terça-feira, 2 de outubro de 2012

Pastoral Carcerária lembra 20 anos do massacre do Carandiru


Para relembrar o Massacre do Carandiru, que completa 20 anos nesta terça-feira, 2 de outubro, a Pastoral Carcerária e movimentos sociais vão fazer um ato na Praça da Sé, a partir das 15h, no centro da capital paulista. Leia a denúncia das lideranças e a recordação de um dos mais graves crimes contra a população brasileira.
O primeiro ato, ecumênico, terá início na Catedral da Sé. Cerca de uma hora depois, na Praça da Sé, acontece um ato político-cultural.

No dia 2 de outubro de 1992, policiais invadiram o presídio do Carandiru durante uma rebelião e mataram, com uso de metralhadoras, fuzis e pistolas, ao menos 111 presidiários. Até hoje, ninguém foi responsabilizado pelos crimes.

“O ato não é apenas um resgate da memória dos 20 anos do Carandiru, uma situação clara de que não esquecemos e não esqueceremos jamais do que aconteceu, mas é também uma denúncia pública sobre todas essas políticas de massacre das populações periféricas, pretas e pobres, que ainda acontece nos dias de hoje”, disse Rodolfo Valente, advogado da Pastoral Carcerária em São Paulo e integrante da Rede 2 de Outubro.

A denúncia, segundo Valente, não é só do Massacre do Carandiru. “É também uma denúncia ao massacre dos Crimes de Maio, ao Massacre de Eldorado do Carajás”, disse.

Nos ataques comandados pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) de 2006, que ficaram conhecidos como Crimes de Maio e que ocorreram entre os dias 12 e 20 de maio daquele ano, 493 pessoas foram mortas, entre elas, 43 agentes públicos. Um estudo feito pela organização não governamental (ONG) Justiça Global, divulgado no ano passado, apontou que, em 71 desses casos, houve fortes indícios do envolvimento de policiais que integram grupos de extermínio.

Já em Eldorado dos Carajás, no Pará, a ação da Polícia Militar causou a morte de 21 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Dezenove sem-terra morreram no local e dois a caminho do hospital. As mortes ocorreram durante o confronto com a polícia no quilômetro 96 da Rodovia PA-150, na chamada Curva do S.

No sábado (6), os movimentos sociais também pretendem fazer uma caminhada cultural, marcada para ocorrer no Parque da Juventude, onde antes estava instalado o Complexo Penitenciário do Carandiru.
Fonte: Agencia Brasil (matéria de Elaine Patricia Cruz)

Nota de pesar pelo falecimento de dom Antônio Maria Mucciolo


Dom Leonardo Steiner, secretário geral da CNBB, emitiu neste domingo, 30 de setembro, nota de pesar em nome da Conferência pelo falecimento do arcebispo emérito de Botucatu (SP), dom Antônio Maria Mucciolo. A missa exequial será celebrada na manhã desta segunda-feira, 1 de outubro, na catedral mteropolitana e, em seguida, acontecerá o sepultamento na cripta da catedral.
Leia a íntegra da nota abaixo:
Nota de falecimento de dom  Antônio Maria Mucciolo
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil recebe, com pesar, a notícia do falecimento do arcebispo emérito de Boticatu (SP), dom Antônio Maria Mucciolo e se solidariza, na fé, com os familiares, com dom Maurício Grotto e com as comunidades por onde esse nosso Irmão deixou rastros do seu trabalho apostólico.
Dom Mucciolo deixa-nos um legado de grande empenho pelo anúncio do evangelho pelos meios de comunicação social, especialmente pela Televisão. Ele dedicou vários anos do seu ministério episcopal ao cuidado de fazer com que o testemunho e a palavra da fé fosse traduzida para um veículo no qual a imagem é uma expressão importante da mensagem. Dom Mucciolo tem seu nome associado particularmente à formação e consolidação da Rede Vida de Televisão e esteve presente, nos últimos, anos em sua programação religiosa.
O lema escolhido para seu serviço no episcopado “Sentire cum Ecclesia” (sentir com a Igreja) representa uma marca espiritual do trabalho que realizou, com alegria, junto ao povo primeiramente na diocese de Barretos (SP) e, depois, na arquidiocese de Botucatu. E mesmo depois de sua renúncia, em 2000, dom Mucciolo continuou ativo e vibrante no trabalho de evangelização.
Rezamos pelo nosso Irmão que parte para a eternidade, agradecidos ao Pai que nos deu de presente a companhia e o serviço de um homem extraordinário que tanto lutou pela causa da expansão do Reino.
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo auxiliar de Brasília
Secretário geral da CNBB

Faleceu dom Antônio Mucciolo


A arquidiocese de Botucatu (SP) comunicou na tarde deste sábado, 29 de setembro, o falecimento do bispo emérito, dom Antônio Maria Mucciolo. A missa exquial, segundo informações da arquidiocese, será celebrada no dia 1 de outubro, as 9 horas da manhã, na catedral metropolitana.
Eis a biografia de dom Mucciolo apresentada no site da arquidiocese:

Dom Antônio Maria Mucciolo foi o 6° bispo e o 3° arcebispo da arquidiocese de Botucatu. Nasceu em Castel San Lorenzo, Itália em 01 de maio de 1923. Veio para o Brasil com um ano se fixando em São Paulo, depois Sorocaba. Entrou para o Seminário, matriculando no Seminário de Botucatu em 02 de fevereiro de 1937. Ordenou-se padre em em 04 de novembro de 1949, por dom José Carlos de Aguirre, na Capela do Seminário São Carlos Borromeu.
Nomeado bispo de Barretos (SP) em 26 de maio de 1977, foi ordenado em 15 de agosto de 1977 na Catedral de Sorocaba pelo núncio apostólico, dom Carmine Rocco. Posse em Barretos em 03 de setembro de 1977. Nomeado arcebispo de Botucatu em 28 de junho de 1989. Tomou posse em 09 de setembro de 1989. Criou várias paróquias. Ordenou um bom número de sacerdotes.
Construiu uma grande casa para os sacerdotes idosos denominada “Casa Cura D’Ars".
Colocou no ar a Rede Vida de Televisão. Deu impulso aos meios de Comunicação social. Deu impulso a Pastoral Vocacional. Desmembrou a Arquidiocese de Botucatu criando a nova diocese de Ourinhos em 30 de dezembro de 1998. Renunciou em 07 de junho de 2000. Atualmente era presidente da Rede Vida de Televisão.

Papa nomeia bispo de Caxias do Sul membro de Pontifício Conselho


O papa Bento XVI nomeou na manhã de sábado, 29 de setembro, o bispo de Caxias do Sul (RS), dom Alessandro Carmelo Ruffinoni, como membro do Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes. Dom Alessandro Ruffinoni, nascido na Itália em 1943, é religioso da Congregação dos Missionários de São Carlos (scalabrinianos).
Dom Alessandro, ordenado em 1970 em Bassano del Grappa, na Província de Vicenza, veio para o Brasil em novembro de 1970. O bispo trabalhou como formador nos seminários das cidades de Casca, nos anos de 1971 a 1978; e de Guaporé, nos anos de 1979 a 1981. Em 1982, foi transferido para Porto Alegre, no CIBAI, e atuou até 1984 como pároco da Paróquia Nossa Senhora da Pompéia. Em 1984 voltou à formação como animador vocacional, na cidade de Guaporé, até 1987.
Em 1988 deixou o Brasil para iniciar uma nova experiência missionária no Paraguai, na localidade de Ciudad del Este, onde atuou como formador e diretor do Centro Missionero Padre Luigi Valtulini. Neste período, foi por duas vezes vigário geral da Diocese de Ciudad del Este, em 1992 e em 1998. Em 1999, voltou para o Brasil como superior provincial da Província São Pedro, residindo em Porto Alegre até o ano de 2004.
Em 2005 foi destinado para Assunção, onde trabalhou na arquidiocese como coordenador da Pastoral dos Migrantes, até a nomeação de bispo. Em 18 de janeiro de 2006 foi nomeado pelo Papa Bento XVI como bispo auxiliar de Porto Alegre, com o título episcopal de Fornos Maior. Foi vigário episcopal do Vicariato de Gravataí, responsável pelas Pastorais Sociais do regional Sul-3 da CNBB e bispo referencial da Pastoral dos Migrantes, de 2007 a 2011.
De maio de 2007 a maio de 2011, ele foi o bispo responsável a nível nacional na CNBB pela Pastoral dos Brasileiros no Exterior. Recebeu no dia 10 de dezembro de 2008 a Medalha do Mérito Farroupilha, outorgada pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.
Em 16 de junho de 2010 o Papa o nomeou coadjutor da diocese de Caxias do Sul, e em 6 de junho de 2011, após a renúncia de dom Paulo Moretto, tornou-se o quarto bispo da diocese de Caxias do Sul.
Junto com dom Alessandro, como membro do mesmo Pontifício Conselho, também foi nomeado Dom Vjekoslav Huzjak, bispo de Bjelovar-Križevci (Croácia).

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Três mil fieis participam da ordenação de dom Marcello Romano


Na manhã do sábado, 8 de setembro, dia da Natividade de Nossa Senhora, a cidade de Conceição do Mato Dentro (MG) recebeu cerca de três mil fiéis para a ordenação episcopal do monsenhor Marcello Romano, bispo de Araçuaí (MG).
Dom Emanuel Messias de Oliveira, bispo da diocese de Caratinga (MG), e segundo bispo de Guanhães (1998 a 2011) foi o bispo ordenante. “Monsenhor Marcello foi um padre dedicado, disponível, sempre soube que teria um futuro brilhante. Um padre piedoso, prestou muitos serviços à diocese. Fiquei feliz com a escolha do Santo Padre Bento XVI”, disse dom Emanuel.
Padre Eduardo Ribeiro animou a celebração. Inicialmente, contou uma breve biografia do monsenhor Marcello. Saudando a todos os bispos, padres, diácono, seminaristas, religiosos, o pároco de Conceição do Mato Dentro falou sobre a importância da ordenação do monsenhor Marcello para a paróquia e para a diocese. Em seguida, os sinos anunciaram com festa o momento mais esperado por todo o povo de Deus: o começo do rito litúrgico da missa. Participaram da celebração padres das dioceses de Guanhães e de Aracuaí, bem como de outras dioceses. Presidiu a celebração dom Emanuel Messias de Oliveira. Os bispos co-ordenantes foram dom José Maria Pires, arcebispo emérito da Paraíba, e dom Jeremias Antônio de Jesus, bispo de Guanhães. O arcebispo da arquidiocese de Diamantina, dom João Bosco Óliver de Faria, o bispo da diocese de Almenara, dom Hugo Maria Van Steekelenburg; o bispo emérito de Teixeira de Freitas (BA), dom Antônio Zuqueto; o bispo auxiliar de Vitória (ES), dom Rubens Sevilha, da diocese de Itabira/Coronel Fabriciano, dom Odilon Guimarães Moreira e diocese de Sete Lagoas, dom Guilherme Porto, participaram da celebração.
No início do rito de ordenação, padre Fabrizzio Clemente Fonseca, então administrador diocesano de Araçuaí, apresentou o eleito. Padre Hermes Firmiano Pedro, coordenador de pastoral da diocese de Guanhães, fez a leitura da Carta Apostólica (carta em que o papa Bento XVI nomeia bispo de Araçuaí monsenhor Marcello Romano). O então administrador diocesano de Araçuaí e o coordenador diocesano de pastoral de Guanhaes foram os presbíteros assistentes.
Homilia
Dom Emanuel Messias de Oliveira prosseguiu com a homilia. O bispo de Caratinga recordou o dia da nomeação do padre Marcello Romano, aos 13 de junho de 2012. “Obrigado pelo seu sim à Igreja de Araçuaí!”, exclamou o bispo de Caratinga. Dom Emanuel ressaltou a alegria da Igreja de Guanhães pela nomeação do monsenhor Marcello.
Dom Emanuel acrescentou durante a homilia que o ministério episcopal exige firmeza, simplicidade, oração. “Grande é a responsabilidade eclesial que lhe é conferida.” No final, o bispo ordenante ressaltou as três funções do bispo: santificar, ensinar, pastorear.
No final da missa, dom Marcello expressou a alegria por este momento tão especial em sua vida. Recordou instantes da sua vida, falou da sua vocação, da importância dos seus pais e familiares nesse processo de formação humana e espiritual, que o levaram ao ministério presbiteral, e agora episcopal, na Igreja. O bispo de Araçuaí agradeceu os padres da diocese de Guanhães pela presença em sua trajetória vocacional.

Campanha Missionária 2012 pauta encontro de formação do Comidi de Brasília


“Brasil missionário partilha a tua fé”. O tema da Campanha Missionária deste ano foi norteador do Encontro de Formação do Conselho Missionário Arquidiocesano (Comidi) do Distrito Federal (DF), realizado no sábado, 1º setembro, que reuniu 56 pessoas de 17 paróquias e teve como palestrantes a assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Dimensão Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), irmã Dirce Gomes e o diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM), padre Camilo Pauletti.
Os palestrantes repassaram os principais temas discutidos no 3º Congresso Missionário Nacional, realizado em Palmas (TO), de 12 a 15 de julho, e os preparativos para o Mês Missionário 2012, que reflete sobre a missão no Brasil e no mundo e incentiva as paróquias a estarem em estado permanente de missão.
Após apresentar o hino da Missão Continental, a assessora da CNBB falou sobre “mundo secularizado e pluricultural”, tema abordado pelo assessor teológico, padre Paulo Suess, durante o 3º CMN. “A secularização hoje não diz respeito, diretamente, à Igreja, nem à frequência dominical, mas à visão que o homem de hoje tem do mundo e do transcendente. Esta é uma questão global no mundo contemporâneo, embora devamos contemplá-la no horizonte latino-americano e especificamente brasileiro”, disse.
Irmã  Dirce destacou ainda que a secularização é usada, em teologia e filosofia, por pessoas de fé religiosa que procuram viver em honestidade com o mundo, não negando a realidade, por trás de idealizações ou sublimações religiosas. Ela apontou que atualmente “entende-se por secularidade, ter consciência do mundo em que vivemos, pensar a fé com os pés no chão, ou seja, observando a realidade e secularismo, a negação do transcendente”.
Com base nas apresentações do presidente da Sociedade dos Catequetas Latino-americanos, irmão Israel José Nery, no 3º CMN, irmã Dirce levantou dois questionamentos aos participantes. “Será possível continuar cristão sem adotar o ‘quadro bíblico-cristão’, cheio de intervenções de um agente extramundano, chamado Deus, que, além de criar o mundo em seis dias, continuamente intervém nas leis da natureza e da sociedade? E,  sem a intervenção da autoridade eclesiástica? Como realizar a tarefa missionária num contexto assim?”. Logo após foi conduzido um trabalho em grupo, com exposição em plenário.
O padre Camilo Pauletti relatou seu trabalho na organização, bem como sua experiência na África, como missionário por seis anos. “Padre Camilo falou da importância do material da Campanha Missionária a todas as dioceses do Brasil e deu dicas de como podemos participar do Mês Missionário. Ele apresentou três partes do DVD da Campanha e todos sentiram a importância do testemunho dos Missionários que estão em diversas partes do mundo”, comentou a coordenadora do Comidi, Déa Cláudia Duarte Queiroz.
O encontro foi encerrado com uma missa presidida pelo arcebispo de Brasília, dom Sérgio da Rocha.

Dom Vilson decreta luto pela morte do bispo emérito de Caxias (MA)


O bispo de Caxias do Maranhão (MA) decretou 30 dias de luto na diocese, por conta do falecimento do bispo emérito, dom Luís D'Andrea, ocorrida na Itália no último sábado, 8 de setembro. A seguir, a íntegra da nota:
NOTA OFICIAL DE FALECIMENTO DE DOM LUIS d’ANDREA, OFM Conv.

É com pesar que comunico a morte de nosso querido irmão D. Luis d’Andrea,OFM Conv, bispo emérito de Caxias do Maranhão, no dia 8 de setembro de 2012, em Roma, às 8:30h, no horário de Brasília.

Dom Luis nasceu em 23 de fevereiro de 1934, na Itália e em 1968 veio trabalhar como missionário no Brasil. Foi ordenado bispo aos seis de janeiro de 1988 e exerceu a missão de bispo de Caxias do Maranhão até 19 de junho de 2010, com o lema: Justitia et Pax.

Dom Luis estava de férias, na Itália, desde abril de 2012.

Comunico que estamos decretando luto oficial de 30 dias em toda a diocese, de oito de setembro a oito de outubro, com as seguintes celebrações:

Dia 14 de setembro, missa de sétimo dia na catedral, às 19:00h e em todas as paróquias da diocese.

Dia 25 de setembro, às 19:00h, missa com todos os sacerdotes, diáconos, irmãs religiosas e representantes de todas as paróquias, na catedral Nossa Senhora dos Remédios, em Caxias.

Dia 8 de outubro, missa de 30º dia na catedral, às 19:00h e em todas as paróquias da diocese.

As almas dos fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em paz. Amém.

Caxias do Maranhão, 8 de  setembro de 2012

Dom Vilsom Basso, SCJ
Bispo de Caxias do Maranhão

Dois bispos eméritos faleceram neste domingo


Na manhã deste domingo, 9 de setembro, a Igreja do Brasil recebe a notícia do falecimento de dois bispos eméritos: dom José Rodrigues de Sousa, bispo emérito de Juazeiro (BA), aos 86 anos; e dom Luís D’Andrea, bispo emérito de Caxias (MA), aos 78 anos.
Dom José Rodrigues de Sousa era natural de Paraíba do Sul (RJ), mas viveu a infância e adolescência em Aparecida (SP). Ingressou no Seminário dos Redentoristas em 1938. Na Congregação Redentorista, atuou como formador, nas Santas Missões Populares e como e superior vice-provincial em Goiás.
Dom Luís D’Andrea era italiano e membro da Ordem dos Frades Menores Conventuais. Em sua congregação religiosa, atuou como formador e pároco. Era especialista em Teologia Pastoral Latino-americana e em parapsicologia. Foi nomeado Bispo de Caxias, no Maranhão, em 1988, e renunciou ao governo da diocese em 2010, por motivo de idade. Durante seu episcopado, acompanhou a Catequese e a Pastoral Familiar no Regional Nordeste 5 da CNBB. Nos últimos anos, dom Luís vivia no Convento dos Franciscanos Conventuais, em Fortaleza (CE), mas faleceu em sua terra natal, a Itália, na madrugada deste domingo.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Comissão para a Vida e a Família divulga critérios para a participação política dos cristãos


As eleições municipais se aproximam e, com elas, um dos mais importante exercício de cidadania, o voto. Por isso a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, a partir da orientação apresentada pela Doutrina Social da Igreja, apresenta aos membros das famílias brasileiras, em especial as católicas, alguns critérios de vida e família na escolha dos candidatos.
A partir da tarefa específica de orientar os cristãos para julgar a situação social, política e econômica no qual estão inseridos, no texto a seguir composto pelo presidente da Comissão, dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari (BA), são descritos critérios para a participação política dos cristãos, necessários para a escolha dos candidatos para as próximas eleições.
Leia o texto na íntegra:
Eleições Municipais - 2012
1. A promoção da família
A família é o primeiro lugar no qual a pessoa tem a possibilidade de crescer, realiza sua humanidade, encontra terreno para o seu pleno desenvolvimento. A família nasce da liberdade das pessoas e corresponde ao desígnio de Deus. O amor humano, vivido na plena reciprocidade de afetos e de responsabilidade, alcança sua plenitude quando se funda no sacramento do matrimônio e dá vida a um vínculo entre o homem e a mulher que se amam, que tem dimensão pública, estável, fiel, é aberto a gerar vida e a acolhê-la, protegido pela indissolubilidade, alimentado pela presença de Jesus Cristo morto e ressuscitado. A família expressa a maior cooperação entre os sexos e entre as gerações, pois seus membros vivem o dom sincero de si até com sacrifício próprio para o bem do outro, imitando Jesus que se doa a nós até o fim, experimentando a mais intensa comunhão entre pessoas, conforme a imagem da Santíssima Trindade. Por isso, a família difunde no seu interior e ao seu redor um clima de cuidados e de solidariedade, constituindo assim o maior recurso para a pessoa e para a sociedade. A Igreja se preocupa com a forte tendência da cultura atual que não mais valoriza o dom de si para o bem do outro, antes, dá o privilégio ao bem estar individual, até mesmo com sacrifício de outros, como documenta a decisão do STF que privilegia o bem estar da mãe, sacrificando a vida do seu bebê portador de anencefalia. Esta tendência transborda os limites jurídicos, torna-se mentalidade comum e está na origem da maioria dos conflitos familiares, das agressões, das violências, do descaso. A família constroi um estilo de vida que promove a solidariedade e a paz, e isto é de interesse  de toda a sociedade. Por isso, ela merece ser protegida e não descaracterizada pelo Estado como acontece quando qualquer união com base afetiva é a ela equiparada, mesmo faltando as características que a identificam.
2. A liberdade de educação
É o princípio que afirma a liberdade dos pais de educarem os filhos na visão que, a seu juízo, mais desenvolve a pessoa humana. Trata-se da defesa da liberdade para todos. Todos têm o direito de fazer crescer os filhos dentro de uma determinada visão que contém una riqueza de valores, de cultura e de perspectivas de desenvolvi¬mento. Quando escolas públicas ou privadas se arrogam o direito de dar uma “formação” contrária aos interesses dos pais, como no caso de equívocas orientações no campo da sexualidade, os pais têm o direito garantido pela Constituição e o dever de reivindicar com todos os meios legais que que seja respeitada a educação que eles querem para seus filhos. Os cató-licos, defendendo a liberdade de educação prestam serviço a todos os pais. Trata-se de uma luta pela afirmação e pelo desenvolvimento de uma identidade cultural que constitui, juntamente com outras identidades, o tecido do povo. O verdadeiro pluralismo democrático consiste na convivência de várias identidades culturais, no respeito pela diversidade.
3. A liberdade religiosa
É a síntese de todas as liberdades e afirma o Estado laico como verdadeiramente democrático quando respeita todas as identidades, sem o viés autoritário que quer eliminar algumas. Quando essa liberdade é reconhecida, a pessoa é respeitada em sua prioridade. É um princípio que garante à pessoa a possibilidade de seguir o caminho que considera mais oportuno para realizar seu destino. Por isso a Igreja se empenha pela liberdade de todas as experiências religiosas. Um Estado que reconhece a liberdade religiosa, defende todas as outras liberdades, porque respeita o que dá sentido à vida do outro. No contexto da liberdade religiosa, torna-se de fundamental importância o ensino religioso nas escolas públicas. Os adolescentes constituem o segmento da população que vive em mais alto risco, pois eles se encontram numa situação em que não estão mais sob a autoridade dos pais e ainda não dispõem de maturidade suficiente para orientar autonomamente suas vidas para o bem. A ausência de grandes ideais e valores os deixa vulneráveis a propostas portadoras de destruição e morte. O ensino religioso é o caminho para que sejam ajudados a crescer tendo metas e objetivos positivos para a existência e a elaborar um projeto de vida construtivo de sua pessoa e do bem para a sociedade.
4. Os princípios de solidariedade e de subsidiariedade
O princípio de solidariedade fomenta uma cultura na qual as pessoas, as famílias as associações, o mercado e Estado ficam atentos aos desfavorecidos e cooperam entre si para atender suas necessidades. Desde a Rerum novarum até a Centesimus annus e a Caritas in Veritate, o juízo da Igreja é que a atenção de toda a sociedade esteja voltada para oferecer oportunidades de trabalho e fontes de subsistência a pessoas e grupos menos favorecidos, numa autêntica opção preferencial aos pobres. Os documentos da Igreja afirmam que fortalecer a solidariedade e agir de acordo com ela é uma obrigação do Estado (cf. Laborem exercens, n° 8).
O princípio de subsidiariedade foi expresso claramente na Quadragésimo anno, de Pio XII (1931). Afirma-se que o estado deve respeitar as competências prioritárias das pessoas, das famílias e dos grupos intermediários. Uma realidade maior (o Estado) não pode se substituir ao que deve e ao que pode fazer uma realidade menor (as famílias e agregações sociais intermediárias, outros organismos). Ao lado da família, desenvolvem-se agregações e entidades intermediárias, por exemplo, as associações de famílias; trata-se de conjuntos de pessoas e famílias que têm em comum uma visão da realidade e objetivos concretos. A sociedade não é feita de gente anônima, mas de pessoas que enfrentaram junto desafios, calamidades, quer naturais, quer sociais e políticas (inundações, secas, miséria e fome, restrições das liberdades democráticas) que têm laços de cultura, de religião, com valores e metas partilhados que remetem à experiência de povo, configuram o pertencer ao povo. Se uma coisa pode ser feita pela família ou por esses corpos intermediários, o Estado não deve se colocar no lugar deles e, ao mesmo tempo, deve subsidiar esses grupos para que sejam facilitados em suas responsabilidades. Este princípio é a maior garantia contra toda forma de totalitarismo. O princípio de subsidiariedade é contrário tanto ao estatalismo (o Estado sabe tudo, faz tudo, resolve tudo) quanto ao Estado liberal que não se ineteressa em cuidar das necessidades do povo. O princípio da subsidiariedade valoriza a criatividade, a comunhão e a participação das pessoas. Na Doutrina Social da Igreja, a função do Estado é de promover o "Bem Comum" oferecendo os meios para o desenvolvimento das pes¬soas e das agregações sociais que nascem das pessoas.
Considerações
Com estas observações indicamos alguns pontos de reflexão e conduta para não ficarmos passivos diante das circunstâncias sociais e políticas e para julgarmos, segundo a Doutrina Social da Igreja, o que está acontecendo na realidade brasileira. O fazer política não começa quando se entra nas questões partidárias ou técnico-fïnanceiras, mas quando se vive de acordo com valores e critérios que nascem da experiência de pertencer ao Ideal e a um povo concreto, alternativos aos interesses do mercado e aos jogos de poder do Estado.
A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família convida todas as famílias a votarem em candidatos que comungam e promovem a vida e a família, e ainda, incentiva o empenho de todos na aplicação da Lei 9.840, de combate à corrupção eleitoral, bem como da Lei da Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de quem já foi condenado, em primeira instância, por um colegiado, ou que tenha renunciado a seu mandato para escapar de punições. O Brasil que queremos é feito de cidadãos que se empenham pela justiça e fraternidade. Como famílias dos filhos de Deus e com as bênção da Sagrada Família, façamos das próximas eleições um grande momento de promoção da vida e da família.

Padre Jaime Patias é escolhido novo secretário da Pontifícia União Missionária


A partir desta quinta-feira, 9 de agosto, o padre Jaime Carlos Patias, 48, assume a Pontifícia União Missionária, uma das quatro Pontifícias Obras Missionárias. A União Missionária coopera para incrementar as vocações missionárias e uma melhor distribuição do clero, valorizando a cooperação entre as Igrejas. Anima o Povo de Deus a tornar mais claro o dever missionário, e é uma força espiritual voltada para a conversão do mundo.
Desde 2005, a Obra tinha como secretário o missionário Xaveriano, padre Sávio Corinaldesi, 75, que agora continua seus trabalhos na Pontifícia Obra de São Pedro Apóstolo, onde já atuava.
Padre Jaime é natural de Tuparendi (RS). Ele é missionário da Consolata, jornalista e mestre em comunicação. Foi diretor da Revista Missões entre 2002 e 2012, além de vice-superior Regional do Instituto Missões Consolata no Brasil (2006-2011), entre outras funções.
Foi Missionário em Moçambique, África, de 1994 a 2001, onde exerceu várias atividades, desde a atuação pastoral e formação de lideranças a administrador de escola, reitor de seminário e professor. Domina os idiomas inglês, espanhol, Xitshwa-Moçambique (fluente) além do italiano e francês. Tem estudos em latim, grego e hebraico. No âmbito acadêmico, padre Jaime é formado em Filosofia (PUC-PR); Teologia (Leuven University - Bélgica); Jornalismo (London University - Inglaterra) e mestre em comunicação (Faculdade Cásper Líbero - São Paulo - Brasil).
Sobre os novos trabalhos nas POM, o religioso diz que a União Missionária será um desafio. “Já trabalhei com direção, formação de leigos, comunicação e diversas assessorias; agora com a União, que cuida da formação e das várias forças missionárias, me sinto mais desafiado, porém, estou muito aberto a aprender e estudar o que for preciso, além de acolher toda a experiência do padre Sávio neste novo trabalho”, disse.
O sacerdote chega à sede da POM, em Brasília, no fim da tarde desta quinta-feira. Ele também auxiliará a instituição na articulação da comunicação entre as Obras Missionárias e também na divulgação dos trabalhos missionários que acontecem no Brasil e no mundo. “É na comunicação que me sinto mais à vontade e estarei presente na definição de pauta e de conteúdo, para que tenhamos uma reação das pessoas que as recebem. Trabalhar nas POM será ampliar aquilo que eu já vinha fazendo. Agora, devo olhar para todo o Brasil e até além-fronteiras e isso será enriquecedor”, completou.

Saudação ao novo bispo de Campina Grande


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebe, com alegria, a nomeação de dom Manoel Delson Pedreira da Cruz como o novo bispo diocesano de Campina Grande (PB). O Papa Bento XVI envia à Igreja no Brasil, mais uma vez, com particular bondade e carinho, um pastor. Ele deixa a diocese de Caicó (RN) e vai suceder dom Jaime Vieira Rocha, a quem ele sucedera também na atual diocese.
Dom Delson, como é conhecido, é baiano, capuchinho, licenciado em Letras e mestre em Comunicação social. Além desta formação acadêmica, do itinerário percorrido no ministério como sacerdote quando exerceu diversos serviços em sua ordem religiosa tanto como ministro provincial como no trabalho junto ao governo geral como Definidor Geral, ele tem sido um pastor exemplar nas comunidades para as quais foi enviado como bispo.
Seu lema episcopal, “Ide aos meus irmãos” (Jo 20,17), espelha disponibilidade e inspiração para todos nós, seus irmãos no episcopado, o clero e todo o povo de Deus. Fazemos, nesse espírito, os melhores votos de que esse tempo que se inaugura seja pleno de frutos para a expansão do Reino de Deus entre nós.
Unimo-nos às comunidades da diocese de Caicó que envia, com generosidade, dom Delson a outra porção da Igreja. E estamos juntos com à diocese de Campina Grande que aguardou, com esperança, a chegada do novo bispo e que, agora, celebra, com satisfação, a nomeação do seu pastor. Damos um abraço agradecido ao Pe. Márcio Henrique que tem prestado seu serviço como administrador diocesano e cumprimentamos dom Delson manifestando nossa fraterna acolhida.
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Informações do 2º Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos


As inscrições para o 2º Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos (Ebruc) estão abertas e já podem ser feitas no sitewww.ebruc.setoruniversidades.org.br até o dia 19 de setembro de 2012. O evento, que ocorre de 12 a 14 de outubro em Curitiba, no Paraná, é uma realização da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, por meio do Setor Universidades da Comissão Episcopal Pastoral para Educação e Cultura, e da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (Anec). O Ebruc também conta com o apoio do Grupo Marista, Pastoral da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC PR), arquidiocese de Curitiba e Pastoral Juvenil Marista.
A proposta do encontro é reunir jovens de todo o Brasil que atuam no meio universitário para refletir, partilhar e articular a ação evangelizadora nesse meio que constitui um dos “novos areópagos” da Igreja. É referência para a realização do  Ebruc, o destaque feito nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) para a importância da formação de pensadores e pessoas que estejam em níveis de decisão, evangelizando, com especial atenção e empenho, os novos areópagos, pois um dos primeiros é o mundo universitário.
Tema e lema
O bispo referencial do Setor Universidades, dom Tarcísio Scaramussa, anunciou que o tema escolhido é Educação e Cultura: areópagos da missão e o lema “Falamos daquilo que sabemos, testemunhamos o que vimos”,  expressão baseada no Evangelho segundo São João. “O tema do 2º Ebruc ressalta, portanto, que a Igreja, por meio de seus membros individualmente, e de seus grupos e instituições organizadas, também se faz presente no campo da educação e da cultura, como areópagos do nosso tempo, concretizando neles sua missão evangelizadora”, explicou.
Ainda segundo o bispo, o lema do evento destaca o valor do saber e do testemunho do cristão. “A participação no diálogo, fé e cultura exige saber fundamentado, assimilado, consciente. Exige, ao mesmo tempo, convicção e coerência para testemunhar o que se vivenciou, o que se interiorizou como experiência de fé, de encontro com o Senhor”, avaliou.
Motivações e expectativa
A segunda edição do Ebruc também quer motivar a juventude cristã universitária brasileira para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Rio de Janeiro em 2013, e para o Congresso Mundial de Universidades em Belo Horizonte (MG) durante a Pré-Jornada.  A expectativa para o 2º  Ebruc é reunir aproximadamente 500 jovens vindos de todo o Brasil. Segundo a assessora nacional do Setor Universidades, irmã Maria Eugenia Lloris Aguado, o encontro quer abrir um espaço onde possam ser colocados, com liberdade, os testemunhos, temas e questões que habitualmente permeiam a vida do universitário. Além de fóruns abertos para assuntos propostos pelos participantes, o encontro será marcado por areópagos culturais com mostras de arte, apresentações de música e dança e rodas de conversa que ajudem a compreender o mundo da arte como espaço de reflexão e de educação crítica.
Inscrições
As inscrições para o 2º Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos custa R$ 75,00, incluso hospedagem coletiva no Colégio Marista Santa Maria e alimentação durante os dias de evento.  No ato da inscrição, o participante poderá informar se deseja colaborar com o Fundo de Solidariedade, valor adicional à taxa de inscrição que será revertido para o custeio de passagens de universitários que tenham dificuldades de arcar com o custo da viagem até Curitiba.
Os participantes do  Ebruc  poderão ficar hospedados no Colégio Marista Santa Maria que sediará o encontro. O colégio dispõe de completa infraestrutura com salas de aula amplas e modernas que serão utilizadas como dormitórios.

Abertas inscrições para o Seminário Nacional Juventude e Missão


A partir desta segunda-feira, 6 de agosto, estão abertas as inscrições para o Seminário Nacional Juventude e Missão, que será promovido em Brasília (DF) pelas Comissões Episcopais para Juventude e para Dimensão Missionária da CNBB, em parceria com as Pontifícias Obras Missionárias (POM). O evento será de 28 a 30 de setembro.

O tema do Seminário será “A alegria de ser jovem, discípulo missionário de Cristo”, e terá como objetivo impulsionar na missão permanente da Igreja as lideranças jovens das dioceses envolvidas em atividades missionárias e nas diversas expressões do Setor Juventude. O evento pretende, a partir do encontro pessoal com Jesus, estimular os jovens a serem profetas e agentes de transformação na sociedade, inspirados nos valores evangélicos.

As inscrições podem ser feitas no site Jovens Conectados até o dia 5 de setembro. A taxa de participação custa R$ 150,00 e dá direito à alimentação e a materiais do evento. Como ocorreu nos dois seminários anteriores, será oferecida hospedagem em casa de família de Brasília, com custo zero, o que deverá ser informado no ato da inscrição.

Os organizadores lembram que as vagas são limitadas (300) e por isso os inscritos passarão por uma seleção que será feita pela coordenação do Seminário. Após esta análise, os selecionados receberão a confirmação por e-mail. A programação será divulgada oportunamente.