
No domingo, 27, sob chuva forte, cerca de 1500 pessoas movidas pela fé, animação e emoção, receberam os símbolos da Jornada Mundial da Juventude. A Grande Cruz e o Ícone de Nossa Senhora chegaram da arquidiocese de Juiz de Fora (MG) trazidos pela comitiva de jovens da diocese de São João del-Rei.
Devido às condições adversas do tempo durante todo o dia, a programação da Passagem dos Símbolos sofreu modificações. Uma delas foi o show com o cantor Eros Biondini (Comunidade Canção Nova) que foi transferido do centro de São João del-Rei para a quadra da paróquia do Senhor Bom Jesus de Matosinhos.
Cerca de mil jovens lotaram o local onde se apresentou o cantor. Durante o show, Biondini destacou várias mensagens de fé e esperança, principalmente aos jovens, que marcaram forte presença. “Deus é maravilhoso. Este momento é único para todos nós, especialmente para a diocese de São João del-Rei”, destacou o cantor que trabalha na evangelização dos jovens há 22 anos.
Seja com lágrimas, risos, pulos, aplausos ou cânticos, a juventude, que tanto aguardava por este momento, expressou seus sentimentos. Logo após o show, os jovens carregaram os símbolos para o interior do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, onde foi celebrada a missa de acolhida.
Santa Missa
Ao som de cânticos especiais preparados por um grande coral de jovens, a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora, da Jornada Mundial da Juventude, entraram em procissão no Santuário de Matosinhos. Jovens e padres de várias cidades da diocese, juntos a uma grande multidão de devotos, lotaram o Santuário do Bom Jesus.
A celebração, transmitida ao vivo pelo site da diocese de São João del-Rei, foi presidida pelo pároco local, padre José Bittar e concelebrada pelo padre frei Jaime Eduardo, assessor diocesano da juventude, juntamente com outros padres da diocese. Os seminaristas também participaram deste grande momento de fé e oração.
“Essa juventude está de parabéns! Eles enfrentam tudo, chuva, fome, sem perder o ânimo, a fé”, elogiou frei Jaime durante a homilia da celebração.







Após as Conferências houve reunião de grupo para refletir e concretizar três grandes desafios que vivemos nos nossos países e pastorais, nos distintos âmbitos apresentados (político, social, pastoral) e três compromissos a ser vividos por todos os presentes. Entre algumas das conclusões apresentadas, apareceram em mais de um grupo, dois assuntos relevantes: A necessidade de incorporar os leigos na sociedade e na política para que a Igreja possa exercer a sua missão na sociedade, oferecendo uma reflexão e presença adequada, sem sermos fator dominante; em um ou mais desses espaços, visibilizando a credibilidade que ainda goza a Instituição Católica.




Os pontos acima foram alguns dos encaminhamentos finais da Semana de Formação sobre a Missão Continental e as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) evento que aconteceu no Centro Cultural Missionário (CCM) em Brasília, entre os dias 22 e 25, e contou com a participação de um grupo de 60 pessoas, entre bispos, padres, religiosos e leigos, ligados à dimensão missionária.A partir do tema “A Missão Profética da Igreja no Brasil”, norteador da Semana, o encontro discutiu o direcionamento dos trabalhos missionários à luz das DGAE. “Acredito que o encontro foi muito positivo, principalmente para a Missão Continental. Os assessores deram pistas muito importantes de como podemos dar continuidade ao projeto na Igreja no Brasil”, avaliou padre Sidnei Marco Dornelas, que foi cotado para assessorar a Comissão para a Missão Continental da CNBB.
Ao longo da semana houve espaço para a discussão e apresentação de vários temas que direcionaram para os objetivos do evento. Na abertura da Semana, o secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner, destacou três palavras-chaves do primeiro capítulo das DGAE: gratuidade, alteridade e encontro. Segundo ele, os pontos são elementos essenciais do cristianismo. “Entender e guardar essas palavras no coração faz de nós cristãos”, disse aos participantes. Dom Leonardo mostrou a dimensão espiritual e fundamental do documento a partir dessas três palavras.
Para o secretário executivo do CCM, padre Estêvão Raschietti, um encontro como esse é indispensável porque possibilita a discussão dos elementos fundamentais do documento. “As Diretrizes jamais são um projeto pronto. É um plano sempre a ser definido com novos aportes. O texto não é o fim de tudo, mas o começo de uma nova reflexão”, frisou. Padre Estêvão refletiu sobre o significado da missão para a Igreja a partir das dimensões da missão: animação, nova evangelização, Ad Gentes e universal.
idade e a troca de experiências entre os participantes foram os elementos agregadores do encontro para o bispo referencial da dimensão missionária no Regional Nordeste 5 da CNBB (Maranhão), dom Armando Martin Gutierrez. “O encontro foi rico pela diversidade de pessoas participantes: bispos, padres, leigos, religiosos. Nas partilhas apareceram experiências concretas dessa diversidade própria do Brasil. A experiência nas bases, a partilha da caminhada da missão com pessoas que já estão nessa área de serviço, favoreceu o momento de formação”, ressaltou.

Também participou da reunião a assessora de imprensa do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), Suzana Noem, que mostrou sua satisfação de estar presente neste momento histórico em que Signis Brasil assume articulação das TVs. Mencionou a importância do relacionamento com a entidade e a necessidade de estabelecer laços e realizar projetos conjuntos com o CELAM e Signis Mundial, no que diz respeito a projetos de Igreja. Destacou que a partilha entre nós faz parte do “destino universal dos bens”, conforme recomenda a Doutrina da Igreja. Suzana está participando do Congresso pastoral-teológico, que celebra os 50 anos de Adveniat, promovido pelo CELAM e Adveniat.












Houve ainda um momento, dentro das várias reuniões que aconteciam nas POM, para que a Comissão Bíblico-catequética avaliasse o 1º Congresso de Animação Bíblico de Pastoral, que aconteceu em Goiânia, de 8 a 12 de outubro passados. Segundo o presidente da Comissão, dom Jacinto Bergmann, que é arcebispo de Pelotas (RS), o Congresso foi aprovado, tanto pelos participantes, quanto pela equipe promotora do evento.
Convidado especial da reunião, o padre português, José Belinquete, lançou oficialmente no Brasil o seu livro “História da Catequese em Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste”. O padre fez um trabalho minucioso de pesquisa, ao longo de 15 anos, que abrangeu todas as bibliotecas públicas de Portugal e outras do exterior. O livro conta com 1600 páginas e é dividido em dois volumes.
“História da Catequese pretende revelar os catecismos elaborados em diversas línguas pelos missionários portugueses. Ao longo das páginas do livro, o leitor encontrará temas importantes como a história da catequese desde Jesus e dos Apóstolos, passando pelos primeiros séculos da Igreja e pela parte relativa a Portugal, até à impressão do primeiro catecismo em 1489 e ao concílio de Trento”, disse o autor e coordenador do livro, padre José Belinquete.

1 - Formação integral, articulada e permanente para a consciência missionária numa pastoral orgânica visando uma conversão pastoral que fortaleça a articulação, a animação e a ação missionária para o enfrentamento dos desafios da realidade;



