sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Papa Bento XVI lembra o sentido religioso do Natal


O papa Bento XVI lamentou , na audiência geral desta quarta-feira, 21 dedezembro, a perda do "valor religioso" da celebração do Natal, convidando os cristãos a viverem esta festa de forma "autenticamente cristã". "Na sociedade atual, onde infelizmente as festas que se avizinham estão a perder progressivamente o seu valor religioso, é importante que os sinais exteriores destes dias não nos afastem do significado genuíno do mistério que celebramos", disse o Papa.

Diante de milhares de peregrinos reunidos na sala Paulo VI, Bento XVI pediu orações "por aqueles que passam por duras provas". "Que nestes dias santos, a caridade cristã se mostre singularmente ativa para com os mais necessitados. Para os pobres não pode haver adiamentos", assinalou. O Papa destacou que no Natal não se celebra "o simples aniversário do nascimento de Jesus", mas "um profundo mistério que continua a marcar a história humana, hoje".

"A celebração do Natal recorda-nos que, naquele Menino nascido em Belém, Deus se aproximou de todos e cada um dos homens; nós podemos encontrá-lo agora, num 'hoje' sem ocaso", declarou, em português. "De fato, na liturgia, aquele acontecimento ultrapassa os confins do tempo e do espaço e torna-se presente hoje, o seu efeito perdura no decorrer dos dias, dos anos, dos séculos", acrescentou.

O Natal, destacou Bento XVI, "celebra a entrada de Deus na história, fazendo-se homem" e aponta "para lá de si mesmo, para a redenção" da humanidade "na cruz e na glória da ressurreição". "É verdade que a redenção do homem se deu num período concreto da história, ou seja, na vida de Jesus de Nazaré, mas Jesus é o Filho eterno de Deus; o Eterno entrou no tempo e no espaço, para tornar possível o encontro com Ele 'hoje'", observou. Aludindo à "ternura e amor de Deus" que se celebra neste período, o Papa citou uma expressão da liturgia católica, na qual se afirma 'hoje nasceu o nosso Salvador'. "Este termo «hoje» não é uma palavra vazia, mas significa que Deus nos dá a possibilidade de o reconhecer e acolher agora - como fizeram outrora os pastores em Belém -, para que nasça também na nossa vida e a renove, ilumine e transforme com a graça da sua presença", indicou.

Na saudação aos peregrinos de língua portuguesa, Bento XVI desejou, de novo, "um Natal verdadeiramente cristão". "Que os votos de «Boas Festas», que ides trocar uns com os outros, sejam expressão da alegria que sentis por saber que Deus está no meio de nós e deseja percorrer conosco o caminho da vida. Para todos, um santo Natal e um bom Ano Novo, repleto das bênçãos do Deus Menino", concluiu.

Paróquia em Juazeiro incentiva a produção de enfeites natalinos recicláveis


A paróquia São Cosme e São Damião (Cosminho) da diocese de Juazeiro (BA) se prepara para celebrar o Natal incentivando a reciclagem. A iniciativa faz parte das ações do Grupo de Apoio Social e Humanitário de Juazeiro, que funciona na paróquia, e visa ensinar a população a aproveitar as garrafas de Politereftalato de etileno (garrafas Pet) para fazer enfeites natalinos.

"Precisamos nos preparar para o nascimento de Jesus no Natal, mas também devemos cuidar do meio ambiente, como ensinou a Campanha da Fraternidade deste ano", disse padre José Filipe, pároco e coordenador da iniciativa. Segundo o religioso, aprendendo a fabricar os enfeites natalinos, além de proteger o meio ambiente, as pessoas podem economizar dinheiro ou até mesmo aumentar a renda familiar vendendo os produtos.

"Com as garrafas Pet, nós produzimos árvores de Natal, guirlandas, outros enfeites e até mesmo um presépio", informou padre José Filipe. Os produtos natalinos recicláveis estarão expostos na paróquia do Cosminho até o fim do tempo litúrgico do Natal, e os interessados podem aprender a fazer os enfeites.

Mais informações estão disponíveis no e-mail paroquiacosminho@gmail.com .

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Papa faz balanço dos eventos de 2011


O Papa Bento XVI recebeu na manhã desta quinta-feira, na Sala Clementina, os Cardeais e membros da Cúria Romana para as felicitações de Natal. Fazendo um balanço dos principais eventos que marcaram a vida da Igreja neste ano de 2011, Bento XVI escolheu uma única temática que, segundo ele, expressa o verdadeiro desafio que a Igreja é chamada a enfrentar hoje e também no futuro: a evangelização. Como anunciar hoje o Evangelho? Como pode a fé, enquanto força viva e vital, tornar-se realidade hoje?

Os fiéis, e não só eles, notam que as pessoas que frequentam regularmente a Igreja se tornam sempre mais idosas e o seu número diminui continuamente; há uma estagnação nas vocações ao sacerdócio; crescem o ceticismo e a descrença. Como, então, reverter essa tendência?

Para o Pontífice, o cerne da crise da Igreja na Europa é a crise da fé. Se não encontrarmos uma resposta para esta crise, ou seja, se a fé não ganhar de novo vitalidade, tornando-se uma convicção profunda e uma força real graças ao encontro com Jesus Cristo, permanecerão ineficazes todas as tentativas para reanimá-la.

Neste sentido, afirmou o Papa, o encontro com a jubilosa paixão pela fé na África foi um grande encorajamento. "Lá não se sentia qualquer indício desta lassidão da fé, tão difusa entre nós, não havia nada deste tédio de ser cristão que se constata sempre no meio de nós. Apesar de todos os problemas, de todos os sofrimentos e penas que existem, sem dúvida, precisamente na África, sempre se palpava a alegria de ser cristão, de pertencer à Igreja".

Um remédio contra a lassidão do crer, segundo Bento XVI, foi a experiência da Jornada Mundial da Juventude, em Madri, na Espanha, que ele definiu "magnífica". Um remédio que o Papa dividiu em cinco "doses".

Em primeiro lugar, nesses eventos, há uma nova experiência da catolicidade, da universalidade da Igreja. Falamos línguas diferentes e possuímos costumes de vida diversos e formas culturais diversas; e no entanto nos sentimos imediatamente unidos como uma grande família.

Em segundo lugar, a Jornada favorece um novo modo de ser homem, de ser cristão, através do voluntariado. Cerca de 20 mil jovens fizeram o bem simplesmente porque é bom fazer o bem, é bom servir os outros. "É preciso apenas ousar o salto", afirmou o Papa.

O mesmo comportamento Bento também encontrou na África, por exemplo nas Irmãs de Madre Teresa que se prodigalizam pelas crianças abandonadas, doentes, pobres e atribuladas, sem se importarem consigo mesmas, tornando-se, precisamente assim, interiormente ricas e livres. Este é o comportamento propriamente cristão.

O terceiro elemento que faz parte das Jornadas Mundiais da Juventude é a adoração. Em Cristo ressuscitado, está presente Deus feito homem, que sofreu por nós porque nos ama. "Entramos nesta certeza do amor corpóreo de Deus por nós, e fazemo-lo amando com Ele. Isto é adoração. E só assim posso celebrar convenientemente a Eucaristia e receber devidamente o Corpo do Senhor."

Outro elemento importante das Jornadas Mundiais da Juventude é a presença do sacramento da Penitência. Deste modo, reconhecemos que necessitamos continuamente de perdão e que perdão significa responsabilidade.

Por fim, outra característica das Jornadas é a alegria, que brota da certeza de ser amado por Deus. Só a fé me dá esta certeza: É bom que eu exista; é bom existir como pessoa humana, mesmo em tempos difíceis. A fé nos faz felizes a partir de dentro. "Esta é uma das maravilhosas experiências das Jornadas Mundiais da Juventude."

O Papa então se dirigiu aos seus colaboradores da Cúria: "Queria agradecer do íntimo do coração a todos vocês pelo apoio que prestam para levar adiante a missão que o Senhor nos confiou como testemunhas da sua verdade, e desejo a todos vocês a alegria que Deus nos quis dar na encarnação do seu Filho. Um santo Natal!".

Mensagem de Natal do Conselho Nacional dos Presbíteros


O presidente do Conselho Nacional dos Presbíteros (CNP), padre Francisco dos Santos, enviou ontem, 21, uma mensagem de Natal a todos os padres do Brasil. Na carta, o padre Francisco lembra a proximidade do 14º Encontro Nacional de Presbíteros, que será realizado em Aparecida (SP), entre os dias 1 a 7 de fevereiro de 2012, e que convida à reflexão sobre a “A Identidade e a Espiritualidade do Presbítero, no Processo de Mudança de Época”.

Leia abaixo a íntegra da mensagem do CNP:

"Irmãos e amigos Presbíteros,

Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sujeito à Lei, para resgatar os que eram sujeitos à Lei, e todos recebermos a dignidade de filhos” (Gl 4,4-5).

É Natal! Festa da Esperança. Somos chamados, escolhidos, consagrados e enviados para anunciar e testemunhar a Salvação de nosso Deus. Não obstante os pecados que nos ferem, a graça e a misericórdia de Deus são infinitamente abundantes.

Essas palavras levam-nos a outras palavras, as do Cardeal Dom Cláudio Hummes, então Prefeito da Congregação para o Clero, aos Presbíteros do 12º ENP, realizado em 13 a 19 de fevereiro de 2008, em Itaici/SP e a constatar sempre esta mesma realidade:
“Nossos Presbíteros, de modo geral, são homens dignos, bons, homens de Deus, admiráveis, generosos, honestos, incansáveis na doação de todas as suas energias ao seu ministério, à evangelização, em favor do povo, especialmente a serviço dos pobres e dos marginalizados, dos excluídos e dos injustiçados, dos desprezados e sofridos de todo tipo. A imensa maioria são sacerdotes fiéis à sua vocação e missão, fiéis e zelosos no exercício de seu ministério, na entrega total de seu ser ao Senhor e a seu Reino”.
Já às portas do 14º ENP, a ser realizado em Aparecida/SP, nos dias 01 a 07 de fevereiro de 2012, que nos convida a refletir sobre a “A Identidade e a Espiritualidade do Presbítero, no Processo de Mudança de Época”, desejo a todos os presbíteros um santo e abençoado Natal e Ano Novo de esperança, repleto das bênçãos do Menino-Deus.

Acompanhe-nos Maria, a Virgem Santíssima, a Mãe do Redentor enviado por Deus ao encontro de nossa fragilidade e pequenez, para nos apresentar uma proposta de vida, liberdade e salvação definitivas”.

Bento XVI nomeia três novos bispos auxiliares para o Brasil


O papa Bento XVI nomeou como bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), o monsenhor João Justino de Medeiros Silva. E como bispos auxiliares de Vitória (ES): padre Joaquim Waldimir Lopes Dias, atualmente Vigário Geral da Diocese de Jundiaí (SP) e o frei Rubens Sevilha, atualmente Provincial dos Carmelitas Descalços no Sudeste do Brasil.

Em Belo Horizonte (MG), chega monsenhor João Justino de Medeiros Silva. Filho da cidade de Juiz de Fora, ingressou no Seminário em 1984. Graduou-se em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Juiz de Fora e em Pedagogia pelo CES/JF. Foi ordenado presbítero em 13 de dezembro de 1992. Continuou sua formação teológica na Universidade Gregoriana em Roma onde obteve, em 1997, o título de Mestre e, em 2003, de Doutor em Teologia. Na arquidiocese de Juiz de Fora (MG) fez o seguinte itinerário: exerceu o ministério de pároco-solidário na Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Benfica e da paróquia Bom Pastor. Desde 2004 é vigário paroquial da paróquia São Pedro e exerceu três mandatos como vigário da forania Santo Antonio. Foi formador no Centro Vocacional Nossa Senhora da Conceição, professor do Curso de Teologia do CES/ITASA, vice-reitor e reitor do Seminário Arquidiocesano. Em 2010, foi nomeado Vigário Episcopal para a Cultura, Educação e Juventude. Além de membro secretário do Colégio dos Consultores, Monsenhor João Justino trabalhou como assessor da Comissão Episcopal Pastoral da CNBB e desde 2007 é membro do grupo de teólogos peritos da referida Comissão. Foi secretário da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB) do regional Leste II da CNBB. É professor visitante do Seminário Diocesano Nossa Senhora do Rosário de Caratinga (MG).

Em Vitória (ES), chegam os monsenhores Joaquim Waldimir Lopes Dias e Rubens Sevilha. Monsenhor Joaquim nasceu em Cafelândia (SP), estudou em sua cidade e em Bauru (SP) antes de ir para a Faculdade em Jundiaí (SP), aonde cursou administração de empresas. Estudou teologia em São Paulo e foi ordenado no dia 12 de dezembro de 1997, em Jundiai. Co-diretor do Cursilho de Cristandade por um ano e diretor até os dias atuais. Foi vigário das paróquias São Sebastião, em Itupeva (SP) e Nova Jerusalém, em Jundiai. Pároco da paróquia São Francisco de Assis em Campo Limpo Paulista (SP), da paróquia Nossa Senhora da Piedade em Várzea Paulista (SP) e da paróquia São Roque em Jundiai. Foi presbítero a serviço da Diaconia Territorial Santo Antonio em Campo Limpo Paulista e vice-reitor e reitor do Seminário de Filosofia e Teologia Nossa Senhora do Desterro, em Jundiai. Monsenhor Joaquim Waldimir também foi Administrador Diocesano e Vigário geral da diocese de Jundiai.

Monsenhor Rubens Sevilha é membro da Ordem dos Carmelitas Descalços (OCD). Nascido em Taraby (SP), cursou Filosofia na Faculdade Nossa Senhora Medianeira dos Jesuítas em São Paulo e Teologia no Colégio Teológico Internacional do Teresianum em Roma. Foi ordenado em 19 de outubro de 1985 e exerceu as seguintes atividades: Mestre dos postulantes, em Caratinga (MG); Mestre de noviços, em São Roque(SP); Provincial dos Carmelitas Descalços no Sudeste do Brasil em 1996. Assistente Espiritual da Associação Santa Teresa das Monjas Carmelitas Descalças; conselheiro da província e pároco da paróquia Santa Terezinha de Higienópolis, em São Paulo; reitor da Basílica de Santa Teresinha no Rio de Janeiro e, novamente, provincial dos Carmelitas Descalços no Sudeste do Brasil.

Leia a saudação da CNBB:

Saudações aos novos bispos auxiliares de Belo Horizonte e de Vitória

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acolhe, com alegria, a nomeação dos três novos bispos auxiliares anunciados nesta quarta-feira, 21 de dezembro, pela Santa Sé: João Justino de Medeiros para arquidiocese de Belo Horizonte (MG) e Joaquim Wladimir Lopes Dias e Rubens Sevilha para arquidiocese de Vitória (ES).

Aos três novos bispos enviamos os mais cordiais cumprimentos pelo generoso sim à nova missão que a Igreja lhes confia. Na comunhão episcopal, nos colocamos em espírito de oração para pedir pelo êxito da pastoral que realizarão em auxílio aos arcebispos de Belo Horizonte e de Vitória.

Monsenhor João Justino deixa a arquidiocese de Juiz de Fora (MG) depois de realizar um proveitoso itinerário como professor, pároco e formador. Monsenhor Joaquim Wladimir vai para Vitória depois de um caminho de muito entusiasmo e longa prestação de serviços ao povo da diocese de Jundiaí (SP) e Monsenhor Rubens Sevilha leva para o episcopado toda a significativa caminhada religiosa junto aos seus irmãos Carmelitas Descalços no Sudeste do Brasil.

Unimo-nos às comunidades das arquidioceses que recebem os novos bispos para entoar um canto de ação de graças pela chegada de cada um deles e confiamos à Nossa Senhora, o ministério de todos.

Brasília, 21 de dezembro de 2011

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário Geral da CNBB

Santo Padre nomeia novo arcebispo de Natal


Nesta quarta-feira, 21 de dezembro, o papa Bento XVI nomeou arcebispo de Natal (RN), dom Jaime Vieira Rocha, transferindo-o da diocese de Campina Grande (PB), acolhendo o pedido de renúncia apresentado por dom Matias Patrício de Macêdo.

Dom Jaime Vieira que já foi bispo de Caicó (RN) de 1996 a 2005 quando foi transferido para Campina Grande (PB). Ele foi bispo referencial da Comissão Episcopal Regional para Vida e Família; administrador apostólico de Guarabira (PA) e bispo referencial da comissão episcopal regional para os ministério ordenados e a vida consagrada. Dom Jaime também é formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

A CNBB enviou saudação ao novo arcebispo:

Saudação da CNBB ao novo arcebispo de Natal

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acolhe a nomeação de dom Jaime Vieira Rocha com muita satisfação e agradece ao Santo Padre por ter enviado à arquidiocese de Natal um extraordinário pastor. Esta nomeação é uma expressão paternal de carinho de Sua Santidade para honrar o trabalho dedicado e reconhecido do arcebispo emérito dom Matias Patrício de Macêdo e um gesto de profunda estima e consideração ao povo das comunidades da arquidiocese da capital do Rio Grande do Norte.

Dom Jaime tem uma história de vida muito marcada pela Igreja Particular que lhe é confiada. Em Natal, como padre, realizou variadas tarefas e foi reitor do Seminário Maior. Coordenou as CEBs e também serviu junto às pastorais sociais. Em Caicó (RN), onde foi bispo por 10 anos, deixou rastros de grande bondade e solicitude pastoral. E em Campina Grande (PB), desde 2005, Dom Jaime tem sido um lumiar para seu povo. Na última semana, ao dirigir uma mensagem de natal à diocese, ele confirmava o zelo pastoral chamando a todos para uma vivência profunda do Advento: “Enquanto nos preparamos para o Natal, é importante que entremos em nós mesmo e façamos uma renovação sincera da nossa vida, a fim de prepararmos o nosso coração e a nossa existência para a vinda do Nosso Salvador e Redentor, Jesus Cristo”.

Ensejamos os melhores votos de um pastoreio pleno de frutos. Que a verdade contida na expressão paulina assumida em seu lema episcopal “Scio Cui Credeti” (Sei em quem acreditei) continue a iluminar seu caminho e inspirar sua ação evangelizadora no nordeste do Brasil.

Apresentamos nossos cumprimentos, cheios de gratidão, ao arcebispo emérito dom Matias Patrício de Macêdo. Sua caminhada de serviço episcopal iniciada em Cajazeiras (PB), passando pela mesma Campina Grande e se encerrando em Natal foi marcada por grande dedicação à Igreja por meio de constante e abnegada entrega ao povo. Unimos-nos a todas as comunidades que louvam e bendizem a Deus pela seu trabalho e renovamos votos de saúde e serenidade nessa nova fase de vida.

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário Geral da CNBB

Apelo de Natal da Terra Santa


“Tornar-se pessoas que se perdoam, dentro da própria história, na busca de Deus": são os votos do Custódio da Terra Santa, Fr. Pierbattista Pizzaballa, contida na Mensagem de Natal divulgada na segunda-feira, 18 de dezembro, pela Custódia.


"O Natal – escreve o Custódio – é a história de um Deus que veio se esconder num campo em Belém. Natal é também a história de campos e tesouros, de homens que os encontram. Mas, ao possuir o tesouro, é preciso despojar-se de tudo."


Fr. Pizzaballa recorda que quem ama perde tudo, porque amar significa doar, como fez Cristo. E o homem, ao perder tudo, encontra Deus. "Assim, afirma o Custódio, o caminho do perder se transforma no caminho a encontrar. Quem o percorre, encontra Deus, o irmão e a si mesmo." E conclui:


"De fora, pode parecer que não muda nada, que a história, em especial a da Terra Santa, continua a ser a realidade dramática que vivemos: ódio, divisões, medos, desconfiança e preconceito. Mas dentro muda tudo! Muda o olhar sobre a vida porque esta vida não é somente um campo, mas é o campo que esconde o tesouro."

Cardeal Rylko: "Igreja olha com expectativa para a JMJ 2013 no Rio de Janeiro"


"O Rio de Janeiro, com suas belezas naturais, será sem dúvida uma magnífica moldura para o próximo encontro dos jovens com o Sucessor de Pedro". Palavras do Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanisław Ryłko, sobre os preparativos para a JMJ, prevista de 23 a 28 de julho de 2013.


Faltando um ano e meio para o evento, a que ponto estão os preparativos? Foi o que a Rádio Vaticano perguntou ao Cardeal Ryłko:


Card. Ryłko:- A JMJ do Rio de Janeiro inaugurará uma série de importantes eventos internacionais sediados no Brasil nos próximos anos: a Copa do Mundo em 2014 e, depois, as Olimpíadas de 2016. Isso comporta muita responsabilidade, pois a JMJ será o primeiro desses grandes eventos, será uma espécie de abre-alas. Na escolha da data da Jornada, isso foi levado em consideração, e se tomou a decisão de retornar ao ritmo bienal, com o qual os encontros mundiais dos jovens com o Papa iniciaram. O ritmo bienal, portanto, não é uma novidade. Sem dúvida, esta escolha nos impõe um caminho preparatório, seja na organização, seja na pastoral, mais intenso. De fato, o Comitê organizador do Rio está trabalhando a todo vapor.


O Cardeal Rylko comentou também a reunião realizada na semana passada, com a presença do Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta.


Segundo ele, agora se está em busca dos lugares mais aptos para as grandes celebrações com o Papa, para as catequeses e para alojar os jovens. "E aqui se deve destacar a grande disponibilidade das autoridades civis brasileiras de vir ao encontro das necessidades organizacionais ditadas pela JMJ."


Sobre a preparação espiritual dos jovens, o cardeal destacou a peregrinação da Cruz da Jornada, "que está encontrando um extraordinário acolhimento", e citou o exemplo de São Paulo, em que 100 mil jovens se reuniram para receber este símbolo: "Toda a Igreja no Brasil vive com grande alegria e entusiasmo esta belíssima aventura, da qual os jovens são os protagonistas indiscutíveis".


Para o purpurado, o tema escolhido para 2013, "Ide e fazei discípulos todos os povos" se insere no grande projeto da Missão Continental: "Toda a Igreja olha para este encontro no Rio com muita expectativa. Deve-se dizer ainda que o Rio de Janeiro, com suas belezas naturais, será sem dúvida uma magnífica moldura para o próximo encontro dos jovens com o Sucessor de Pedro".

Dom Damasceno: "Igreja defende direitos dos povos amazônicos"


A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou nas últimas semanas um levantamento sobre a violência e a instabilidade em áreas amazônicas. Os crimes de pistolagem na região apresentaram avanço considerável no último ano. A violência é generalizada principalmente nos estados do Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso. As localidades apresentaram maiores índices de crimes praticados por “jagunços”, contratados por grandes proprietários de terra e madeireiros, para ameaçar trabalhadores rurais e ribeirinhos em áreas de conflitos e proteção ambiental. Em 2011, os nove estados da Amazônia acumularam um total de 39.865 vítimas de crimes do tipo.


A Igreja Católica é uma das instituições mais presentes na área, ao lado da defesa dos direitos dos povos nativos. Quem o afirma é o Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil:

“A Igreja Católica atua, está presente. Talvez seja uma das Instituições que está presente na área há mais tempo, sempre na defesa dos povos indígenas, dos seus direitos, da sua dignidade, das suas terras. A Igreja tem combatido realmente a violência que se faz presente também, sobretudo, nesta região do Norte do país, justamente por causa de sua missão. Muitos vão de certo modo, ocupando as terras, muitas vezes sem critérios, ou terras que muitas vezes têm seus proprietários, titulares. Muitas vezes, nesta região, há focos de tensão entre indígenas, grileiros, fazendeiros. É necessário que o Estado esteja atento, marque presença para evitar esta violência, que muitas vezes causa vítimas humanas. Todos nós rejeitamos, reprovamos essa situação e desejamos que tudo isso seja superado com a demarcação das terras dos indígenas e com a justiça funcionando em relação a qualquer outro conflito que possa haver na região”.

O Presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis está satisfeito com a ajuda do Vaticano no que se refere à questão da Amazônia:

“Nós temos recebido um apoio muito grande e também ajudas financeiras do Santo Padre Bento XVI e da Secretaria de Estado. Eles têm nos doado recursos que são usados para o trabalho pastoral evangelizador da Igreja na Amazônia: são ajudas às dioceses, às prelazias deste território imenso, que ocupa praticamente um terço do território nacional, onde a população não é densa. Temos os povos originários, os indígenas, que precisam de uma atenção toda especial. Há também um fluxo imigratório em direção da Amazônia, que por um lado é positivo, mas por outro, causa problemas, sobretudo em relação ao meio ambiente, pois a tendência muitas vezes é a devastação, com a ocupação destas terras para o cultivo ou para o gado. Isto muitas vezes leva ao desmatamento, embora as estatísticas recentes apontem que o desmatamento tem caído na Amazônia, embora haja uma extensão muito grande desmatada. Portanto, a Amazônia precisa de uma atenção toda especial. Sabemos que é uma área compartilhada com outros países da América Latina, e sua biodiversidade é extraordinária, seja a fauna como a flora: é uma riqueza, o chamado pulmão do mundo. É talvez um dos maiores mananciais de água doce do mundo. Então, é uma região que temos que cuidar, como brasileiros e com os demais países que a compartilham, preservá-la, mantê-la e fazer com que possa ser desenvolvida de modo sustentável, racional, e inclusiva. Seus povos originais devem ser respeitados em sua cultura, ter suas terras respeitadas para que possam viver com dignidade. Aqueles que chegam também devem poder aproveitar as riquezas da região, mas de uma maneira racional, sustentável, que não coloque em risco o meio ambiente. Creio que estes foram também os objetivos do Código Florestal, que tem capítulos especiais relativos à Amazônia, onde o governo e a população estão muito atentos à preservação desta área que é não só uma riqueza do país mas de todo o mundo”.
A reportagem é da Rádio Vaticano.

Salvador recebe Cruz dos Jovens e Ícone de Maria com oração e festa


Foi uma festa cheia de alegria, parecida com o carnaval, com trio elétrico, músicas em ritmo baiano, muita gente animada atrás do trio. Mas foi também um momento de louvor e oração. Foi o Bote Fé Salvador, a festa de preparação para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em que a capital baiana, que é também a diocese mais antiga do Brasil, acolheu a Cruz dos Jovens e o Ícone de Maria, Símbolos da JMJ.

O evento teve início nas ilhas do Recôncavo Baiano no último sábado (17). Os Símbolos chegaram à Arquidiocese de Salvador às 5:30 da manhã do domingo, na BR-324, com jovens acordando cedo para abraçar a cruz de Jesus Cristo. A programação da manhã contou com uma carreata até o Santuário da Irmã Dulce, e em seguida, uma passeata que movimentou as pessoas em louvor e oração até a Igreja do Senhor do Bonfim, onde a Santa Missa foi realizada para a comunidade de Salvador, presidida por Dom Murilo Krieger.

Na homilia, suas palavras emocionadas lembraram que a cruz que um dia foi de vergonha, hoje é a esperança dos jovens. "Desde que Cristo abriu suas mãos e deixou-se crucificar, ela se tornou uma cruz redentora. Esta Cruz da JMJ que encontrei é a expressão do amor de Cristo aos jovens. E o Ícone de Nossa Senhora representa Maria acompanhando Cristo, sempre aos pés da cruz", disse.

A cidade parou no domingo à tarde quando a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora passaram pelas ruas de Salvador e levaram a esperança de Jesus Cristo a cada soteropolitano.

As bandas Dominus e Alto Louvor se encarregaram de puxar dois trios elétricos do Campo Grande até a Praça Municipal, onde shows com bandas locais e a cantora Eliana Ribeiro se revezaram no palco para o encerramento do evento.

Entre as músicas, momentos de oração, que reforçaram o clima vivido neste Bote Fé: a certeza de que Cristo renasce nos corações de cada baiano e é quem está sempre presente em nossas vidas, nos momentos de alegria e dificuldade.

"Nossa vida é como esta cruz que é montada e desmontada em cada Bote Fé, mas Cristo dá o sentido para seguirmos o caminho certo e vivermos de acordo com a Sua vontade", destacou Maria Isabel, moradora da Ilha da Itaparica.

Por Amandda Souza e Manuela Castro

Mensagem de Natal aos presbíteros do Brasil


O presidente do Conselho Nacional dos Presbíteros, padre Francisco dos Santos, envia mensagem de Natal a todos os padres do Brasil na qual lembra a proximidade do 14º ENP, que será realizado em Aparecida (SP) entre os dias 1 a 7 de fevereiro de 2012, e que convida à reflexão sobre a “A Identidade e a Espiritualidade do Presbítero, no Processo de Mudança de Época”.

Leia a mensagem:

Mensagem à CNP e aos Presbíteros – Natal 2012


Irmãos e amigos Presbíteros,


“Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sujeito à Lei, para resgatar os que eram sujeitos à Lei, e todos recebermos a dignidade de filhos” (Gl 4,4-5).

É Natal! Festa da Esperança. Somos chamados, escolhidos, consagrados e enviados para anunciar e testemunhar a Salvação de nosso Deus. Não obstante os pecados que nos ferem, a graça e a misericórdia de Deus são infinitamente abundantes.

Essas palavras levam-nos a outras palavras, as do Cardeal Dom Cláudio Hummes, então Prefeito da Congregação para o Clero, aos Presbíteros do 12º ENP, realizado em 13 a 19 de fevereiro de 2008, em Itaici/SP e a constatar sempre esta mesma realidade:

“Nossos Presbíteros, de modo geral, são homens dignos, bons, homens de Deus, admiráveis, generosos, honestos, incansáveis na doação de todas as suas energias ao seu ministério, à evangelização, em favor do povo, especialmente a serviço dos pobres e dos marginalizados, dos excluídos e dos injustiçados, dos desprezados e sofridos de todo tipo. A imensa maioria são sacerdotes fiéis à sua vocação e missão, fiéis e zelosos no exercício de seu ministério, na entrega total de seu ser ao Senhor e a seu Reino”.

Já às portas do 14º ENP, a ser realizado em Aparecida/SP, nos dias 01 a07 de fevereiro de 2012, que nos convida a refletir sobre a “A Identidade e a Espiritualidade do Presbítero, no Processo de Mudança de Época”, desejo a todos os presbíteros um santo e abençoado Natal e Ano Novo de esperança, repleto das bênçãos do Menino-Deus.

Acompanhe-nos Maria, a Virgem Santíssima, a Mãe do Redentor enviado por Deus ao encontro de nossa fragilidade e pequenez, para nos apresentar uma proposta de vida, liberdade e salvação definitivas.

Na alegria do Senhor que vem,

Pe. Francisco dos Santos

Presidente - CNP

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

CNBB lança concurso para música do hino da CF 2013


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está lançando o concurso para a música do Hino da Campanha da Fraternidade de 2013. A letra já foi escolhida a partir de concurso próprio e as composições para a música devem ser enviadas à CNBB até dia 25 de março de 2012.

A Campanha da Fraternidade de 2013 tem como tema “Fraternidade e juventude”, e lema: “Eis-me aqui, envia-me!” (Cf. Eclo, 38,8)

“Refletir sobre a realidade das juventudes no contexto da atual cultura midiática, para compreender seu impacto na vida dos jovens à luz do evangelho, acolhendo-os como sujeitos e, com eles, construir relações e estruturas que promovam a Vida”, é o objetivo geral da Campanha da Fraternidade de 2013.

“A CNBB agradece a todos os que participaram do concurso da letra e solicita a colaboração dos compositores para a criação de uma música fluente e bela para o hino da CF 2013, contribuindo no trabalho de evangelização da juventude”, afirmou o assessor da CNBB para a Música Litúrgica, padre José Carlos Sala.

Veja o edital do concurso.

Formação missionária para Comidis e Comipas já tem data marcada


Em fevereiro, entre os dias 17 e 21, as forças missionárias concentradas nas dioceses e paróquias, os chamados Conselhos Missionários Diocesanos (Comidis) e Conselhos Missionários Paroquiais (Comipas) têm um encontro marcado no Centro Cultural Missionário (CCM) em Brasília. A formação é destinada a coordenadores e animadores desses conselhos.

“Os Encontros de Formação Missionária para coordenadores e animadores de Comidis e Comipas, são um momento único de animação, debate e troca de experiências em nível nacional, e têm por objetivo fortalecer a articulação dos organismos missionários, bem como fornecer instrumentos básicos para que a animação missionária aconteça em maneira eficaz em todas as dioceses e paróquias do país”, afirmou em carta às lideranças missionárias o presidente do Conselho Missionário Nacional (Comina) e da Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Sérgio Braschi.

Com conteúdo programático destinado principalmente para coordenadores iniciantes nos Comidis e Comipas, a formação visa também levar o público-alvo a “aprender a ver a realidade do mundo além de nossas fronteiras; aprender a redescobrir, cultivar e assumir a dimensão universal da missão, como discípulos missionários sem fronteiras; aprender a articular Comidis e Comipas para uma animação missionária autêntica e eficaz e, por fim, a aprender a formar-nos numa espiritualidade da ação missionária (cf. DAp 284), com coração aberto a todas as culturas e a todas as verdades, cultivando a capacidade de contato humano e diálogo”, conforme prevê o Documento de Aparecida (DAp).

A formação é promovida pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM), pelo CCM e pela Comissão Episcopal a Ação Missionária. As inscrições já podem ser efetuadas no site www.ccm.org.br. Mais informações pelo telefone (61) 3274.3009.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Dioceses realizam "Natal ecológico"


Cinco dioceses de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul estão realizando a Novena de Natal com uma temática relacionada à Campanha da Fraternidade deste ano: "Fraternidade de Vida no Planeta". Na apresentação do material da novena, assinada pelos bispos destas dioceses, valoriza-se o tema, afirmando que a natureza criada por Deus precisa ser recriada pelos olhos, coração e mãos humanos através da contemplação, da reverência e do cuidado.


"A natureza criada por Deus precisa ser recriada por nossos olhos, através da contemplação; por nosso coração, através da reverência; por nossas mãos, através do cuidado, do zelo, da boa administração, de um uso sustentável", salientam os cinco bispos que assinam o texto de apresentação: dom Emanuel Messias de Oliveira, bispo diocesano de Caratinga, além do bispo diocesano de Governador Valadares, dom Werner Siebenbrock, SDV, e ainda o bispo diocesano de Guaxupé, dom José Lanza Neto, e dom José Moreira Bastos Neto, bispo diocesano de Três Lagoas (MS), e dom Frei Severino Clasen, OFM, bispo diocesano de Araçuaí e presidente da Comissão de Pastoral para o Laicato da CNBB.


A capa da novena foi desenvolvida por Frei Marcos Matsubara, OCD, no qual destaca que este desenho quer nos auxiliar na reflexão sobre a questão da reciclagem. Os demais desenhos do livro da Novena de Natal foram criados por Elson Fabiano Alves, nos quais nos ajudam também a refletir com profundidade a temática de cada dia da novena.


A novena está sendo realizada nas dioceses durante todo este mês de dezembro. Para adquirir o exemplar do livro da Novena de Natal, com tema "Natal Ecológico", entre em contato com a Livraria Dom Carloto, responsável pela distribuição dos exemplares, no telefone: (33) 3321-2521.

Leia na íntegra o texto de apresentação do "Natal Ecológico":


Vai para as mãos do nosso povo mais um brinde de excelente qualidade: a Novena do Natal. Ficou muito linda. Acompanha a temática da CF 2011. Esta novena está sendo apresentada como um verdadeiro curso em forma de oração sobre a ecologia. Parece que desta vez a Equipe da Novena esteve mais inspirada ainda do que 'nos outros anos. Como capricharam! Parabéns para toda a Equipe. Natal da Natureza; Natal do Paraíso; Natal da Humanidade; Natal do Cuidado; Natal Reflorestado; Natal da Sustentabilidade; Natal de Novos Hábitos; Natal dos cinco erres; Natal de Jesus. Parece que, se não houvesse o belo desenvolvimento que fizeram, só os títulos já nos inspirariam uma brilhante reflexão, oração e contemplação da obra do Artista Divino.


A natureza criada por Deus precisa ser recriada por nossos olhos, através da contemplação; por nosso coração, através da reverência; por nossas mãos, através do cuidado, do zelo, da boa administração, de um uso sustentável. Se Deus viu que tudo o que ele criou era bom, por que devemos ver com outros olhos, como algo depredável, meu e não nosso, da nossa geração e não das futuras? Nossos olhos precisam nascer de novo para enxergar o belo e o distante. Sempre achei que após dois mil anos do Cristianismo com tudo o que Jesus nos ensina ("Olhai os lírios dos campos...") o mundo já deveria ter sido transformado num paraíso de delícias para toda a humanidade. Todos partilhando tudo. Todos com seu espaço, cuidando da terra, da preservação das matas, vegetais e animais, numa harmonia e equilíbrio perfeitos, realizando o sonho de Deus.


Sempre quando vejo um ambiente bem cuidado com arte e requinte de beleza, com cascatas, matas com animais, gramados com aves, piscinas, lagos com peixes, tudo limpinho e agradável, penso que todo ser humano no planeta deveria morar num ambiente assim, contente e feliz, partilhando delícias, beleza e alegria. Essa é a missão do ser humano - sonho de Deus ainda não realizado. Para que o Natal seja verdadeiramente ecológico, Jesus deve nascer dentro de cada um de nós para que em nós renasça o homem imagem e semelhança do Deus humano-divino, artista, renovado nos seus hábitos e costumes, zeloso no seu modo de ser, com capacidade de amar uns aos outros, amar a casa com que Deus nos presenteou contemplá-la com admiração, carinho e zelo.


Para que, neste Natal, Jesus renasça em nós e nós possamos ter vida em abundância, é preciso levar a sério o Natal dos cinco erres: reeducar nosso comportamento; reduzir o consumo, reutilizar a água; recuperar o que foi danificado e colaborar, para a reciclagem do lixo. Que neste Natal possamos mudar nossa mentalidade para não abortarmos o planeta. Mais uma vez, parabéns, Equipe do Natal. O texto ficou fantástico!


Dom Emanuel Messias de Oliveira

Bispo Diocesano de Caratinga


Dom Werner Siebenbrock, SVD

Bispo Diocesano de Governador Valadares


Dom José Lanza Neto

Bispo Diocesano de Guaxupé


Dom José Moreira Bastos Neto

Bispo Diocesano de Três Lagoas – MS


Dom Frei Severino Clasen, OFM

Bispo Diocesano de Araçuaí

Presidente da Comissão de Pastoral

para o Laicato da CNBB

Dom Damasceno fala do verdadeiro sentido do Natal


O Cardeal Arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, dom Raymundo Damasceno Assis deixou a sua mensagem de Natal aos internautas do portal A12.com. Para o Cardeal, o natal deve ser a lembrança viva que o Filho de Deus assumiu a condição humana e veio habitar entre nós, para trazer a Salvação a todos.

Leia na íntegra a mensagem do Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis:

"Estamos no Advento. Tempo de preparação para o Natal. A Igreja cuida em preparar cada um de nós para viver plenamente o mistério da Encarnação do Verbo, concebido virginalmente por Maria Santíssima, e da vinda salvadora de Jesus. Nenhuma outra atividade deveria ser obstáculo para o nosso encontro com Jesus.

No entanto, somos constantemente estimulados ao consumo exagerado. As propagandas, as vitrines, as lojas, as luzes, o Papai Noel. enfim, tudo é apresentado de modo como se a felicidade estivesse condicionada unicamente ao ter. É claro que não há nenhum mal em dar e receber presentes. Isto é uma forma de demonstrar carinho e gratidão a quem a gente gosta. O perigo está em reduzir o Natal apenas a uma festa comercial, em que somente é feliz quem pode comprar e ter mais. Esquece-se o verdadeiro significado que deve ter a preparação do Natal.

Mas, afinal, o que o Natal deveria ser?

Deveria ser a lembrança viva que o Filho de Deus assumiu a condição humana e veio habitar entre nós, para trazer a Salvação a todos. Somente em Jesus encontramos a verdadeira alegria e experimentamos o amor infinito de Deus por nós. "Tanto Deus amou o mundo que lhe deu seu Filho Único" (Jo 3,16). Deveria ser oportunidade de conversão para uma vida nova. Tempo de praticar mais a solidariedade e o amor ao próximo.

Este é o verdadeiro espírito natalino! Se conseguirmos vivenciar este espírito, com certeza, teremos um Natal feliz, repleto de paz e amor.

Feliz e Santo Natal a todos!"

Dom Raymundo Damasceno Cardeal Assis, Arcebispo de Aparecida

Santa Sé divulga Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz


A Santa Sé divulgou, nesta sexta-feira, 16 de dezembro, o texto da Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz 2012, que se celebra em 1º de janeiro.


Eis a íntegra da Mensagem:


EDUCAR OS JOVENS PARA A JUSTIÇA E A PAZ


1. INÍCIO DE UM NOVO ANO, dom de Deus à humanidade, induz-me a desejar a todos, com grande confi ança e estima, de modo especial que este tempo, que se abre diante de nós, fi que marcado concretamente pela justiça e a paz.

Com qual atitude devemos olhar para o novo ano? No salmo 130, encontramos uma imagem muito bela. O salmista diz que o homem de fé aguarda pelo Senhor « mais do que a sentinela pela aurora »(v. 6), aguarda por Ele com firme esperança, porque

sabe que trará luz, misericórdia, salvação. Esta expectativa nasce da experiência do povo eleito, que reconhece ter sido educado por Deus a olhar o mundo na sua verdade sem se deixar abater pelas tribulações.

Convido-vos a olhar o ano de 2012 com esta atitude confiante. É verdade que, no ano que termina, cresceu o sentido de frustração por causa da crise que aflige a sociedade, o mundo do trabalho e a economia; uma crise cujas raízes são primariamente culturais e antropológicas. Quase parece que um manto de escuridão teria descido sobre o nosso tempo, impedindo de ver com clareza a luz do dia.

Mas, nesta escuridão, o coração do homem não cessa de aguardar pela aurora de que fala o salmista.

Esta expectativa mostra-se particularmente viva e visível nos jovens; e é por isso que o meu pensamento se volta para eles, considerando o contributo que podem e devem oferecer à sociedade. Queria, pois, revestir a Mensagem para o XLV Dia Mundial

da Paz duma perspectiva educativa: « Educar os jovens para a justiça e a paz », convencido de que eles podem, com o seu entusiasmo e idealismo, oferecer

uma nova esperança ao mundo.

A minha Mensagem dirige-se também aos pais, às famílias, a todas as componentes educativas, formadoras, bem como aos responsáveis nos diversos âmbitos da vida religiosa, social, política, econômica, cultural e mediática. Prestar atenção ao mundo

juvenil, saber escutá-lo e valorizá-lo para a construção dum futuro de justiça e de paz não é só uma oportunidade mas um dever primário de toda a sociedade.

Trata-se de comunicar aos jovens o apreço pelo valor positivo da vida, suscitando neles o desejo de consumá-la ao serviço do Bem. Esta é uma tarefa, na qual todos nós estamos, pessoalmente, comprometidos.

As preocupações manifestadas por muitos jovens nestes últimos tempos, em várias regiões do mundo, exprimem o desejo de poder olhar para o futuro com fundada esperança. Na hora atual, muitos são os aspectos que os trazem apreensivos: o desejo de receber uma formação que os prepare de maneira mais profunda para enfrentar a realidade, a dificuldade de formar uma família e encontrar um emprego

estável, a capacidade efectiva de intervir no mundo da política, da cultura e da economia contribuindo para a construção duma sociedade de rosto mais

humano e solidário.

É importante que estes fermentos e o idealismo que encerram encontrem a devida atenção em todas as componentes da sociedade. A Igreja olha para os jovens com esperança, tem confiança neles e encoraja-os a procurarem a verdade, a defenderem o bem comum, a possuírem perspectivas abertas sobre o mundo e olhos capazes de ver « coisas novas » (Is 42, 9; 48, 6).


Os responsáveis da educação

2. A educação é a aventura mais fascinante e difícil da vida. Educar – na sua etimologia latina educere– significa conduzir para fora de si mesmo ao encontro da realidade, rumo a uma plenitude que faz crescer a pessoa. Este processo alimenta-se do encontro de duas liberdades: a do adulto e a do jovem. Isto exige a responsabilidade do discípulo, que deve estar disponível para se deixar guiar no conhecimento da realidade, e a do educador, que deve estar disposto a dar-se a si mesmo. Mas, para isso, não bastam meros dispensadores de regras e informações; são necessárias testemunhas autênticas, ou seja, testemunhas que saibam ver mais longe do que os outros, porque a sua vida abraça espaços mais amplos. A testemunha é alguém que vive, primeiro, o caminho que propõe.


E quais são os lugares onde amadurece uma verdadeira educação para a paz e a justiça? Antes de mais nada, a família, já que os pais são os primeiros educadores. A família é célula originária da sociedade. « É na família que os filhos aprendem os valores humanos e cristãos que permitem uma convivência construtiva e pacífica. É na família que aprendem a solidariedade entre as gerações, o respeito pelas regras, o perdão e o acolhimento do outro ». Esta é a primeira escola, onde se educa para a justiça e a paz.

Vivemos num mundo em que a família e até a própria vida se vêem constantemente ameaçadas e, não raro, destroçadas. Condições de trabalho frequentemente pouco compatíveis com as responsabilidades familiares, preocupações com o futuro, ritmos frenéticos de vida, emigração à procura dum adequado sustentamento se não mesmo da pura sobrevivência, acabam por tornar difícil a possibilidade de assegurar aos filhos um dos bens mais preciosos: a presença dos pais; uma presença, que permita compartilhar de forma cada vez mais profunda o caminho para se poder transmitir a experiência e as certezas adquiridas com os anos – o que só se torna viável com o tempo passado juntos. Queria aqui dizer aos pais para não desanimarem! Com o exemplo da sua vida, induzam os filhos a colocar a esperança antes de tudo em Deus, o único de quem surgem justiça e paz autênticas.


Quero dirigir-me também aos responsáveis das instituições com tarefas educativas: Velem, com grande sentido de responsabilidade, por que seja respeitada e valorizada em todas as circunstâncias a dignidade de cada pessoa. Tenham a peito que cada jovem possa descobrir a sua própria vocação, acompanhando-o para fazer frutificar os dons que o Senhor lhe concedeu. Assegurem às famílias que os seus filhos não terão um caminho formativo em contraste com a sua consciência e os seus princípios religiosos.

Possa cada ambiente educativo ser lugar de abertura ao transcendente e aos outros; lugar de diálogo, coesão e escuta, onde o jovem se sinta valorizado nas suas capacidades e riquezas interiores e aprenda a apreciar os irmãos. Possa ensinar a saborear a alegria que deriva de viver dia após dia a caridade e a compaixão para com o próximo e de participar ativamente na construção duma sociedade mais humana e fraterna.

Dirijo-me, depois, aos responsáveis políticos, pedindo-lhes que ajudem concretamente as famílias e as instituições educativas a exercerem o seu direito--dever de educar. Não deve jamais faltar um adequado apoio à maternidade e à paternidade. Atuem de

modo que a ninguém seja negado o acesso à instrução e que as famílias possam escolher livremente as estruturas educativas consideradas mais idôneas para o bem dos seus filhos. Esforcem-se por favorecer a reunificação das famílias que estão separadas devido à necessidade de encontrar meios de subsistência.

Proporcionem aos jovens uma imagem transparente da política, como verdadeiro serviço para o bem de todos. Não posso deixar de fazer apelo ainda ao mundo dos media para que prestem a sua contribuição educativa. Na sociedade atual, os meios de comunicação de massa têm uma função particular: não só informam, mas também formam o espírito dos seus destinatários e, consequentemente, podem concorrer notavelmente para a educação dos jovens. É importante ter presente a ligação estreitíssima que existe entre educação e comunicação: de fato, a educação realiza-se por meio da comunicação, que influi positiva ou negativamente na formação da pessoa.

Também os jovens devem ter a coragem de começar, eles mesmos, a viver aquilo que pedem a quantos os rodeiam. Que tenham a força de fazer um uso bom e consciente da liberdade, pois cabe-lhes em tudo isto uma grande responsabilidade: são responsáveis pela sua própria educação e formação para a justiça e a paz.


Educar para a verdade e a liberdade

3. Santo Agostinho perguntava-se: « Quid enim

fortius desiderat anima quam veritatem – que deseja o homem mais intensamente do que a verdade? ». O rosto humano duma sociedade depende muito da contribuição da educação para manter viva esta questão inevitável. De fato, a educação diz respeito à formação integral da pessoa, incluindo a dimensão moral e espiritual do seu ser, tendo em vista o seu fim último e o bem da sociedade a que pertence.

Por isso, a fim de educar para a verdade, é preciso antes de mais nada saber que é a pessoa humana, conhecer a sua natureza. Olhando a realidade que o rodeava, o salmista pôs-se a pensar: « Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a lua e as estrelas que Vós criastes: que é o homem para Vos lembrardes dele, o fi lho do homem para com ele Vos preocupardes? » (Sal 8, 4-5). Esta é a pergunta fundamental que nos devemos colocar: Que é o homem?

O homem é um ser que traz no coração uma sede de infinito, uma sede de verdade – não uma verdade parcial, mas capaz de explicar o sentido da vida –, porque foi criado à imagem e semelhança de Deus. Assim, o fato de reconhecer com gratidão a vida como dom inestimável leva a descobrir a dignidade profunda e a inviolabilidade própria de cada pessoa.

Por isso, a primeira educação consiste em aprender a reconhecer no homem a imagem do Criador e, consequentemente, a ter um profundo respeito por cada ser humano e ajudar os outros a realizarem uma vida conforme a esta sublime dignidade. É preciso não esquecer jamais que « o autêntico desenvolvimento do homem diz respeito unitariamente à totalidade da pessoa em todas as suas dimensões », incluindo a transcendente, e que não se pode sacrificar a pessoa para alcançar um bem particular, seja ele econômico ou social, individual ou coletivo.

Só na relação com Deus é que o homem compreende o significado da sua liberdade, sendo tarefa da educação formar para a liberdade autêntica. Esta não é a ausência de vínculos, nem o império do livre arbítrio; não é o absolutismo do eu. Quando o homem se crê um ser absoluto, que não depende de nada nem de ninguém e pode fazer tudo o que lhe apetece, acaba por contradizer a verdade do seu ser e perder a sua liberdade. De fato, o homem é precisamente o contrário: um ser relacional, que vive em relação com os outros e sobretudo com Deus. A liberdade autêntica não pode jamais ser alcançada, afastando-se d’Ele.

A liberdade é um valor precioso, mas delicado: pode ser mal entendida e usada mal. « Hoje um obstáculo particularmente insidioso à ação educativa é constituído pela presença maciça, na nossa sociedade e cultura, daquele relativismo que, nada reconhecendo como definitivo, deixa como última medida somente o próprio eu com os seus desejos e, sob a aparência da liberdade, torna-se para cada pessoa uma prisão, porque separa uns dos outros, reduzindo cada um a permanecer fechado dentro do próprio “eu”. Dentro de um horizonte relativista como este, não é possível, portanto, uma verdadeira educação: sem a luz da verdade, mais cedo ou mais tarde

cada pessoa está, de fato, condenada a duvidar da bondade da sua própria vida e das relações que a constituem, da validez do seu compromisso para construir com os outros algo em comum ». Por conseguinte o homem, para exercer a sua liberdade, deve superar o horizonte relativista e conhecer a verdade sobre si próprio e a verdade acerca do que é bem e do que é mal. No íntimo da consciência, o homem descobre uma lei que não se impôs a si mesmo, mas à qual deve obedecer e cuja voz o chama a amar e fazer o bem e a fugir do mal, a assumir a responsabilidade do bem cumprido e do mal praticado. Por isso o exercício da liberdade está intimamente ligado com a lei moral natural, que tem caráter universal, exprime a dignidade de cada pessoa, coloca a base dos seus direitos e deveres fundamentais e, consequentemente, da convivência justa e pacífica entre as pessoas.


Assim o reto uso da liberdade é um ponto central na promoção da justiça e da paz, que exigem a cada um o respeito por si próprio e pelo outro, mesmo possuindo um modo de ser e viver distante do meu. Desta atitude derivam os elementos sem os quais paz e justiça permanecem palavras desprovidas de conteúdo: a confiança recíproca, a capacidade de encetar um diálogo construtivo, a possibilidade do perdão, que muitas vezes se quereria obter mas sente-se dificuldade em conceder, a caridade mútua, a compaixão para com os mais frágeis, e também a prontidão ao sacrifício.


Educar para a justiça

4. No nosso mundo, onde o valor da pessoa, da sua dignidade e dos seus direitos, não obstante as proclamações de intentos, está seriamente ameaçado pela tendência generalizada de recorrer exclusivamente aos critérios da utilidade, do lucro e do ter, é importante não separar das suas raízes transcendentes

o conceito de justiça. De fato, a justiça não é uma simples convenção humana, pois o que é justo determina-se originariamente não pela lei positiva, mas pela identidade profunda do ser humano. É a visão integral do homem que impede de cair numa concepção contratualista da justiça e permite abrir também para ela o horizonte da solidariedade e do amor.


Não podemos ignorar que certas correntes da cultura moderna, apoiadas em princípios econômicos racionalistas e individualistas, alienaram das suas raízes transcendentes o conceito de justiça, separando-o da caridade e da solidariedade. Ora « a “cidade do homem” não se move apenas por relações feitas de direitos e de deveres, mas antes e sobretudo por relações de gratuidade, misericórdia e comunhão. A caridade manifesta sempre, mesmo nas relações humanas, o amor de Deus; dá valor teologal e salvífico a todo o empenho de justiça no mundo ».

« Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados » (Mt 5, 6). Serão saciados, porque têm fome e sede de relações justas com Deus, consigo mesmo, com os seus irmãos e irmãs, com a criação inteira.


Educar para a paz

5. « A paz não é só ausência de guerra, nem se limita a assegurar o equilíbrio das forças adversas. A paz não é possível na terra sem a salvaguarda dos bens das pessoas, a livre comunicação entre os seres humanos, o respeito pela dignidade das pessoas e dos povos e a prática assídua da fraternidade ». A paz é fruto da justiça

e efeito da caridade. É, antes de mais nada, dom de Deus. Nós, os cristãos, acreditamos que a nossa verdadeira paz é Cristo: n’Ele, na sua Cruz, Deus reconciliou

consigo o mundo e destruiu as barreiras que nos separavam uns dos outros (cf. Ef 2, 14-18); n’Ele, há uma única família reconciliada no amor.

A paz, porém, não é apenas dom a ser recebido, mas obra a ser construída. Para sermos verdadeiramente artífices de paz, devemos educar-nos para a compaixão, a solidariedade, a colaboração, a fraternidade, ser ativos dentro da comunidade e solícitos em despertar as consciências para as questões nacionais e internacionais e para a importância de procurar adequadas modalidades de redistribuição da riqueza, de promoção do crescimento, de cooperação para o desenvolvimento e de resolução dos conflitos.


« Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus » – diz Jesus no sermão da montanha (Mt 5, 9). A paz para todos nasce da justiça de cada um, e ninguém pode subtrair-se a este compromisso essencial de promover a justiça segundo as respectivas competências e responsabilidades. De forma particular convido os jovens, que conservam viva a tensão pelos ideais, a procurarem com paciência e tenacidade a justiça e a paz e a cultivarem o gosto pelo que é justo e verdadeiro, mesmo quando isso lhes possa exigir sacrifícios e obrigue a caminhar contracorrente.


Levantar os olhos para Deus

6. Perante o árduo desafi o de percorrer os caminhos da justiça e da paz, podemos ser tentados a interrogar-nos como o salmista: « Levanto os olhos para os montes, de onde me virá o auxílio? » (Sal 121, 1). A todos, particularmente aos jovens, quero bradar: « Não são as ideologias que salvam o mundo, mas unicamente o voltar-se para o Deus vivo, que é o nosso criador, o garante da nossa liberdade, o garante do que é deveras bom e verdadeiro (…), o voltar-se sem reservas para Deus, que é a medida do que é justo e, ao mesmo tempo, é o amor eterno. E que mais nos poderia salvar senão o amor? ». O amor rejubila com a verdade, é a força que torna capaz de comprometer-se pela verdade, pela justiça, pela paz, porque tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (cf. 1 Cor 13, 1-13).

Queridos jovens, vós sois um dom precioso para a sociedade. Diante das dificuldades, não vos deixeis invadir pelo desânimo nem vos abandoneis a falsas soluções, que frequentemente se apresentam como o caminho mais fácil para superar os problemas. Não tenhais medo de vos empenhar, de enfrentar a fadiga e o sacrifício, de optar por caminhos que requerem fidelidade e constância, humildade e dedicação. Vivei com confiança a vossa juventude e os anseios profundos que sentis de felicidade, verdade, beleza e amor verdadeiro. Vivei intensamente esta fase da vida, tão rica e cheia de entusiasmo.

Sabei que vós mesmos servis de exemplo e estímulo para os adultos, e tanto mais o sereis quanto mais vos esforçardes por superar as injustiças e a corrupção, quanto mais desejardes um futuro melhor e vos comprometerdes a construí-lo. Cientes das vossas potencialidades, nunca vos fecheis em vós próprios, mas trabalhai por um futuro mais luminoso para todos. Nunca vos sintais sozinhos! A Igreja confia em vós, acompanha-vos, encoraja-vos e deseja oferecer-vos o que tem de mais precioso: a

possibilidade de levantar os olhos para Deus, de encontrar Jesus Cristo – Ele que é a justiça e a paz.

Oh vós todos, homens e mulheres, que tendes a peito a causa da paz! Esta não é um bem já alcançado mas uma meta, à qual todos e cada um deve aspirar. Olhemos, pois, o futuro com maior esperança, encorajemo-nos mutuamente ao longo do nosso caminho, trabalhemos para dar ao nosso mundo um rosto mais humano e fraterno e sintamo-nos unidos na responsabilidade que temos para com as jovens gerações, presentes e futuras, nomeadamente quanto à sua educação para se tornarem pacíficas e pacificadoras! Apoiado em tal certeza, envio-vos estas reflexões que se fazem apelo: Unamos as nossas forças espirituais, morais e materiais, a fim de « educar os jovens para a justiça e a paz ».


Vaticano, 8 de dezembro de 2011.

Dom Leonardo Steiner e MCCE se reúnem pela "Ficha Limpa"


Na manhã da sexta-feira, 16 de dezembro, reuniram-se na CBJP/CNBB, representantes das entidades da rede MCCE e o Secretário Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Ulrich Steiner. Dom Leonardo, iniciou sua fala reforçando que a CNBB trabalha contra todas as formas de corrupção e que caminha, em nome do Evangelho, por um Brasil mais justo.

O Secretário ainda priorizou um maior engajamento dos movimentos sociais contra a corrupção no trabalho de consolidar a Lei da Ficha Limpa no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele reafirmou o apoio da Igreja Católica e de seus veículos de comunicação à causa da Ficha Limpa e salientou a importância da união da sociedade e entidades na pressão ao STF pela votação da constitucionalidade da Lei naquela côrte. Disse ele: "A sensação que tenho é que algumas coisas só caminham com pressão popular".

A diretoria do MCCE, nas pessoas de Jovita Rosa, Carlos Moura e Osiris Barbosa, explanaram sobre a expectativa de um voto favorável da nova Ministra do STF, Rosa Maria Weber, caso seja preciso um voto de desempate quando do retorno da votação da Lei. Os diretores ainda reafirmaram a luta do MCCE, de seus comitês e de sua rede pela Ficha Limpa, sobretudo por 2012 se tratar de um no ano de campanha eleitoral nos municípios.

O Santuário Nacional de Aparecida realiza ‘Natal Iluminado´


O Santuário Nacional de Aparecida (SP) realiza amanhã, dia 17 de dezembro, o ‘Natal Iluminado’. Para este ano, foi pensada uma ação inédita no 2º maior templo católico do mundo: um espetáculo de projeções, luzes, Músicas e fogos de artifício que poderá ser visto da rodovia Presidente Dutra, por aqueles que passarem no momento em frente à Basílica Nacional.

A empresa responsável pelo show de luzes, a VisualFarm, tem oito anos de experiência neste tipo de atividade e executou este tipo de trabalho em quase todos os estados brasileiros, além de países da Europa, América Latina e nos Estados Unidos.

Entre os vários trabalhos realizados, destaque para a projeção de luzes que em 2010 comoveu todo o Brasil e o mundo quando o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, pôde abraçar toda a cidade maravilhosa em um espetáculo de emoção e grandiosidade.

No espetáculo que será realizado no Santuário Nacional, o mesmo software usado nas projeções do Rio de Janeiro será usado. Trata-se do Pandora Box, desenvolvido exclusivamente para realizar projeções mapeadas.

Várias imagens que contarão a história do nascimento do menino Jesus serão projetadas na fachada da Basílica. Para isso uma grande estrutura está sendo mobilizada, e promete surpreender os presentes na ocasião.

Na data, após a celebração das 18h, os fiéis presentes na Basílica sairão em procissão em direção a Tribuna Papa Bento XVI, onde poderão acompanhar uma apresentação musical com a Orquestra e Coral PEMSA (Projeto de Educação Musical do Santuário de Aparecida).

Posteriormente acontecem as projeções e demais atrações propostas, com a inauguração da iluminação dos arcos Leste e Oeste. Um Show Pirotécnico encerra a atividade.

O projeto é uma realização do Santuário Nacional, e conta com o patrocínio da EDP Bandeirante, Scheréder, Caixa Econômica Federal, Teixeira Pinto e Start.

Dom Moacyr e bispos auxiliares de Curitiba celebram aninversário


O arcebispo e os dois bispos auxiliares da arquidiocese de Curitiba (PR) fizeram aniversário de ordenação - episcopal e presbiteral - nas últimas semanas e as datas foram celebradas com alegria pelas comunidades.

O primeiro foi dom Rafael Biernaski, bispo auxiliar, que no dia 13, celebrou 30 anos de ordenação presbiteral. Morador do bairro Campo Comprido, em Curitiba, o bispo recebeu o título de Monsenhor em novembro de 1999 e em fevereiro de 2010, foi nomeado bispo titular de Ruspe e auxiliar da Arquidiocese de Curitiba.

O segundo foi dom João Carlos Seneme, bispo auxiliar da arquidiocese, que celebrou nos dias 15 e 16 de dezembro, 26 anos de ordenação presbiteral e quatro anos de ordenação episcopal. Ele nasceu em Santa Gertrudes (SP), no dia 11 de dezembro de 1958. Em 1977, entrou na Congregação dos Estigmatinos, em Campinas, onde estudou Filosofia, Teologia e Noviciado. Formado em Letras pela PUC de Campinas, foi ordenado sacerdote em 1985, pelas mãos de dom Antônio Guimarães Rezende. O bispo viveu em Roma durante nove anos quando retornou e foi ordenado, em 2007, bispo auxiliar da Arquidiocese de Curitiba em Santa Gertrudes, pelo arcebispo metropolitano, dom Moacyr José Vitti.

No dia 16 de dezembro, foi a vez de dom Moacyr José Vitti comemorar a data especial, quando celebrou 44 anos de ordenação presbiteral. Nascido em 1940, em Piracicaba (SP), o bispo completou 71 anos de vida no mês de novembro. Entrou no Seminário da Congregação dos Estigmatinos em 1953 e em seguida, em1967, foi ordenado sacerdote na Capela da Santíssima Trindade, em Campinas (SP). dom Moacyr fez doutorado na Universidade "Angelicum" de Roma. Em 1987 foi nomeado bispo auxiliar da Arquidiocese de Curitiba e, em 2004, arcebispo metropolitano.

Beatificação de 22 mártires na Espanha


No próximo dia 17 de dezembro, em cerimônia especial em Pozuelo – Madrid, na Espanha, a Igreja beatificará 22 novos mártires. Eles passam a integrar a lista de homens e mulheres, que, apaixonados por Jesus e seu Evangelho, seguiram-no até o extremo da entrega de si mesmos.


Histórico


Entre 1936 e 1939, irrompeu, em toda Espanha, uma sangrenta guerra civil. A Casa de formação dos missionários Oblatos de Maria Imaculada – OMI, localizada em Pozuelo, foi violentamente invadida por milicianos revoltosos.

A comunidade abrigava cerca de 40 membros liderados pelo pe. Francisco Esteban: sacerdotes, irmãos e 32 professos em formação. Todos suportaram as dificuldades corajosamente, por Amor a Cristo e sua Igreja, e se apoiaram mutuamente na fidelidade e vivência daqueles desafios, sustentados pelo Espírito Santo de Deus, que a todos fortalece nesses momentos. Este grupo tornou-se prisioneiro em sua própria residência. Em seguida, sete foram torturados e mortos, enquanto outros passaram por um duro calvário, entre cárceres e refúgios, terminando também em martírio, que totalizaram 22 oblatos e um leigo.


Conheça a história dos 22 Mártires Oblatos acessando:


http://www.youtube.com/user/provinciadobrasil#p/a/u/1/Z3-46s1mWfE

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Universitários lotam Basílica de São Pedro para ouvir o Papa


Bento XVI presidiu na noite de ontem um encontro de oração com os estudantes universitários de Roma, no Vaticano, alertando para o perigo de "construir o mundo sozinhos, sem ou contra Deus".

"O resultado é marcado pelo drama de ideologias que, no final, se revelaram contra o homem e a sua dignidade profunda", disse o Papa na homilia da celebração de vésperas a que presidiu na Basílica de São Pedro. Retomando uma ideia que marcou várias intervenções do seu pontificado, Bento XVI declarou que a existência humana não está "abandonada às forças impessoais dos processos naturais e históricos", mas assenta "na certeza de que o Deus de Jesus Cristo está presente".

A homilia papal deixou elogios, por diversas vezes, à virtude da "paciência", chamando a "construir a história juntamente com Deus", evitando que a mesma seja "instrumentalizada para fins ideológicos". Neste contexto, Bento XVI convidou a "vencer a tentação de colocar toda a esperança no imediato, numa perspectiva puramente horizontal, em projetos tecnicamente perfeitos, mas afastados da realidade mais profunda", a dimensão "transcendente".

A celebração da tarde-noite de ontem, que integra o calendário de preparação para o Natal do Papa, foi organizada pelo setor diocesano para a Pastoral Universitária da capital italiana, criado há 20 anos pelo beato João Paulo II. Bento XVI convidou os presentes a "escutar e acolher de novo o anúncio do nascimento" de Jesus, um "mistério inefável de luz, de amor e de graça", desafiando-os a questionar o que significa para cada um o Natal.

"São muitas as pessoas, nos nossos dias, que dão voz à pergunta sobre se devemos esperar algo ou alguém, se devemos esperar um outro messias, um outro deus, se vale a pena confiar naquele menino que encontraremos na noite de Natal, numa manjedoura, no meio de Maria e José", prosseguiu o Papa, que utilizou uma plataforma móvel para fazer os trajetos da procissão entre a sacristia e o altar central da basílica. No final da celebração, foi entregue um ícone de Nossa Senhora a uma delegação da universidade 'La Sapienza', para iniciar uma peregrinação pelas capelanias da capital italiana.

Primeiro aplicativo católico brasileiro voltado para a Jornada Mundial da Juventude


O iJuventude é um aplicativo para smartphone produzido pela Arquidiocese de Campinas com o objetivo de levar à juventude católica do Brasil e dos países de língua portuguesa todas as informações sobre a Jornada Mundial da Juventude, além de contribuir com a espiritualidade dos jovens. Ele é o primeiro aplicativo católico brasileiro voltado para a Jornada Mundial da Juventude.
O iJuventude foi pensado especialmente para o jovem católico e o tempo de graça que a Igreja no Brasil está vivendo em preparação para a Jornada Mundial da Juventude, em 2013, no Rio de Janeiro.

Pelo Aplicativo é possível conhecer a história das JMJ's, a trajetória da Cruz Peregrina e do Ícone de Nossa Senhora e os hinos oficiais (incluindo o MP3 para ouvir!). Tenha “na palma da mão” os Encontros Celebrativos, já disponibilizados pela CNBB, em preparação à JMJ 2013; as mensagens de Bento XVI; e, um acervo de conteúdo especial sobre Espiritualidade para o jovem: Orações, Santa Missa, Confissão e o Santo Rosário.

Por meio do iJuventude é possível ter acesso às últimas novidades dos principais sites sobre a JMJ e temas relacionados a Juventude no Brasil e no mundo. E no canal Multimídia você tem acesso a Rádio Canção Nova ao vivo, galeria de fotos, Youtube, Facebook, Twitter e poderá, ainda, indicar o Aplicativo pelas redes sociais para seus amigos.

E claro, a Cristoteca, uma biblioteca com mais de 70 músicas dos principais cantores e bandas católicos. O aplicativo ainda oferece a opção de navegar pelo conteúdo enquanto você ouve as músicas.

Os músicos católicos presentes no iJuventude são: The Flanders, André Leonno, Marco Frisina, Diego Fernandes, Cantores de Deus, Louvor Acústico, Tribo Maranata, Olívia Ferreira, Celina Borges, Anjos de Resgate, Padre Fábio de Melo, Rosa de Saron, Padre Marcelo Rossi, Padre Joãozinho, Eros Biondini, Adriana Arydes, DOM, Dominus, Dunga, Eliana Ribeiro, Padre Juarez de Castro, Papa Beato João Paulo II, Papa Bento XVI, Shalom, Nilton Junior, Nova Geração, Vida Reluz, Sopro Vital, Kyrios Dei e Cleiton Saraiva.

Produzido pelo JMJCampinas – Assessoria de Imprensa da Arquidiocese de Campinas - SP
Desenvolvido pela empresa Minha paróquia – Sérgio (11)3213.9872
Padre Rodrigo Catini Flaibam - Assessor de Imprensa – (19) 8867.4277
Fabiano Fachini - Jornalista responsável – (19) 8174.8873

Hot site iJuventude - http://www.jmjcampinas.org.br/app/
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Twitter @ijuventude - http://twitter.com/#!/iJuventude

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Começa a 4º Assembleia Nacional da Juventude Missionária


Começa nesta quinta-feira, 15, a 4ª Assembleia Nacional da Pontifícia Obra de Propagação da Fé e Juventude Missionária (JM) na sede das Pontifícias Obras Missionárias (POM) em Brasília. Com o tema “Jovens Missionários do Brasil para o mundo, à luz do Concílio Vaticano II”, o evento reunirá os coordenadores estaduais da Juventude Missionária dos 25 estados e o Distrito Federal.


Os objetivos principais do evento são: avaliar a caminhada em 2011, confraternizar com os representantes dos estados e planejar as atividades de 2012.


Segundo o secretário nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé e Juventude Missionária, padre Marcelo Gualberto, a avaliação de um ano de trabalho da 4ª Assembleia é de extrema importância. “A maior expectativa é ver o crescimento da Juventude Missionária. Se houve em 2011, queremos discutir os pontos fortes que poderão nos ajudar e, claro, onde há dificuldades queremos melhorar, fortalecer mais”, observou.


A programação da Assembleia tem início na noite de hoje, 15, com a apresentação dos participantes, dos objetivos do encontro, com a divisão de grupos e tarefas e apresentação do relatório I (atividades de 2011).


O arcebispo de Brasília, dom Sérgio da Rocha, abrirá a manhã de sábado, 17, com uma formação sobre o Concílio Vaticano II, a partir do tema “Jovens missionários do Brasil para o mundo, à luz do Concílio Vaticano II”.


A confraternização será no sábado com a Festa Missionária dos estados. O domingo está reservado para o planejamento da agenda de encontros de 2012, avaliação da 4ª Assembleia da JM e para a celebração de envio dos Jovens Missionários.


Mais informações


Local: Sede das Pontifícias Obras Missionárias, – Conj. B – CEP 70790-050 ou Caixa Postal 3670 – CEP 70089-970 Brasília, DF.

Contatos: Fúlvio Costa – Assessor de Imprensa das POM

Telefone: (61) 3340-4494 – Fax: (61) 3340-8660

Parlamentares participam da eucaristia na CNBB


Na última missa do ano dos parlamentares na CNBB, celebrada na manhã desta quinta-feira, 15 de dezembro, a participação foi intensa. Presentes na capela de Nossa Senhora Aparecida, estiveram vários deputados de diversos partidos e a presidência da celebração foi do arcebispo de Brasília, dom Sergio da Rocha.

Na homilia, lembrando a mensagem profética de Isaías proclamada na liturgia da Palavra, dom Sérgio destacou a imagem do “alargamento da tenda” como expressão direta que se refere a uma mudança de vida para inclusão das pessoas – especialmente as mais sofridas da sociedade - no âmbito da experiência de vida plena tanto no sentido de garantir condições humanas favoráveis de vida quanto do acolhimento da salvação trazida por Cristo. E esse “alargamento da casa” se realiza nas circunstâncias concretas onde cada vive. “Imagino como deve ser desafiador para as senhoras e os senhores que atuam no parlamento, a busca da edificação de uma sociedade mais justa, incluindo especialmente as pessoas mais pobres”, lembrou arcebispo.


Dom Sérgio também reconheceu que o Tempo do Advento e a proximidade do Natal mostram que é preciso, na eucaristia, dar graças a Deus pelo seu imenso e gratuito amor e também agradecer os irmãos e irmãs com os quais se conviveu durante todo o ano. Além de agradecer, é necessário também voltar a pedir a luz da sabedoria divina para recomeçar a caminhada de 2012 com renovada consciência do compromisso cristão: “nós necessitamos da sabedoria de Deus para discernir os caminhos que devemos trilhar no âmbito que atuamos, especialmente no da política, dentro da sociedade”. Na conclusão da reflexão, dom Sérgio disse ainda ser gratificante celebrar com um grupo de parlamentares que se sente necessitado da sabedoria divina.


A celebração da eucaristia com a participação dos parlamentares é um costume antigo na CNBB. Organizada pela Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP) e pela assessoria de política, a missa tem a participação de deputados, senadores, assessores parlamentares e familiares. Após a missa, os participantes fizeram uma pequena confraternização.

CPT denuncia: água usada por comunidade quilombola é envenenada no Maranhão


A Comissão Pastoral da Terra do Maranhão vem, por meio deste, comunicar mais atos de violência envolvendo a comunidade quilombola de Salgado, zona rural de Pirapemas (MA), num conflito que já se arrasta há 30 anos. No último dia 3 de dezembro, cerca de 18 animais pertencente ao Sr. José da Cruz, líder da comunidade quilombola de Salgado, foram mortos, por meio de veneno, causando um grande prejuízo à família do mesmo, já que sobraram poucos animais para subsistência de seu núcleo familiar.

Tal fato se deu em decorrência de violento conflito possessório envolvendo, de um lado, dezenas de famílias quilombolas e de outro os senhores Ivanilson Pontes de Araújo e seu pai Moisés, que criam animais soltos nas áreas de roça das famílias e impedem que as mesmas acessem as fontes de água e babaçuais.

Em outubro de 2010, o juízo da comarca de Cantanhede (MA) concedeu manutenção de posse em favor das famílias do quilombo, contudo, o réu Ivanilson insiste em desrespeitar a ordem judicial. No último domingo afirmou ao quilombola José Patrício, que se os mesmos continuassem a realizar roças, esses iriam pagar caro.

Na manhã de hoje, 14 de dezembro, por volta de seis horas, o Sr. José da Cruz, líder quilombola, encontrou, com outros trabalhadores, um vasilhame de veneno dentro do poço d’água utilizado pela comunidade. A intenção clara era de ou matar por envenenamento os trabalhadores quilombolas ou causar grandes males à saúde da comunidade. Este fato ocorreu dois dias após a ida do Delegado Agrário à área do conflito. Além disso, o sr. Ivanilson Pontes de Araújo contratou dois homens que ficam rondando a comunidade, de forma ostensiva, intimidando as famílias ameaçadas.

Ao longo do ano de 2011, as famílias quilombolas de Salgado sofreram vários tipos de humilhações, ameaças, intimidações e violência em seu território. Contudo, o Estado fez pouco caso da situação. A cada dia, maiores são as violências contra a Comunidade Salgado/Pontes.

Tememos o pior!

São Luís, 14 de dezembro de 2011.

Padre Inaldo Serejo

Coordenador da CPT/MARANHÃO

Maiores informações:

Cristiane Passos (Assessoria de Comunicação CPT Nacional) – (62) 4008-6406 /

8111-2890

Antônio Canuto (Assessoria de Comunicação CPT Nacional) – (62) 4008-6412

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@cptnacional

Bispos se reúnem para fazer a 3ª revisão do Missal Romano


Os membros da Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos (CETEL) se reuniram na manhã desta quarta-feira, 14 de dezembro, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), para a revisão da 3ª edição típica do Missal Romano.

O presidente da comissão Dom Armando Bucciol, bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA), esteve presente, além do Arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira, do Arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lírio Rocha, Dom Manoel João Francisco, bispo de Chapecó (SC) e do Arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings.

Segundo Dom Geraldo, na liturgia, celebra-se não somente a vida de cada pessoa e de cada comunidade, mas o mistério pascal de Cristo. “É importante reconhecer a necessidade de formação litúrgica mais intensa e mais profunda para favorecer uma participação mais ativa, mais consciente e mais proveitosa como ensinou o Concílio Vaticano II. E o empenho nessa formação deve atingir o clero, os religiosos e os leigos”, ressaltou Dom Geraldo.

A comissão é responsável por fazer a revisão dos textos litúrgicos. Para auxiliar nas traduções, os membros contaram com a colaboração do Padre Gregório Lutz, do Padre José Carlos Sala, assessor de Música e do Padre Hernaldo Pinto Farias, assessor de Liturgia. O trabalho de revisão continuará amanhã, dia 15.

Dom Alfredo Schaffler participa dDom Alfredo Schaffler participa do Lançamento da 5a. Semana Social no Piauo Lançamento da 5a. Semana Social no Piaui


No dia 12 de dezembro, aconteceu no Centro Pastoral Paulo VI, Teresina-PI, o lançamento da 5ª Semana Social Brasileira do regional Nordeste IV, que abrange o estado do Piaui, contando com a participação de dom Alfredo Schaffler e de representantes das pastorais sociais e movimento social.

Após a celebração de abertura dom Alfredo, presidente do regional, Dom Plinio Luz, bispo referencial das pastorais sociais e Irmã Cirlene Sasso, coordenadora do Fórum Regional das Pastorais Sociais no regional, proferiram palavras de abertura ressaltando a importância Semana Social para o Estado do Piaui.

Em seguida foi apresentado um painel, coordenado pelo secretário executivo do regional, padre Luis Eduardo Bastos, voltado para a reflexão sobre a temática da 5ª Semana Social. Padre Ari Antônio dos Reis, assessor da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade da Justiça e da Paz falou sobre a metodologia da semana social e do tema proposto para a reflexão: "Estado para que e para quem? Participação da sociedade na democratização do Estado Brasileiro".

A professora Maria Sueli Rodrigues de Souza, docente da Universidade Federal do Piauí, falou sobre o impacto das ações governamentais – grandes projetos - na vida da população do Piauí, especialmente os povos quilombolas, indígenas e agricultores familiares o que exigirá mobilização da população.

A professora da Universidade Estadual do Piauí, Lucineide Barros refletiu sobre a relação do Estado e sociedade e como esta relação interfere na vida da sociedade. Sugeriu que durante a semana social se estude as origens do Estado compreendendo também a sua configuração atual. Lembrou que é necessário pensar um novo Estado, a partir da efetiva participação popular através do reforço do trabalho de base, articulação das lutas e dos lutadores, promover o dissenso sobre os falsos consensos semeados pelo governo. Após as exposições aconteceu o diálogo entre os expositores e a assembléia.