto Seguro (BA) - 2000

39a - 47a. AG: Itaici (SP) - 2001 a 2009

48a. AG:  Brasília (DF) - 2010

49a. AG:  Aparecida (SP) - 2011

50a. AG:  Aparecida (SP) - 2012

Colegialidade e cooperação pastoral formam linha-mestra das assembleias, diz secretário geral da CNBB

Dom Leonardo Steiner, bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, considerou a importância do jubileu de 50 assembleias já realizadas pelo episcopado lembrando que "a colegialidade fraterna entre os sucessores dos apóstolos e a cooperação nas responsabilidades pastorais formam a linha-mestra das assembleias".
Questionado sobre as discussões em plenário na assembleia dos bispos, dom Leonardo respondeu: "Os bispos chegam para cada um desses encontros trazendo no coração a vida concreta do seu povo. Assim, estão sempre presentes, nas reflexões, as tristezas e alegrias vividas neste País. As infidelidades no exercício da política para o bem comum, a desigualdade social e econômica, as agressões à integridade da vida, as interrogações de natureza moral em relação aos fenômenos da modernidade e tantos outros aspectos da vida do povo têm seu lugar garantido na meditação e no compromisso dos bispos".

O jornal também quis saber do secretário se a 50a. assembleia geral vai dar espaço para a Jornada Mundial da Juventude. Dom Leonardo disse: "a JMJ é uma tarefa que o Santo Padre confiou à Igreja no Brasil. Cabe à Igreja, portanto, acolher e celebrar a vida em Cristo na companhia do Santo Padre e dos jovens representantes de várias partes do mundo. A Arquidiocese do Rio de Janeiro e a CNBB estão envidando  todos os  esforços para que a JMJ seja um grande momento de evangelização". "A CNBB, por meio da Comissão Especial para a jornada", continuou dom Leonardo, "tem animado esse tempo de preparação e teremos, no último dia da assembeia, um tempo de partilha sobre o caminho que nos conduzirá ao encontro do Rio no final de julho de 2013".

A respeito da celebração do jubileu de 50 anos do início dos trabalhos do Concílio Vaticano II, dom Leonardo afirmou: : "há tempos nos preparamos para o jubileu do Concílio. A CNBB designou uma comissão especial para a elaboração do programa de celebrações. Esse grupo tem informado o episcopado sobre providências já tomadas e outras que deverão ser realizadas até 2015. Na assembleia deste ano, essa comissão vai atualizar esse quadro de propostas e, concretamente, no dia 23, realizaremos uma sessão solene para homenagear o início dos trabalhos conciliares".

Começa encontro jubilar dos bispos

Ultimados os preparativos, tem início, nesta quarta, 18 de abril, a 50ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB, em Aparecida (SP). O tema central da reunião será "A Palavra de Deus na vida e missão da Igreja".  Quase 350 bispos estão presentes no encontro que se realiza nas dependências do Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida.
A Assembleia terá dois momentos de solenidade. O primeiro, na quinta-feira, na sessão das 18 horas, será feita uma homenagem ao jubileu de 50 assembleias gerais realizadas pelo episcopado brasileiro. Um marco que realça a importância que cada um desses encontros teve para fortalecimento da colegialidade episcopal e da animação da ação evangelizadora da Igreja no Brasil. O segundo será realizado na última sessão da próxima segunda-feira, 23 de abril, também é às 18 horas, e será dedicada ao jubileu de 50 anos do início dos trabalhos do Concílio Vaticano II.
Além do tema central, os bispos vão trabalhar sobre uma extensa pauta de outros assuntos. Entre eles, terá destaque a exposição das Comissões para a Amazônia e da Ação Missionária. Serão apresentados relatórios internos e haverá um trabalho dos bispos nos grupos dos Regionais da CNBB. A preparação para 5ª Semana Social Brasileira também está na pauta das discussões.
assembleia50cnbbOutros assuntos também presentes: Fundo da Solidariedade, eleições para delegados do Sínodo dos Bispos, 20 anos do Catecismo da Igreja Católica.
No penúltimo dia, os bispos serão informados sobre um evento que mobiliza o Brasil e o contará com a presença do papa Bento XVI: a Jornada Mundial da Juventude que será realizada no final de julho de 2013. Uma comissão especialmente convocada pela Conferência e a arquidiocese do Rio de Janeiro onde será realizada a JMJ farão um relatório do caminho percorrido na preparação.
Dados do episcopado
No Brasil hoje há 458 bispos, sendo que 298 deles são bispos na ativa, 160 eméritos. Temos ainda 10 cardeais (8 eméritos); 75 arcebispos (31 eméritos) e 373 bispos (121 eméritos).
Presentes nesta 50ª Assembleia Geral estão 335 bispos sendo 29 deles eméritos.

Nota oficial sobre o julgamento da titulação das terras quilombolas

“A garantia da propriedade das terras secularmente ocupadas por eles é dever constitucional e compromisso ético-moral”. Desta forma, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil se manifestou por meio de nota nesta terça-feira, 17/04, a respeito do julgamento que será realizado pelo Supremo Tribunal Federal quanto à titulação de terras quilombolas pela União.

A Conferência recorda no documento que os artigos 215 e 216 da Constituição Federal asseguram aos quilombolas o direito à preservação da própria cultura e do seu patrimônio imaterial.

Confira, a seguir, a íntegra da declaração:

Nota Sobre as Comunidades Quilombolas

Diante do iminente julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da Ação Direta de Inconstitucionalidade, que questiona a titulação de terras quilombolas pela União, como determina o Decreto 4887/2003, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil vem ratificar seu apoio à manutenção do referido Decreto, assegurando o atual processo de reconhecimento, demarcação e titulação das terras quilombolas.

O Brasil tem uma dívida histórica para com a população afro-brasileira, da qual muitos são remanescentes de quilombos. A garantia da propriedade das terras secularmente ocupadas por eles é dever constitucional e compromisso ético-moral.  Os Quilombos são de vital importância na estruturação da cultura brasileira. São espaço do cultivo da terra para a sobrevivência e também da continuidade de um modo de vida original, rico e diverso, reconhecido mundialmente.

Os artigos 215 e 216 da Constituição Federal asseguram aos quilombolas o direito à preservação da própria cultura e do seu patrimônio imaterial. A garantia constitucional do reconhecimento de seus territórios é, portanto, fundamental para a manutenção desta trajetória de resistência.  Acrescente-se, ainda, que o disposto no artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias determina que cabe ao Estado garantir a propriedade dos ocupantes das terras remanescentes dos quilombos.

A CNBB, fundada na norma constitucional, insiste no respeito a estes dispositivos legais que garantem a tradição quilombola ligada à posse e a propriedade da terra. Os territórios quilombolas sustentam a memória cultural, a identidade étnica e são o principio de uma existência cidadã.

Na fidelidade à opção evangélica e preferencial pelos pobres, a CNBB coloca-se, mais uma vez, ao lado das comunidades Quilombolas para as quais pede especial proteção e bênção de Nossa Senhora Aparecida, padroeira e mãe de todos os brasileiros.


Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Papa aos bispos da Baviera na Missa pelo seu aniversário: "agradeço a todos que me acompanharam para que eu não perdesse a luz"

O Papa Bento XVI foi homenageado, na manhã desta segunda-feira, no Vaticano, com uma Missa pelo seu aniversário, com a presença de uma delegação da Baviera, sua terra natal. Às 11 horas, o Papa recebeu os bispos da região, logo após o Ministro Presidente Horst Seehofer, e, ao meio-dia, na Sala Clementina, recebeu toda a delegação em audiência.

No início da Missa, o Decano do Colégio Cardinalício, Cardeal Angelo Sodano, dirigiu palavras ao aniversariante e aos presentes, agradecendo aos bispos da Baviera por sua proximidade, e ressaltando que Bento XVI é um dom que a Igreja na Alemanha ofereceu a toda a Igreja.

A Missa foi celebrada na Capela Paolina, durante a qual, em sua homilia, o Santo Padre falou sobre a liturgia do dia do seu aniversário e batizado. Mencionou então a memória da Santa Bernardette Soubirou, do Santo Benoît Joseph Labre e ainda o fato de que “esse dia está sempre imerso no mistério pascal, no mistério da Cruz e da Ressurreição”. “Em especial do ano do meu nascimento – ressaltou o Papa -, porque era Sábado Santo, o dia do silêncio de Deus, da aparente ausência, da morte de Deus e, contudo, o dia no qual se anuncia a Ressurreição”.

O Papa falou longamente sobre os dois Santos e sobre o mistério pascal. Por fim, agradeceu a Deus e a todos os que o fizeram perceber a presença do Senhor, “que me acompanharam para que eu não perdesse a luz”, disse o Pontífice.

Concluiu dizendo: “Encontro-me diante da última etapa do percurso da minha vida, e não sei o que me espera. Sei, porém, que a luz de Deus existe e que Ele ressuscitou, que a Sua luz é mais forte que cada obscuridade, que a bondade de Deus é mais forte que cada mal no mundo”. “E isso me ajuda a proceder com segurança”, reforçou Bento XVI, que acrescentou: “Isso nos ajuda a andar adiante, e, nessa hora, agradeço de coração a todos aqueles que continuamente me fazem perceber o ‘sim’ de Deus por meio da fé”.a

Assessores de Imprensa das dioceses de todo país participarão das coletivas da 50ª AG

A 50ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil (AG), que se realiza em Aparecida/SP de 18 a 26 de abril, vai contar com a colaboração de assessores de imprensa das dioceses, organismos e regionais da CNBB em todo o país.

Além dos jornalistas credenciados para a cobertura no local do evento, a Assessoria de Imprensa da CNBB abre a oportunidade para a participação nas entrevistas coletivas, concedidas diariamente pelos bispos na AG.

A partir da lista dos participantes do V Encontro de Jornalistas da CNBB, realizado no mês de março em Brasília, foi feito o convite para a formação de uma Rede de Colaboradores. A colaboração na 50ª AG será a primeira iniciativa que envolvera todo o grupo.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

4º Seminário Regional da Comissão para o Laicato


Acontece na Casa de Retiros das irmãs Sacramentinas, em Belo Horizonte (MG), entre os dias 13 e 15 de abril, evento promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato do Regional Leste 2 da CNBB (Espírito Santo e Minas Gerais). Trata-se do 4º Seminário Regional da Comissão para o Laicato com representantes e lideranças dos setores que compõem a Comissão Laicato: Setor Juventude, Conselho Regional de Leigos e Comunidades Eclesiais de Base.

O 4º Seminário com o tema “Leigos e Leigas a partir do Vaticano II, Aparecida e Diretrizes Gerais - Um olhar sobre a Comissão do Laicato” tem por objetivos dar continuidade à construção da identidade da Comissão para o Laicato no Regional Leste 2 à luz do Concílio Vaticano II, da 5ª Conferência do Episcopado Latino Americano e Caribenho e das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2011-2015.

Para assessorar o tema do Seminário, os participantes terão a presença do bispo emérito de Santa Cruz do Sul (RS), dom Aloísio Sinésio Bohn.

"Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso", afirma


A Conferência Nacional dos bispos do Brasil, logo após a conclusão do julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54, emitiu nota oficial lamentando a decisão. No texto, os bispos afirmam que "Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso".

Leia a integra da Nota:

Nota da CNBB sobre o aborto de Feto “Anencefálico”

Referente ao julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB lamenta profundamente a decisão do Supremo Tribunal Federal que descriminalizou o aborto de feto com anencefalia ao julgar favorável a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 54. Com esta decisão, a Suprema Corte parece não ter levado em conta a prerrogativa do Congresso Nacional cuja responsabilidade última é legislar.

Os princípios da “inviolabilidade do direito à vida”, da “dignidade da pessoa humana” e da promoção do bem de todos, sem qualquer forma de discriminação (cf. art. 5°, caput; 1°, III e 3°, IV, Constituição Federal), referem-se tanto à mulher quanto aos fetos anencefálicos. Quando a vida não é respeitada, todos os outros direitos são menosprezados, e rompem-se as relações mais profundas.

Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso. A ética que proíbe a eliminação de um ser humano inocente, não aceita exceções. Os fetos anencefálicos, como todos os seres inocentes e frágeis, não podem ser descartados e nem ter seus direitos fundamentais vilipendiados!

A gestação de uma criança com anencefalia é um drama para a família, especialmente para a mãe. Considerar que o aborto é a melhor opção para a mulher, além de negar o direito inviolável do nascituro, ignora as consequências psicológicas negativas para a mãe. Estado e a sociedade devem oferecer à gestante amparo e proteção

Ao defender o direito à vida dos anencefálicos, a Igreja se fundamenta numa visão antropológica do ser humano, baseando-se em argumentos teológicos éticos, científicos e jurídicos. Exclui-se, portanto, qualquer argumentação que afirme tratar-se de ingerência da religião no Estado laico. A participação efetiva na defesa e na promoção da dignidade e liberdade humanas deve ser legitimamente assegurada também à Igreja.

A Páscoa de Jesus que comemora a vitória da vida sobre a morte, nos inspira a reafirmar com convicção que a vida humana é sagrada e sua dignidade inviolável.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, nos ajude em nossa missão de fazer ecoar a Palavra de Deus: “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19).

Cardeal Raymundo Damasceno Assis

Arcebispo de Aparecida

Presidente da CNBB

Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário Geral da CNBB

Os preparativos para a Semana Missionária


Tem muita gente pensando e trabalhando para que a Semana Missionária - dias que antecedem a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em 2013 - desperte no coração da juventude e de toda a Igreja no Brasil a realidade que inspirou o Documento de Aparecida: somos “Discípulos Missionários”.

Nesta semana, os assessores das Comissões Episcopais Pastorais: da Juventude, Ecumenismo, Ministérios Ordenados, Caridade Justiça e Paz, Educação e Cultura, representantes dos Salesianos, Regnum Christi e das Pontifícias Obras Missionárias, se reuniram para debater e planejar as atividades que serão propostas para as dioceses, em todo o país, vivenciarem com os jovens brasileiros e peregrinos estrangeiros, nesta Semana Missionária.

A finalidade desta programação é revelar a identidade eclesial da juventude, redescobrir seu valor e sua força evangelizadora, tão essencial para a Vida e Missão da Igreja, os frutos que se esperam são concretos e duradouros dentro desta dimensão. O foco da programação é atingir a todos: brasileiros e estrangeiros, para que se envolvam em atividades missionárias, culturais, ação social, tudo à Luz do tema da JMJ Rio 2013 “Ide e fazei discípulos todos os povos”.

A corrida é contra o tempo para finalizar a programação, a fim de que este material chegue às Dioceses do Brasil e seja uma base, uma direção para tudo que será realizado nestes dias da Semana Missionária, obviamente dentro da realidade de casa Igreja particular.

Que o clima da Jornada Mundial da Juventude invada o coração de todos nós, não apenas da juventude, a fim de que desde o dia 17 de julho, quando começa a Semana Missionária até o dia 28 de julho no encerramento da JMJ Rio 2013 tenhamos um país verdadeiramente Discípulo Missionário de Cristo Jesus.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

CNBB realiza missa para parlamentares


Na manhã desta quinta-feira, 12, foi realizada na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) a Missa com os Parlamentares. A celebração é uma tradição realizada na terceira semana de cada mês, especificamente, as quintas-feiras. No entanto, devido a 50ª Assembleia Geral dos Bispos, que ocorrerá entre os dias 17 e 26 de abril, em Aparecida (SP), a missa foi, excepcionalmente, antecipada para a segunda semana neste mês de abril.

A celebração eucarística, presidida pelo subsecretário de pastoral da CNBB, padre Francisco Wloch, teve início às 8h, na Capela Nossa Senhora Aparecida, e foi organizada pela Assessoria Política da CNBB e a Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP). Voltada para deputados, senadores, assessores parlamentares e familiares, a ocasião contou com a presença de lideranças de diversos partidos.

Após a missa, os participantes foram convidados para um café, para estreitar laços de fraternidade e amizade.

Comissão Bíblico-catequética investe na formação através de seu blog


O mundo da comunicação consegue globalizar e aproximar, unificar e encurtar distâncias. No seio da mídia moderna encontramos um espaço enorme de possibilidades “de linguagens e símbolos, métodos dinâmicos para a comunicação de todo tipo de mensagem” (DNC 168). A Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética da CNBB tem consciência de que não pode prescindir dos recursos tecnológicos para a sua evangelização, para o anúncio da mensagem de Jesus. Segundo o integrante da Comissão, dom Paulo Mendes Peixoto “não podemos deixar de marcar presença junto aos meios de comunicação, especialmente os mais massivos e mais utilizados pelo povo para expressar a fé em linguagem capaz de realmente comunicar”.

Pensando nas palavras de dom Paulo, foi criado em setembro de 2010 o blog Catequese e Bíblia, que tem como objetivo divulgar as ações e os trabalhos da Comissão, dos Regionais e dos catequistas pelo Brasil e pelo mundo, com notícias, artigos de formação, reflexões, depoimentos, material e partilha. Com o intuito de incrementar o blog, nasceu no último dia 1º de abril, a primeira equipe do blogger Catequese e Bíblia, que tem como coordenadores o presidente da Comissão Bíblico-catequética, dom Jacinto Bergmann; o arcebispo de Uberaba (MG), dom Paulo Mendes Peixoto; e os assessores da Comissão, Maria Cecília Rover e padre Décio Walker.

O blog é administrado por Joseilton Luz, leigo e que trabalha na Comunicação Social do Exército Brasileiro e faz parte da Comissão Arquidiocesana de Catequese de Maceió (AL).

Escritores do Blog

Banner_blog_catequese_e_bibliaO blog terá vários especialistas em diversos assuntos ligados a Bíblia e a Catequese. Com o tema “A Fé no Evangelho de Marcos”, o escritor será dom José Antônio Peruzzo, bispo de Palmas/Francisco Beltrão (PR). Professor de Sagrada Escritura e membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética.

Sobre “Reflexão da Homilia Dominical”, será dom Paulo Mendes Peixoto. “A Animação Bíblico-Catequética nos Novos Tempos” será Imaculada Cintra, de Franca (SP), leiga e que estará representando os catequistas blogueiros. “Encontros que despertam a Fé”, terá como articulista a irmã Maria Aparecida Barboza, da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria e doutoranda em Sagrada Escritura.

O tema do “Concilio Vaticano II e Catequese” ficará a cargo do irmão Israel José Nery, membro do Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs (Fundado por São João Batista de La Salle). “Planejamento Bíblico-Catequético” será debatido por Luiz Carlos Ramos da Silva. Já a assessora da CNBB, Marica Cecília Rover ficará com a temática “Leitura Orante da Bíblia”. Outro assessor da CNBB, da Comissão para a Doutrina da Fé, padre Antônio Luiz Catelan abordará as questões referente ao “Comentário às catequeses do Papa”. Com o tema “Animação Bíblico-Catequética e as Novas Mídias”, o padre Clóvis Andrade de Melo, assessor de Comunicação da Rede de Informática da Igreja no Brasil (RIIBRA), também estará presente com textos no blog da Comissão Bíblico-catequética.

O outro assessor da Comissão Bíblico-catequética, padre Décio Walker destacará assuntos ligados a “Espiritualidade do Catequista”.

O tema “Psicopedagogia Catequética” ficará com os padres Eduardo Calandro e Jordélio Siles Ledo, e “Formação de Catequistas” com o padre Jânison de Sá Santos, que foi assessor da Comissão para Animação Bíblico-Catequética no quadriênio de 2004 a 2007. “Iniciação à Vida Cristã” será com o padre Luís Gonzaga Bolinelli.

“Compreendendo Melhor a Fé à luz do Catecismo”, está a cargo do padre Luiz Alves de Lima, professor universitário há 35 anos. “Homilia Dominical” com o padre Roberto Nentwig, mestre em Teologia; “Experiências de Iniciação à Vida Cristã dos Regionais”, com Regina Mantovani, coordenadora do Regional Sul 2 e “Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso”, com Therezinha Cruz.

Para acessar o blog clique aqui.

Secretário geral da CNBB recebe presidente da CSSF da Câmara dos Deputados

O secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner, recebeu em audiência, no final da tarde desta quarta-feira, 11/04, o presidente da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, Luiz Henrique Mandetta (DEM/MS).

O deputado conversou com dom Leonardo sobre o projeto de lei de iniciativa popular, que está sendo proposto pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), os Conselhos Federal e Regionais de Medicina e a Associação Médica Brasileira (AMB).

O projeto visa garantir o valor de 10% da receita anual da União para investimentos na área da saúde. Para que a proposta de lei seja votada no Congresso Nacional, seria necessária a coleta de assinaturas em todo o país, semelhante ao que ocorreu com a lei da Ficha Limpa.

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo faz parceria para implantar curso em Portugal


Um curso voltado à família, ao Direito e à Igreja será lançado em Lisboa, Portugal, no dia 17 deste mês, resultado da parceria entre a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a Universidade de Lisboa, a Pontifícia Universidade Gregoriana e a Universidade Maria Santíssima Assunta (as duas últimas de Roma). O curso será ministrado em Lisboa e transmitido para Brasil e Roma por videoconferência, tendo a participação de quatro professores de cada uma das universidades, que falarão sobre “Dignidade do ser humano”, “Direito e família”, “Direito e Igreja” e “Sociedade e família”, tendo como princípio o Magistério da Igreja. O curso é resultado, sobretudo, do esforço dos diretores das faculdades de Direito da PUC-SP, e de Lisboa, professores Marco Antônio Marques da Silva e Eduardo Vera-Cruz Pinto, respectivamente.

De acordo com o , chefe de gabinete da Reitoria da PUC-SP, o curso disponibilizará 15 vagas para cada uma das quatro universidades, totalizando 60 vagas. Ele adiantou também que as aulas deverão começar ainda este ano, possivelmente no segundo semestre. “Destacamos a importância do curso, porque a PUC-SP participará de igual para igual com as demais universidades, o que nos dá um salto de reconhecimento no cenário mundial entre as pontifícias universidades; vamos fazer o resgate de nossa própria imagem junto ao Vaticano, confirmando que temos razão de ser e estamos justificando nosso título e nossa bênção papal”, completou.

O lançamento do curso acontece num momento especial em que a Exortação Apostólica Familiaris Consortio completa 30 anos. Pensando nisso e para aproveitar a ocasião, a Universidade de Lisboa e a PUC-SP – por meio de seu Núcleo de Fé e Cultura – se juntaram à Confederação Nacional das Associações de Família de Portugal (CNAF) e à Comunidade de Juristas de Língua Portuguesa para prover uma série de palestras sobre a Familiaris Consortio.

A abertura do encontro será feita pelos cardeais dom Ennio Antonelli, presidente do Pontifício Conselho para a Família; dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo e grão-chanceler da PUC-SP; por dom José da Cruz Policarpo, arcebispo de Lisboa; e pelo núncio apostólico de Lisboa, dom Rino Passigato.

A mesa será composta também pelos reitores da Universidade de Lisboa, professor Sampaio da Nóvoa; da PUC-SP, professor Dirceu de Mello; pela consultora do Pontifício Conselho para a Família e presidente do CNAF, Maria Teresa Costa Macedo; pelo representante do Ministério da Justiça, Fernando Santo; e pelo diretor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, professor Eduardo Vera-Cruz Pinto. Entre as palestras, destaque para “A família no século 21”, que terá fala do cardeal Scherer, e “A família portuguesa e o seu Direito”, proferida pelo professor Langróiva. O professor Marco Antonio Marques da Silva será o moderador do debate sobre “A família e a Lei”.