“São 50 Assembleias ao longo dos 60 anos
da CNBB. Todas tiveram muita importância tanto para a Igreja quanto
para a sociedade”, afirmou dom Geraldo, que foi de 2007 a 2010,
presidente da Conferência dos Bispos do Brasil.
O
arcebispo completou afirmando que a CNBB tem se posicionado com clareza
e prontidão diante das várias questões apresentadas pela sociedade
atual.
Dom Geraldo ressaltou que, durante a
Ditadura Militar brasileira, muitas vozes da sociedade eram silenciadas e
uma das poucas a se pronunciar era a Igreja Católica.
Dom Geraldo explicou ainda aos jornalistas que nos primeiros anos da CNBB as Assembleias não eram realizadas anualmente.
“Nos anos 60, por ocasião do Concílio Ecumênico Vaticano II não se realizaram Assembleias, com exceção de uma Assembleia eletiva. Cada sessão do Concílio durava cerca de quatro meses e ocupada a atenção dos bispos”, acrescentou.
“Nos anos 60, por ocasião do Concílio Ecumênico Vaticano II não se realizaram Assembleias, com exceção de uma Assembleia eletiva. Cada sessão do Concílio durava cerca de quatro meses e ocupada a atenção dos bispos”, acrescentou.
O ex-presidente da CNBB mencionou que
celebrar a 50ª Assembleia é motivo de júbilo. “Hoje comemoramos e
conseguimos perceber os marcos do quanto estes encontros representaram
para nós, pastores da Igreja, e para todo o povo de Deus”, completou.
Missão Continental
“A Igreja se coloca em estado
permanente de missão”, afirmou dom Geraldo ao ser questionado sobre os
trabalhos da Igreja diante dos desafios de evangelização no Brasil e na
América Latina.
Dom Geraldo citou a 5ª Conferência da
América Latina e Caribe, realizada em Aparecida, em 2007, que em sua
conclusão demonstrou que todos precisam ser discípulos e missionários
de Jesus e que esta proposta precisa sempre prosseguir como grande
Missão Continental.
“A Missão Continental é um estado de espírito que deve perpassar a todas as dimensões da Igreja”, concluiu.
Missal Romano
Dom
Geraldo Lyrio Rocha comentou os trabalhos da Comissão Episcopal para a
Tradução dos Textos Litúrgicos (Cetel) na revisão do Missal Romano.
“A revisão tem que ser fiel a tradução
do latim. Este é um trabalho demorado pela sua exigência na fidelidade
dos textos e riqueza em detalhes”, acrescentou.
Dom Geraldo destacou que é importante
reconhecer a necessidade da formação litúrgica mais intensa e mais
profunda para favorecer uma participação mais ativa, mais consciente e
proveitosa como ensinou o Concílio Vaticano II.
A Comissão Episcopal Pastoral para a
Liturgia é responsável por fazer a revisão dos textos litúrgicos. Seu
presidente, dom Armando Bucciol, comentou as palavras de dom Geraldo.
Segundo dom Bucciol, a revisão da tradução do Missal Romano ainda deve
durar alguns anos e é realizada com o auxilio de especialistas.
“Trata-se de uma revisão e adaptação da
linguagem que evolui através dos anos e devemos acompanhar essas
modificações. A Igreja reza como crê. A oração da Igreja reflete a sua
fé, por isso é importante rever e avaliar bem a revisão da tradução do
Missal Romano”, completou.

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